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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Arqueologia - Antigo papiro faz menção a Jerusalém fora da Bíblia

Achado arqueológico mostra primeira menção a Jerusalém fora da Bíblia

Papiro do século 7 a. C. dava poderes a serva do Rei de Judá

O documento é preservada em laboratórios do Mar Morto
da Autoridade de Antiguidades de Israel.
Shai Halevi, cortesia da Autoridade de Antiguidades de Israel.
Enquanto a UNESCO emite uma resolução onde tenta negar a ligação histórica dos judeus com Jerusalém, arqueólogos trazem a público um fragmento de um papiro antigo que seria a mais antiga referência a Jerusalém em hebreu fora da Bíblia. Rapidamente o governo israelense chamou atenção para mais essa “prova” da ligação entre os hebreus e a cidade milenar.

Medindo 11 por 2,5 centímetros, o fragmento mostrado em 26/10/2016 (quarta-feira) pela Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) data do século 7 a.C. 

Durante a coletiva de imprensa realizada em Jerusalém, foi revelado sua inscrição em hebraico: מא]מת. המלך. מנערתה. נבלים. יין. ירשלמה, [Da criada do rei, de Na’arat, jarros de vinho, para Jerusalém].

São apenas duas linhas de escrita, mas o texto faz parte de um documento que comprovava o pagamento de impostos ou uma transferência de bens para armazéns de Jerusalém. O motivo para a comemoração do achado arqueológico é por se tratar da “fonte extra bíblica mais antiga a mencionar Jerusalém em escrita hebraica”, afirma a AAI.

De acordo com o Christian Today, o documento foi recuperado na Caverna dos Crânios, no deserto da Judeia, onde certamente foi deixado (ou perdido) por ladrões de antiguidades. A descoberta é fruto de uma operação complexa realizada pela Unidade de Prevenção ao Roubo de Antiguidades.

Chama atenção o fato de mostrar uma mulher em posição de liderança, no caso a criada do rei de Judá. O Dr. Eitan Klein, representante da Unidade, explica: “O documento apresenta uma evidência extremamente rara da existência de uma administração organizada no Reino da Judeia. Ela confirma a centralidade de Jerusalém como capital econômica do reino na segunda metade do século 7 a.C. De acordo com a Bíblia, reinava desde Jerusalém nesta época os reis Manasses, Amon ou Josias. Contudo, não é possível saber com certeza qual desses entregou o papiro juntamente com o carregamento de vinho”.

Com a ajuda de voluntários durante o ano passado, a Autoridade de Antiguidades de Israel tem vindo a realizar uma escavação arqueológica em busca de artefatos antigos na caverna do Skulls no Deserto da Judeia.
Yoli Shwartz, cortesia da Autoridade de Antiguidades de Israel.
Guerra de versões

Para o governo de Israel, o papiro é uma refutação clara ao argumento da UNESCO, que muitos israelenses consideram provocativa e hostil. Os países membros de governo muçulmano e seus apoiadores com frequência criticam o Estado judeu, passando resoluções que podem ser consideradas antissemíticas.

A ministra da Cultura de Israel, Miri Regev, fez comentários durante o anúncio da Autoridade de Antiguidades sobre o achado mostrado ao mundo hoje. “A descoberta desse papiro, no qual o nome de nossa capital Jerusalém está escrito, é mais um indício tangível de que Jerusalém foi e continuará sendo a eterna capital do povo judeu”, asseverou.

Já Ofir Gendelman, o porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, usou o Twitter para provocar: “Ei Unesco, um papiro antigo da época do Primeiro Templo, 2.700 anos atrás, foi encontrado. Ele apresenta a mais antiga menção que se conhece de Jerusalém em hebraico”, escreveu.

Saeb Erekat, secretário-geral da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), rebateu, acusando Israel de fazer uma campanha contínua de “reivindicações arqueológicas e de distorção dos fatos” que teriam como alvo fortalecer sua pretensão ao controle da cidade.

Desde a fundação do Israel moderno, Jerusalém inteira é considerada sua capital, contudo isso não é reconhecido internacionalmente. A Autoridade Palestina quer Jerusalém Oriental como sua capital, após a formação de um Estado independente, composto por territórios da Cisjordânia além da Faixa de Gaza.

Caverna dos Crânios - Cave of Skulls

Israel Hasson, diretor da Autoridade de Antiguidades de Israel  disse que indica ainda há artefatos de enorme importância para o patrimônio de Israel a espera de ser encontrado nas cavernas do deserto da Judeia.

A escavação arqueologia na Cave of Skulls no Deserto da Judeia 
Yoli Shwartz, cortesia da Autoridade de Antiguidades de Israel.

Fonte: GospelPrime 
com informações Christian Today 
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