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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Jerusalém, capital de Israel - Discurso de Benjamin Netanyahu

Primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu - Discurso apos o presidente americano Donald Trump reconhecer Jerusalém como a capital de israel

Benjamin Netanyahu (Foto: Abir Sultan/AP)
Apenas setenta anos atrás, os judeus foram levados ao matadouro como ovelhas.

Sessenta anos atrás, não tínhamos país. Nenhum exército.

Sete países árabes declararam a guerra ao nosso pequeno estado judaico, apenas algumas horas após a sua criação!

Nós éramos apenas 650 judeus, contra o resto do mundo árabe! NENHUM FID (Exército de Defesa de Israel). Nenhuma força aérea poderosa, apenas pessoas corajosas com nenhum lugar para ir.. Líbano, Síria, Iraque, Jordânia, Egito, Líbia, Arábia Saudita, todos nos atacaram ao mesmo tempo.

O país que as Nações Unidas nos deram foi de 65% do deserto. O país estava no meio do nada.

35 anos atrás! Lutamos contra os três exércitos mais poderosos do Oriente Médio, e nós os varremos. Sim, em seis dias... Nós lutamos contra várias coalizões de países árabes, que possuíam os exércitos modernos e muitas armas soviéticas, e sempre os derrotamos!

Hoje nós temos:
• Um país;
• Um exército;
• Uma poderosa força aérea; *
• Uma economia de estado-da-arte que exporta milhões de dólares;
• Intel - Microsoft - A IBM desenvolve produtos em casa;
• Nossos médicos recebem prêmios por pesquisa médica. *



Nós fizemos o deserto florescer, e vender laranjas, flores e vegetais em todo o mundo.

Israel enviou seus próprios satélites para o espaço! Três satélites ao mesmo tempo!

Estamos orgulhosos de estar no mesmo ranking que:

• Estados Unidos, que tem 250 milhões de habitantes;
• A Rússia, que tem 200 milhões de habitantes;
• A China, que possui 1,3 bilhão de habitantes;
• Europa - França, Grã-Bretanha, Alemanha - com 350 milhões de habitantes.

Um dos poucos países do mundo a enviar objetos para o espaço! Israel é agora parte da família das potências nucleares, com os Estados Unidos, Rússia, China, Índia, França e Grã-Bretanha..

Nunca admitimos oficialmente, mas todos sabem, que apenas a sessenta anos atrás, fomos levados, envergonhados e sem esperança, para morrermos no deserto!

Nós extirpamos as ruínas fumegantes da Europa, ganhamos nossas guerras aqui com menos do que nada. Nós construímos nosso pequeno "Império" do nada.

Quem é o Hamas para nos assustar? Vocês me fazem rir!

A Páscoa foi celebrada; Não esqueçamos sobre o que a páscoa trata.

• Nós sobrevivemos ao Faraó.
• Nós sobrevivemos aos gregos.
• Sobrevivemos aos romanos.
• Sobrevivemos à inquisição na Espanha.
• Temos os pogroms na Rússia.
• Sobrevivemos a Hitler.
• Sobrevivemos aos alemães.
• Sobrevivemos ao Holocausto.
• Sobrevivemos aos exércitos de sete países árabes.
• Sobrevivemos a Saddam.
• Continuaremos a sobreviver aos inimigos presentes hoje também.

Pense em qualquer momento da história humana! Pense nisso! Para o povo judeu, a situação nunca foi melhor! Então vamos enfrentar o mundo.

Lembre-se: todas as nações ou culturas que uma vez tentaram nos destruir, já não existem hoje -  enquanto nós, ainda vivemos!

Os egípcios? Os gregos? Alexandre da Macedônia? Os romanos? (Alguém ainda fala latino estes dias?) O Terceiro Reich?

 E olhe para nós: a Nação da Bíblia. Os escravos do Egito. Ainda estamos aqui.

E nós falamos o mesmo idioma! Antes e agora! Os árabes ainda não sabem, mas aprenderão que há um Deus ... enquanto conservarmos nossa identidade, sobreviveremos.

Então, perdoe-nos:

• Por não nos preocuparmos.
• Não chorarmos.
• Não termos medo.

As coisas estão bem por aqui. Certamente poderiam melhorar.

No entanto: Não acredite na mídia, eles não dizem que nossas festas continuam a acontecer, que as pessoas continuam a viver, que as pessoas continuam saindo, que as pessoas continuam a ver amigos.

Sim, nossa moral é baixa. E daí? Somente porque choramos nossas mortes, enquanto outros se regozijam em derramar nosso sangue?. É por isso que vamos vencer, no final.

"Levanto meus olhos para os montes e questiono: de onde me virá o socorro?
O socorro virá do meu SENHOR, o Criador dos céus e da terra!
Ele não deixará que teus pés vacilem; não pestaneja Aquele que te guarda.
Certamente não! De maneira alguma cochila nem dormita o guarda de Israel.
O Eterno é o teu protetor diuturno; como sombra que te guarda, Ele está à tua direita.
Não te molestará o sol, durante o dia, nem de noite, a lua.
O SENHOR te guardará de todo o mal, Ele protegerá a tua vida!
Estarás sob a proteção do SENHOR, ao saíres e ao voltares, desde agora e para todo o sempre!" - Salmos 121.1-8
Texto amplamente divulgado na internet


GLORIA DEUS!
Aqui eu Aprendi!

domingo, 10 de dezembro de 2017

Jerusalém, a capital de Israel

E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados; e ajuntar-se-ão contra ela todo o povo da terra. Zacarias 12:3

A decisão do presidente dos Estados Unidos de assinar o reconhecimento oficial da cidade de Jerusalém como a capital de Israel, além de ser o cumprimento de uma promessa de campanha, foi também uma atitude que lavou a moral do povo americano na falta de seus presidentes desde 1995, quando foi proposto esse reconhecimento através da lei: “Jerusalem Embassy Act” de 1995, aprovada por 93 votos a 5 no Senado, e por 374 votos a 37 na Câmara de Representantes.

Segue um trecho dessa lei: “Desde 1950, a cidade de Jerusalém tem sido a capital do Estado de Israel (…). De 1948 a 1967, Jerusalém foi uma cidade dividida e cidadãos israelenses de todas as crenças, bem como cidadãos judeus de todos os Estados, tiveram negado seu acesso a locais sagrados controlados pela Jordânia. Em 1967, a cidade de Jerusalém foi reunificada durante a Guerra dos 6 Dias. Desde então, Jerusalém tem sido uma cidade administrada por Israel, e pessoas de todas as crenças religiosas tem tido assegurado acesso total a todos os locais sagrados dentro da cidade. Esse ano marca o 28º ano consecutivo em que Jerusalém tem sido administrada como uma cidade unificada, em que os direitos de todas as crenças tem sido respeitados e protegidos”.

Portanto, a lei americana de 1995, que foi cabalmente cumprida nesse dia 06 de dezembro,  já reconhecia Jerusalém como capital de Israel e autorizava a transferência da embaixada dos EUA em Israel para Jerusalém. No entanto ela foi preterida sistematicamente por Clinton, Bush e Obama, levando 22 anos para ser cumprida.

As declarações de Donald Trump em seu discurso destacou a posição de Israel entre as nações: “Israel é uma nação soberana e tem o direito”, não deixou de fora a importância da Cidade Santa para os judeus, cristãos e muçulmanos e enfatizou Israel como um exemplo de democracia (diga-se de passagem a única do tipo no Oriente Médio): “Jerusalém não é somente o coração de três grandes religiões, mas é também o coração de uma das mais bem-sucedidas democracias do mundo”. Ainda preciso destacar o que o presidente norte-americano chamou de óbvio: “Finalmente reconhecemos o óbvio: Jerusalém é a capital de Israel. É um reconhecimento da realidade. É o certo a se fazer e precisa ser feito.” E por último o presidente reafirmou que sua decisão não pretende acabar com o compromisso de um acordo de paz envolvendo ambos os povos em conflito na Terra Santa: “Queremos um acordo que seja ótimo para israelenses e palestinos”.

Após as declarações do Presidente Trump sobre reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, o Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu declarou em seu pronunciamento de gratidão que: “não haverá nenhuma mudança no estatus quo dos locais sagrados. Israel sempre garantirá liberdade de culto pra judeus, cristãos e muçulmanos.”

Então, por quê todo esse frenesi internacional com a decisão do Presidente Trump em reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e da transferência da embaixada americana de Tel Aviv para a capital Jerusalém? Pretendo responder essa pergunta Politicamente (o presente de Israel), Biblicamente (o passado de Israel) e Profeticamente (o futuro de Israel).

Politicamente, porque em 1947, quando a Assembleia Geral da ONU decidiu pelo plano de partilha da Palestina entre um Estado árabe e outro judeu, Jerusalém foi designada como “corpus separatum” (corpo separado), sob controle internacional. No dia 14 de maio de 1948 houve a declaração da Independência do Estado de Israel. O plano, porém, não chegou a ser implementado, pois os árabes rejeitaram a decisão soberana da ONU e no dia seguinte (15/05/1948), iniciou-se a guerra da Independência, onde cinco nações árabes (Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque) atacaram o recém formado Estado Judeu com o claro objetivo de “afogar os judeus no mar”. Ao final do conflito, Jerusalém foi dividida, com a parte ocidental sob controle de Israel e a parte oriental controlada pela Jordânia.

De 1949 a 1967 (18 anos) Jerusalém oriental esteve sob domínio jordaniano e nunca foi declarada capital de qualquer que seja o povo, os lugares sagrados para os judeus foram proibidos de serem visitados. Até que em 1967, uma nova aliança entre Egito, Síria e Jordânia foi estabelecida e as emissoras de rádio, árabes, transmitiam  programas em hebraico que anunciavam à população israelense que seu fim estava próximo. Israel invocou direito de defesa e desencadeou um ataque preventivo. Ao fim de seis dias de combate, a Judéia, a Samaria, Gaza, a Península do Sinai e o planalto do Golan estavam sob o controle de Israel. A cidade de Jerusalém, que estivera dividida entre Israel e Jordânia desde de 1949, foi reunificada sob autoridade de Israel, na chamada Guerra dos 6 Dias. Em Jerusalém estão o parlamento israelense, as casas do primeiro ministro e presidente de Israel, além dos ministérios.

Após 1967 a ONU estabeleceu que o status de Jerusalém deveria ser definido em negociações entre israelenses e palestinos, o que responderia ao fato de as embaixadas ainda estarem em Tel Aviv. Além, do agravante em que a Autoridade Palestina deseja que a parte leste de Jerusalém seja a capital de seu almejado Estado. Colocando a cidade de Jerusalém em disputa, trazendo maiores desentendimento entre os dois povos. Biblicamente Jerusalém pertence a Israel desde a conquista do Rei Davi, por volta do ano mil a.C. (2 Samuel 5:4-9), e apesar do cativeiro babilônico (586 a.C.) e a destruição pelos romanos (70 d.C.), a cidade sempre permaneceu como centro da vida política, religiosa e cultural do povo judeu como inspirado e eternizado no Salmo 137:5-6 “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza. Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a língua ao meu paladar; se não preferir Jerusalém à minha maior alegria” e jamais foi capital de qualquer reino dominante da região (Romano 63 a.C. – 313 d.C., Bizantino 313-636 d.C., Árabe 636-1099 d.C., Cruzados 1099-1291 d.C., Mameluco 1291-1516 d.C., Otomano 1517-1917 d.C., Britânico 1917-1948 d.C.).

Profeticamente, Jerusalém como apontou o profeta: “Eis que eu farei de Jerusalém um copo de tremor para todos os povos em redor” (Zacarias 12:2a). Antes mesmo de Washington aprovar a decisão de 1995 a mídia internacional já ecoava em tom apocalíptico as preocupações da comunidade internacional com a medida. Dando voz a líderes da União Europeia (UE), da Liga Árabe e de diversos países que temem danos ainda maiores à estabilidade na região.

Contudo, foram esses tais “líderes” que trouxeram um discurso inflamado de ódio, rejeição e de confrontação e não de diálogo em busca de um possível acordo de paz entre as partes. O líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, advertiu em conversa telefônica com o presidente americano sobre as “consequências perigosas” de tal decisão para os esforços de paz no Oriente Médio, bem como para a segurança e estabilidade da região. Enquanto o grupo terrorista Hamas ameaçou iniciar uma nova intifada – rebelião popular ou levante – contra Israel. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou em discurso televisionado que “Jerusalém é uma linha vermelha para os muçulmanos”. Já no dia seis de dezembro foguetes foram disparados de Gaza contra Israel e manifestações contra a decisão americana foram realizadas em Jerusalém, por palestinos.

Quanto as  acusações de que Donald Trump estaria causando instabilidade na região ou no mundo, pode-se dizer que o mundo nunca realmente foi um lugar seguro. Somente no século passado tivemos duas guerras mundiais com mais de 1000 milhões  de vítimas entre mortos e feridos e do início do século pra cá já temos contemplado várias guerras regionais e civis. E não parece que os muçulmanos radicais precisam realmente de um motivo para realizarem atentados terroristas contra os infiéis, judeus e cristãos. Vemos assim o cumprimento das palavras do Senhor  Jesus: “E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino” (Mateus 24:6-7a). Portanto, nossa real preocupação deve ser com a proposta de uma paz mundial “Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3). O cenário está sendo preparado. Maranata!

por Alexandre Dutra

Aqui eu Aprendi!

sábado, 9 de dezembro de 2017

Adotados por Deus

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai” Rm 8.15

Adotados por Deus

Além de justificar, regenerar e santificar, características de mudança da nossa posição diante de Deus, o Pai deseja estabelecer conosco um relacionamento mais próximo, íntimo, e o melhor termo para conceituar esse processo é “Adoção”. Este é um termo técnico jurídico em que os pais concedem direitos e privilégios à criança filiada de maneira não biológica, mas voluntária. Foi assim que Deus tratou conosco! Éramos merecedores da condenação eterna, mas por meio da obra de Jesus Cristo fomos justificados, regenerados, santificados e adotados, acolhidos na família de Deus, onde “o mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).

Um apontamento interessante que o teólogo pentecostal Pecotafaz é que não há um termo para “adoção” no Antigo Testamento, embora a ideia apareça em Provérbios 17.2: “O servo prudente dominará sobre o filho que procede indignamente; e entre os irmãos repartirá”. Mas em o Novo Testamento a palavra, do grego huiothesia, aparece cinco vezes nos escritos do apóstolo Paulo. É uma doutrina que atesta que em Cristo fomos eleitos e predestinados para sermos da família de Deus (Ef 1.4,5). Diferentemente do tempo de trevas, de escravidão e de vergonha, na família de Deus fomos chamados para sermos livres para andar no Espírito, viver no Espírito e, assim, termos uma relação de pai e filho com Deus (Rm 8.15).

A doutrina da adoção nos dá a segurança da salvação. Fazer parte da família de Deus é a certeza de que nEle estaremos seguros. Fomos justificados, regenerados, santificados e adotados em Cristo Jesus. É um privilégio fazer parte da família de Deus! Entretanto, sabemos que ainda não vivemos a plenitude do que está prometido para nós. Embora sejamos plenamente filhos de Deus, num futuro, quando deixarmos o nosso “tabernáculo terreno”, receberemos a plenitude da adoção, “a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23). O que significa que vivemos a realidade da adoção neste tempo presente, mas quando a ressurreição dentre os mortos for realizada, ou por meio do Arrebatamento da Igreja, a nossa adoção será plena. Será o dia em que veremos o Pai como Ele é. Por isso, o apóstolo Paulo disse: “Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido” (1Co 13.12). Revista Ensinador Cristão nº72

A obra de salvação de Jesus Cristo nos possibilitou ser adotados como filhos amados de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Romanos 8.12-17


Prezado(a) professor(a), sabemos que Deus ama todas as criaturas e que o sacrifício de Cristo foi feito em favor de todos, mas somente aqueles que, pela fé, recebem a Jesus como Salvador podem se tornar filhos (Jo 1.12). Outrora éramos escravos do pecado e filhos da ira, mas pela graça hoje somos filhos e herdeiros conforme a promessa. Como filho podemos desfrutar do amor altruísta do Pai e da sua comunhão. Deus é Senhor e Soberano nos céus e na Terra, contudo Ele é o nosso “Paizinho” (Aba). E como Pai amoroso, Ele supre as nossas necessidades, sejam elas físicas, emocionais ou espirituais. Permita que o Pai cuide de você? todos os dias da sua vida, independente das suas limitações e fragilidades.

INTRODUÇÃO

A adoção espiritual é uma bênção proveniente da obra salvífica de Cristo Jesus. Isso significa que deixamos a condição de criaturas, servos e servas do pecado, para viver a condição de filhos libertos que desfrutam dos privilégios da obra de salvação. Embora usufruamos das inumeráveis bênçãos dessa condição atualmente, temos a esperança de, num futuro bem próximo, desfrutarmos da adoção plena e gloriosa nos céus.

I. O CONCEITO BÍBLICO DE ADOÇÃO

1. Conceito bíblico e teológico.
No sentido bíblico, o ser humano caído em pecado é uma criatura e não filho de Deus. Para se tornar filho de Deus é preciso crer no sacrifício vicário de Cristo para então ser recebido pelo Pai como filho por adoção (Jo 1.12; Gl 4.5). Assim, é possível fazer parte da família de Deus, desfrutando de uma relação terna e amorosa cuja expressão mais peculiar para descrevê-la é Aba (paizinho), Pai (Gl 4.6). É um privilégio ser membro de uma família em que todos passam a chamar e a considerar uns aos outros, irmãos em Cristo (1Ts 2.14). Toda essa bênção só é possível porque fomos feitos “filhos de adoção por Jesus Cristo” (Ef 1.5).

2. Benefícios da adoção.
Fazer parte de uma família, e nesse caso da família de Deus (Ef 2.19), traz inúmeros benefícios: segurança, confiança e sentido de pertencimento a uma casa eterna. Este termo lembra um lugar de refúgio, paz e descanso. Nesse sentido, num mundo conturbado em que vivemos, encontrar a casa do Pai é um grande alívio e um antídoto contra as perturbações, angústias e aflições nos dias atuais. Além disso, a adoção divina nos tira o senso de inferioridade que o pecado carrega, nos coloca num lugar elevado, tirando-nos “da potestade das trevas” e transportando-nos “para o Reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13).

3. Herdeiros da promessa.
O Espírito Santo testifica ao nosso coração que somos filhos de Deus (Rm 8.16). Somos filhos porque fomos adotados pelo Pai, passamos a fazer parte de sua família e a desfrutar do privilégio de sermos os seus herdeiros (Tt 3.7; Rm 8.17). Por meio da adoção divina, deixamos de ser escravos, sem herança nem direito, para nos tornarmos filhos portadores de todos os privilégios da casa do Pai (Gl 4.7). Logo, temos uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível que está reservada nos céus para nós (1Pe 1.4).

A fé no sacrifício vicário de Jesus Cristo nos faz filhos de Deus.

SUBSÍDIO LEXICOGRÁFICO
Adoção
Huiothesia, formado de huios, ‘filho’ e thesis, ‘posição’ cognato de tithemi, ‘pôr’, significa o lugar e condição de filho dados àquele a quem não lhe pertence por natureza. A palavra só é usada pelo apóstolo Paulo.
Em Romanos 8.15, é dito que os crentes receberam ‘o espírito de adoção’, quer dizer, o Espírito Santo que, dado como as primícias, os primeiros frutos de tudo o que será dos crentes, produz neles a realização da filiação e a atitude pertencente a filhos. Em Gálatas 4.5, é dito que eles receberam ‘adoção de filhos’, ou seja, a filiação dada em distinção de uma relação que é meramente consequentemente no nascimento; aqui dois contrastes são apresentados: (1) entre a filiação do crente e a não originada filiação de Cristo; (2) entre a liberdade desfrutada pelo crente e a escravidão, quer da condição natural pagã, quer de Israel sob a lei” (Dicionário Vine: O significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e Novo Testamento. 14ª Edição. RJ: CPAD, 2011, p.374).

II. A ADOÇÃO NO TEMPO PRESENTE

1. Parecidos com o Pai.
O apóstolo João afirma que há uma esperança dos que são chamados filhos de Deus (1Jo 3.3): “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (1Jo 3.2). Aguardamos solenemente por esse dia. Entretanto, portamos a imagem de Deus hoje (Gn 1.26) e, uma vez em Cristo, essa imagem é potencializada pela manifestação do amor de Deus em nós (Ef 5.1,2; Jo 14.21 ), porque Deus é amor (1Jo 4.8). Quem é filho de Deus tem o “DNA” do Pai impregnado nele. Em Cristo, somos filhos do mesmo Pai (Is 64.8; Jo 14.20) e, por isso, temos a garantia da filiação eterna para sermos livres da condenação do pecado.

2. Ser amado pelo Pai.
O processo de adoção pelo qual passamos ao aceitar a obra de salvação de Cristo é a prova do grande amor de Deus por nós, os seus filhos (1Jo 3.1). Assim, a culpa do pecado, as angústias do medo da perdição eterna e a escravidão do pecado não nos afrontam mais, pois em Cristo, não há mais condenação (Rm 8.1). Aqui, podemos compreender exatamente o que o apóstolo João quis dizer, quando maravilhado, afirmou: “nós o amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19).

3. Os direitos e os deveres na adoção.
Por intermédio da adoção espiritual, os filhos de Deus têm alguns direitos espirituais: foram legitimamente enxertados na Boa Oliveira, que é Cristo (Rm 11.17); passarão a ter um novo nome (Ap 2.17); passaram a fazer parte de uma nova família (Ef 2.19); foram emancipados da lei que gera morte (Gl 3.25); todos os povos e raças, desde que tenham aceitado a Cristo, tornam-se filhos de Deus sem distinção (Gl 3.28). Mas da mesma forma que temos direitos, também temos deveres espirituais: apartar-se do mundo e do que é imundo (2Co 6.17,18; Ap 21.7); praticar a justiça e amar o irmão (1Jo 3.10); buscar a perfeição do Pai (Mt 5.48); amar os inimigos, bendizer os que maldizem, fazer o bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos maltratam e perseguem (Mt 5.44); e glorificar a Deus por meio de todos esses deveres espirituais (Mt 5.16).

SUBSÍDIO LÉXICO
“A ‘adoção’ é um termo que envolve a dignidade da relação de crentes como filhos; não é um colocar na família por meio do nascimento espiritual, mas um colocar na posição de filhos. Em Romanos 8.23, a ‘adoção’ do crente é algo que ainda ocorre no futuro, visto que incluiu a redenção do corpo, quando a vida será transformada e aqueles que dormiram serão ressuscitados. Em Romanos 9.4, a ‘adoção’ é pertencente a Israel, conforme declaração em Êxodo 4.22; ‘Israel é meu Filho’ (cf. Os 11.1). Israel foi colocado numa relação especial com Deus, uma relação coletiva, não desfrutada por outras nações (Dt 14.1; Jr 31.9, etc.)” (Dicionário Vine: O significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e Novo Testamento. 14ª Edição. RJ: CPAD, 2011, p.374).

III. A ADOÇÃO PLENA NO FUTURO

1. Filhos eternos.
Embora desfrutemos, aqui na Terra, dos benefícios da adoção espiritual, a alegria plena dessa realidade se dará somente quando da manifestação plena e literal de Jesus Cristo, na ocasião da sua gloriosa vinda. Quando essa gloriosa realidade celestial ocorrer, então, teremos acesso à “incorruptível coroa de glória” prometida pelas Escrituras Sagradas (1Pe 5.4). É verdade que há uma luta interna nos filhos de Deus quanto a essa esperança, conforme escreve o apóstolo Paulo: “nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23). Mas prevalece a esperança de que, no céu, a nossa redenção será completa, perfeita e plena, em que o que é mortal será absorvido pela vida (2Co 5.4). Um dia, assim como Cristo foi glorificado, nós o seremos. Uma realidade que não se pode comparar com as aflições deste mundo (Rm 8.18). Bendita esperança!

2. Esperando a adoção completa.
Embora estejamos adotados na família de Deus (1Jo 3.1), só conheceremos a plenitude do que realmente isso significa quando o Senhor nos ressuscitar dentre os mortos (1Ts 4.17). Então, receberemos a herança completa do Pai Celestial e viveremos eternamente em sua maravilhosa presença.

3. A casa do pai.
Uma vez filhos de Deus, somos peregrinos em terra estranha (1Pe 2.11), por isso experimentamos os infortúnios e as dores do tempo presente (Rm 8.22,23). “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20). Ansiamos pelo momento em que adentraremos à casa do Pai Eterno, e habitaremos com Ele eternamente. Ali, nossa relação com o Pai não se dará provisoriamente, mas num tempo ininterrupto, em que estaremos para sempre diante de sua santa presença (Ap 22.3-5).

Como filhos de Deus desfrutaremos de uma alegria plena na ocasião da gloriosa vinda de Jesus Cristo.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“A ‘adoção’, um termo jurídico, é o ato da graça soberana mediante o qual Deus concede a todos os direitos, privilégios e obrigações da filiação àqueles que aceitam Jesus Cristo. Embora o termo não apareça no Antigo Testamento, a ideia se acha ali (Pv 17.2). A palavra grega huiothesia, aparece cinco vezes no Novo Testamento, somente nos escritos de Paulo e sempre no sentido religioso. Ressalve-se que, ao sermos feitos filhos de Deus, não nos tornamos divinos. A divindade pertence ao único Deus verdadeiro.
A doutrina da adoção, no Novo Testamento, leva-nos, desde a eternidade passada e através do presente, até a eternidade futura (se for apropriada semelhante expressão). Paulo diz que Deus ‘nos elegeu nele [em Cristo] antes da fundação do mundo’ e ‘nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo’ (Ef 1.4,5). Diz também, a respeito de nossa experiência presente: ‘Porque não recebeste o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebeste o espírito de adoção de filhos [huiothesia], pelo qual clamamos [em nosso próprio idioma]: Aba [aramaico: Pai], Pai [gr. ho pater]’ (Rm 8.15). Somos plenamente filhos, embora ainda não sejamos totalmente maduros. Mas, no futuro, ao deixarmos de lado a mortalidade, receberemos ‘a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo’ (Rm 8.23). A adoção é uma realidade presente, mas será plenamente realizada na ressurreição dentre os mortos. Deus nos concede privilégios de família mediante a obra salvífica do seu Filho incomparável, daquEle que não se envergonha de nos chamar irmãos” (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, p.374).

CONHEÇA MAIS

A Testificação do Espírito Santo
“Os filhos de Deus têm o Espírito para que opere neles a disposição de filhos; não têm o espírito de servidão sob o qual estava o povo do Antigo Testamento, pela obscuridade dessa dispensação. O Espírito de adoção não fora plenamente derramado. E refere-se ao Espírito de servidão, ao qual estavam sujeitos muitos santos em sua conversão. [...] os santificados têm o Espírito de Deus, e este testemunha aos seus espíritos que lhes dá paz às suas almas”. Leia mais em Comentário Bíblico, de Matthew Henry, CPAD, p.935.

CONCLUSÃO

A doutrina da adoção nos mostra que somos filhos de Deus e que um dia fomos aceitos por Ele por causa do seu grande amor. Foi a obra de Cristo na cruz que tornou esse processo de adoção possível. Agora, nos tornamos herdeiros de todas as coisas juntamente com Cristo Jesus.
Firmados na doutrina gloriosa da adoção, podemos nos sentir amados e cuidados por Deus, em Cristo Jesus, pois somos objetos do seu inefável amor.



Fonte:
Livro de Apoio - 4º Trim/17 – A Obra da Salvação - Claiton Ivan Pommerening
Lições Bíblicas Adultos 4º trimestre/17 - A Obra da Salvação — Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida – Comentarista: Claiton Ivan Pommerening

Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Sabedoria divina para interagir com os meios de comunicação

E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as” Ef 5.11


Cultura Popular e Mídia
Graças à tecnologia moderna das comunicações, a cultura popular tornou-se incomodamente penetrante. A cultura popular está em todas as partes, moldando os nossos gostos, linguagem e valores. Hoje a cultura popular aparece em cada cartaz, grita da televisão em inúmeros canais durante o dia inteiro, explode em nossos computadores, ressoa no rádio do carro e enfeita nossas camisetas e tênis. Nenhum de nós consegue escapar.

À medida que a cultura popular se espalhou, o seu conteúdo piorou de maneira chocante. Não é preciso dizer que durante as últimas três ou quatro décadas o nível do sexo e da violência cresceu imensamente nos cinemas, na música, na televisão e até mesmo nas revistas em quadrinhos. Naturalmente os cristãos sempre tiveram de lidar com as coisas que eram vulgares, luxuriosas ou grosseiras, mas na maioria dos casos nós podíamos simplesmente evitá-las. Hoje isto é praticamente impossível. Podemos desfrutar da ‘comida rápida’ cultural desde que estejamos treinados para ser seletivos, desde que não nos entreguemos aos hábitos do escapismo e da distração, e desde que definamos limites para que as sensibilidades da cultura popular não moldem o nosso caráter” (COLSON, C.; PEARCEY, N. O Cristão na Cultura de Hoje. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.287,288).

“Não precisamos ver muito da mídia de entretenimento para descobrir se é ruim. Nossos padrões baseados na Escritura (não nos padrões da cultura popular), mais o testemunho do Espírito Santo dentro de nós, deveriam filtrar muitos produtos da cultura popular de nossa consideração, para não dizer de nossa frequência. Aguçar nossas habilidades críticas de ver exige que adquiramos uma gramática básica e um entendimento de produção. Podemos aprender a reconhecer os efeitos retóricos e emocionais que a escolha de atores e atrizes, música, iluminação, ângulos de filmagem e muitas outras técnicas de edição, causam em nossas reações a diferentes filmes ou programas de televisão. Também podemos sondar os valores explícitos e implícitos no filme. Por exemplo, qual é a visão da natureza humana e do dilema humano que o filme apresenta? Que posições morais ou intelectuais assume? Sua visão da vida é relativista, existencialmente sem sentido, determinista, romantizada? Como retrata a religião, Deus, a igreja ou o cristianismo? Contribui para a nossa percepção de vida como mais violenta ou ridícula ou sublime? Finalmente, nossa perspectiva sobre a mídia deve ser testada continuamente dentro ou contra uma comunidade de família, amigos, igreja, professores e outros cristãos. Com certeza tal interação sincera e aberta de discussão e debate causa um maior impacto em nós do que o próprio programa” (PALMER, M. D. (Ed.). Panorama do Pensamento Cristão. 1ª Edição, RJ: CPAD, 2001, p.418).

Com sabedoria e discernimento, o servo de Deus é capaz de interagir adequadamente com os meios de comunicação.

Considerado o quarto poder, os meios de comunicação possuem notável poder de influência cultural. Na maior parte, o influir da mídia se dá de maneira negativa, pela produção e disseminação de conteúdo que passa por cima dos mais básicos valores morais e familiares, exaltando a violência, a libertinagem, a pornografia, o adultério e muitas outras práticas imorais. Sob o disfarce do entretenimento e da cultura popular de massa, a juventude incauta acaba por ser seduzida e negativamente influenciada pela mídia ímpia. Nesta lição, uma vez mais nos voltamos para as Escrituras em busca de diretrizes para interagir com os meios de comunicação. Destaque aos alunos que, apesar de difícil, é possível usarmos tais meios adequadamente, em vez de sermos usados por eles. O princípio básico é sabedoria do alto!

TEXTO BÍBLICO - Efésios 5.1-14

INTRODUÇÃO

Em termos bíblicos, sabedoria não significa conhecimento adquirido ou inteligência para resolver equações matemáticas; ela está relacionada com discernimento e habilidade para tomar boas decisões. O princípio da vida sábia é o temor ao Senhor (Pv 9.10). Os crentes são convidados a buscar a sabedoria do alto, pois ela é pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia (Tg 3.17). Tal sabedoria é essencial para interagirmos adequadamente com os meios de comunicação. Este é o assunto da lição de hoje!

I. OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E SUA INFLUÊNCIA CULTURAL

1. A importância e a utilidade da mídia.
Não há como negar a importância e a utilidade dos meios de comunicação na vida moderna, pois permitem ao ser humano transmitir e receber informações. Embora se aplique à comunicação interpessoal, a exemplo do telefone e da carta, o termo geralmente se refere à comunicação em massa, aludindo aos instrumentos e canais que alcançam várias pessoas ao mesmo tempo, como jornais, revistas, rádio, televisão e a própria internet.

2. Para o bem e para o mal.
A comunicação é dom de Deus (Gn 3.8), mas o homem caído subverte-a para propósitos inadequados. Assim, os meios de comunicação não são maléficos por natureza, vai depender da forma como são utilizados e dos valores que transmitem. Sob esse enfoque, a mídia pode servir tanto para disseminar ódio, pornografia e violência, como pode fornecer notícias, cultura e entretenimento de qualidade.

No início do Século XVI, por exemplo, a criação da imprensa de tipos móveis revolucionou a comunicação de massa, fato este que contribuiu com a Reforma Protestante iniciada por Martinho Lutero, já que a Bíblia foi o primeiro livro a ser impresso, facilitando o acesso à Palavra de Deus.

3. O poder de influência dos meios de comunicação.
Igualmente evidente é o poder de influência que os meios de comunicação exercem sobre a mente humana, seja de maneira explícita ou subliminar. A cultura popular, os gostos e os valores de grande parte da população são amplamente moldados pelos comerciais, músicas e slogans propagados nos programas de TV e nos filmes de Hollywood. Isso explica porque muitos jovens formam seus sonhos, opiniões e visões de mundo com base em letras de músicas, campanhas publicitárias e frases difundidas na mídia, sem ao menos refletirem sobre a veracidade e a coerência do conteúdo.

Os meios de comunicação não são maléficos por natureza. Depende da forma como são utilizados e dos valores que transmitem.

II. A MÍDIA ÍMPIA E OS PERIGOS DO FALSO ENTRETENIMENTO

1. A eficácia destrutiva da mídia ímpia.
A mídia ímpia, descompromissada com os valores morais, espirituais e familiares, é eficiente em produzir programas, séries, músicas e filmes que exploram a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (1Jo 2.16). Transmite-se a ideia de completa naturalidade na prática da luxúria (1Co 5.1), do adultério (2Pe 2.14), do orgulho (2Pe 2.18), da bebedice (1Pe 4.3), do roubo e da vingança, assim como exaltam a mentira e a libertinagem irresponsável e a corrupção (2Pe 2.19).

Utilizando a estratégia da emoção e de enredos românticos, tais produções tentam convencer os expectadores da suposta normalidade da bruxaria, da homossexualidade e de outras práticas pecaminosas. Ao mesmo tempo, ridicularizam a Deus, a Igreja e os valores cristãos, sob o título de “entretenimento”.

2. A sedução do falso entretenimento.
Esse tipo de falso entretenimento produzido pela mídia perversa impacta negativamente a vida dos expectadores contumazes. Essa não é uma afirmação eminentemente religiosa. Pesquisas científicas apontam que a exposição constante a certos conteúdos influencia diretamente o comportamento humano. Adolescentes e jovens que se expõem excessivamente a programas que incentivam a sexualidade precoce, a violência e o consumo de álcool, desenvolvem, com passar do tempo, esses mesmos hábitos. Pesquisadores da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, concluíram que crianças que passam muito tempo em frente à televisão sentem mais emoções negativas e tendem a apresentar uma personalidade agressiva e antissocial ao longo da vida.

Jovem, esteja em constante vigilância. Não permita que esse tipo de conteúdo entre em seu lar e em sua mente!

3. A manipulação da sociedade e das mentes.
É necessário reconhecer também que a indústria da mídia manipula informações e a opinião pública, tanto para fins ideológicos ou por interesses comerciais. Lançam-se campanhas e mais campanhas publicitárias com o objetivo de vender determinados produtos, por meio do incentivo ao consumo desenfreado. Dentre milhares de expectadores, os que não possuem discernimento e não sabem filtrar criticamente a grande gama de informações que recebem, acabam manipulados como verdadeiras marionetes.

Pense!
“A cultura, como a natureza, detesta o vazio. Apressa-se em encher o vácuo do desejo humano. Nesse processo, as pessoas podem ser seduzidas pelo aparecimento da cultura popular, que são falsificações da voz de Deus” (Terrence Lindvall e J. Matthew Melton).

Ponto Importante
Utilizando a estratégia da emoção e de enredos românticos, tais produções tentam convencer os expectadores da suposta normalidade da bruxaria, da homossexualidade e de outras práticas pecaminosas.


III. UTILIZANDO OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO COM SABEDORIA

Diante desse panorama, como devem agir os cristãos em relação aos meios de comunicação?


1. Entretenimento com piedade.
Na condição de filhos da luz, os crentes não devem comunicar com as obras infrutuosas das trevas, mas condená-las (Ef 5.11). Isso implica selecionar com cuidado e temor a Deus os programas que assiste, pois o verdadeiro discípulo de Jesus não tem a sua consciência cauterizada pelo pecado (1Tm 4.2). Tudo o que é depravado, impuro e enaltece as obras da carne não pode ser considerado pelo servo de Deus como entretenimento. Na perspectiva bíblica, o entretenimento nunca é separado da piedade (1Tm 6.6). Em todo o tempo devemos dar mostras da nossa regeneração, inclusive no momento de recreação.

2. O uso sábio da mídia.
Não é nada fácil interagir adequadamente com os inúmeros recursos midiáticos que são hoje ofertados. Mas, com a sabedoria do alto e com a ajuda do Espírito Santo temos condições de despojar da velha natureza (Cl 3.8,9) e desenvolver hábitos saudáveis. A realização de cultos domésticos, oração e o jejum são práticas essenciais para confrontar o desejo carnal pelo consumo da mídia. Quanto mais desenvolvemos estes hábitos, mais nos afastamos da sedução da cultura popular. Quanto mais nos aproximamos de Deus,mais nos distanciamos da influência maligna da mídia.

3. Influenciando a mídia.
O relacionamento do cristão com a mídia não se resume a separar o joio do trigo. Podemos nos valer da sabedoria divina para usar a mídia em prol do Reino de Deus, tanto para anunciar o evangelho, como proporcionar cultura, educação e informação em sintonia com os valores e princípios das Escrituras. Isso porque, a comunicação não é uma invenção do Diabo, mas de Deus. Portanto, não há como nos furtar de comunicar as verdades bíblicas por meio da mídia, segundo afirmam os pastores norte americanos James Kennedy e Jerry Newcombe: “Acabou o tempo de apenas reclamarmos entre nós sobre o ataque ao Cristianismo nos filmes e na TV. É tempo de agir. É tempo de fazermos nossas vozes audíveis por aqueles que estão envolvidos na perseguição contra os cristãos. É tempo de escrever cartas ao editor. É tempo de orar pelos cristãos que estão na mídia e de levar mais pessoas a Cristo, inclusive aquelas que estão na mídia. Enfim, é tempo de os cristãos entrarem corajosamente nos meios de comunicação”.

A realização de cultos domésticos, oração e o jejum são práticas essenciais para confrontar o desejo carnal pelo consumo da mídia.



CONCLUSÃO
Se o nosso Deus é um Deus que se comunica e interage com o ser humano, é do seu interesse que os seus servos igualmente sejam hábeis na arte da comunicação. Desse modo, os meios de comunicação podem auxiliar a Igreja e os cristãos a realizar tal tarefa. Além de confrontar o falso entretenimento que destrói os valores familiares e morais da sociedade, podemos anunciar a Palavra, educar e difundir virtudes através da mídia.


Fonte: Lições Bíblicas CPAD - Jovens - 4º Trimestre de 2017
Título: Seguidores de Cristo — Testemunhando numa Sociedade em ruínas - Comentarista: Valmir Nascimento

Aqui eu Aprendi!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Os Dinossauros e o Homem - Prof. Adauto Lourenço

Será que seres humanos e dinossauros foram contemporâneos?

Um Estudo que vale a pena assistir/ouvir. São 40 minutos muito interessantes.

Série: Criação x Evolução.

para ouvir o audio vá ao topo da pagina e dê pausa na radio gospel


VALE A PENA ASSISTIR




Adauto J. B. Lourenço é formado em Física pela Bob Jones University (1990), Carolina do Sul, EUA. Possui mestrado em Física, obtido na Clemson University (1994), Carolina do Sul, EUA, onde defendeu a tese intitulada “Inelastic Scattering of Helium from Rhodium” . Realizou pesquisas no Max Planck Institut für Strömungsfurchung, em Göttingen, Alemanha, em conjunto com Dr. J. R. Manson e Dr. J. P. Toenies (1992), no Oak Ridge National Laboratory (1990-1993), em conjunto com Dr. R. J. Warmack e Dr. T. L. Ferrell e também coordenou, em conjunto com o engenheiro Ary Biazotto Corte Jr., a pesquisa do equipamento OX-FREE, de anticorrosão, financiada pela FAPESP, durante os anos de 2003-2005.

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Produção: Estúdio Chamada. Realização: Obra Missionária Chamada da Meia-Noite. Gravação e filmagem realizadas na Primeira Igreja Batista em Porto Alegre/RS em Abril de 2008.

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sábado, 2 de dezembro de 2017

O Processo da Salvação

“Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus” Jo 3.5

O Processo da Salvação

Nesta lição, veremos o que Deus faz na vida da pessoa que se arrependeu dos pecados e creu no Senhor Jesus: Justifica, Regenera e Santifica.

Justificação
Cristo Jesus, o nosso Senhor, segundo a sua própria justiça, Deus nos declarou justificados. Esse termo refere-se à nossa mudança de situação diante de Deus. É o ato pelo qual o Altíssimo declara os pecadores outrora acusados, culpados e condenados, agora livres e absolvidos com base na definitiva e satisfatória obra salvífica de Jesus Cristo operada na cruz. É uma das maravilhosas doutrinas da Salvação que precisa ser pregada, afirmada e reafirmada nos púlpitos e nas classes de Escola Dominical das igrejas locais.

Regeneração
O teólogo pentecostal Daniel Pecota diz que a Regeneração “é o início do nosso crescimento no conhecimento de Deus, na nossa experiência de Cristo e do Espírito e no nosso caráter moral”. Após o arrependimento e a fé, Deus nos regenera por intermédio do seu Espírito Santo. É o milagre da criação de uma nova natureza interior. É ação do Espírito semelhante ao que profetizou o profeta Ezequiel: “E lhe darei um mesmo coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei um coração de carne” (Ez 11.19). Uma doutrina urgente que deve ser pregada e ensinada. Uma das verdades que os pentecostais sempre enfatizaram é a “mudança de vida” como prova da verdadeira conversão em Cristo. Isso passa obrigatoriamente pelo milagre da Regeneração que leva-nos à santificação.

Santificação
O teólogo pentecostal Timothy P. Jenney, no capítulo “O Espírito Santo e a Santificação”, da obra Teologia Sistemática: Perspectiva Pentecostal, editada pela CPAD, diz que “os escritores do Novo Testamento empregam tão frequentemente a expressão ‘Espírito Santo’ por reconhecerem a relevância do Espírito para a santificação do mundo” (p.406). Nesse sentido, podemos conceituar “santificação” como “o processo mediante o qual Deus está purificando o mundo e seus habitantes”. É uma obra continuada a partir da regeneração, numa perspectiva instantânea, pois aplica à vida do crente a obra feita por Jesus; e progressiva, pois a operação do Espírito é permanente. Uma doutrina que deve ser vivida hoje!

O processo bíblico de salvação se dá por meio da justificação, regeneração e santificação do ser humano.

Leitura Bíblica: João 3.1-7

INTRODUÇÃO

O processo de salvação na vida do crente se dá em três aspectos: na justificação outorgada por Deus; na regeneração operada pelo Espírito Santo; na santificação como consequência de uma vida com Cristo. Todo esse processo é alcançado pela fé na crucificação, morte e ressurreição de Cristo Jesus, nosso Senhor.

I. JUSTIFICADOS POR DEUS

1. A natureza da Justificação.
A justificação evoca a ideia de um tribunal jurídico em que pesam terríveis e verdadeiras acusações contra nós, mas que por meio do sacrifício expiatório e substitutivo de Cristo, se tornaram nulas (Rm 4.24,25). Assim, somos declarados inocentes, pois nossa condenação foi substituída pela pena paga por Cristo na cruz (2Co 5.21). É um ato gracioso e amoroso de Deus para nós, sem interferência dos méritos humanos, cabendo ao homem somente crer mediante a fé na obra que Jesus operou (Rm 5.1). Entretanto, cabe ressaltar que a fé é o meio instrumental para nos unir a Cristo, o nosso justificador, e não a causa da justificação. Logo, a justificação tem como consequência direta o perdão dos pecados, a reconciliação do pecador com Deus, a segurança da salvação e a santificação da vida.

2. A necessidade de Justificação.
A necessidade da justificação é para que nos encontremos justos e santos diante de Deus, a fim de que sejamos participantes das bênçãos da salvação e para que o Diabo não acuse o crente dos pecados que Cristo perdoou (Rm 8.33,34). Nesse sentido, a pessoa justificada está livre de condenação e é herdeira da vida eterna, tendo como resultado prático a paz com Deus (Rm 5.1).

3. A impossibilidade da autojustificação.
Os que reconhecem a necessidade de justificação são alcançados por ela. Para ilustrar essa realidade espiritual, o Senhor Jesus ensinou sobre a justificação apresentando a história de um fariseu que se justificava orgulhosamente por evitar certos pecados, mas não alcançou a justificação; enquanto o publicano, que reconhecia a sua miséria diante de Deus, teve os seus pecados perdoados e sua vida justificada (Lc 18.9-14). Nesse aspecto, a justificação não se refere ao esforço humano por pureza ou santidade, mas ao estado de retidão diante de Deus por meio de Jesus, o justo, que morreu tomando sobre si todas as acusações contra nós. Por isso, quando Deus nos olha, após nos tornarmos em nova criação, ainda mesmo com os nossos defeitos e falhas, em Cristo, nos enxerga sem pecado (1Co 6.11). Assim, o pecador é justificado pela graça de Deus somente, jamais por méritos pessoais (Rm 3.21,26,28; 4.5; Gl 3.11).

Pela fé em Cristo e mediante a sua graça somos justificados por Deus.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
A Justificação
“Assim como a regeneração leva a efeito uma mudança em nossa natureza, a justificação modifica a nossa situação diante de Deus. O termo ‘justificação’ refere-se ao ato mediante o qual, com base na obra infinitamente justa e satisfatória de Cristo na cruz, Deus declara os pecadores condenados livres de toda a culpa do pecado e de suas consequências eternas, declarando-os plenamente justos aos seus olhos. O Deus que detesta ‘o que justifica o ímpio’ (Pv 15.17) mantém sua própria justiça ao justificá-lo, porque Cristo já pagou a penalidade integral do pecado (Rm 3.21-26). Constamos, portanto, diante de Deus como plenamente absolvidos.
Para descrever a ação de Deus a justificar-nos, os termos empregados pelo Antigo Testamento (heb. tsaddiq: Êx 23.7; Dt 25.1; 1Rs 8.32; Pv 17.15) e pelo Novo Testamento (gr. dikaioõ: Mt 12.37; Rm 3.20; 8.33,34) sugerem um contexto judicial e forense. Não devemos, no entanto, considerá-la uma ficção jurídica, como se estivéssemos justos sem no entanto sê-lo. Por estarmos nEle (Ef 1.4,7,11), Jesus Cristo tornou-se a nossa justiça (1Co 1.30). Deus credita ou contabiliza (gr. logizomaí) sua justiça em nosso favor. Ela é imputada a nós” (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, p.372).

O Processo da Salvação

“A obra do Espírito não cessa quando a pessoa reconhece sua culpa diante de Deus, mas vai crescendo a cada etapa subsequente. [...] No momento da conversão, nascemos de novo, desta vez o nascimento no Espírito. Ao mesmo tempo, o Espírito nos batiza no corpo de Jesus Cristo, que é a Igreja. Instantaneamente, somos lavados, santificados e justificados, e tudo isto mediante o poder do Espírito”. Leia mais em Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal, editado por Stanley Horton, CPAD, pp.424,25.


II. REGENERADOS PELO ESPÍRITO SANTO

1. A natureza da Regeneração.
Regeneração é a ação divina de criar um novo homem, dando-lhe um novo coração, transformando-o em nova criação (2Cr 5.17), tornando-o filho de Deus (Jo 1.12,13) e fazendo-o passar da morte para a vida (Jo 5.24). Aqui, é importante distinguir regeneração da conversão. Esta é a resposta humana à regeneração no processo de salvação, que é voltar-se inteiramente para Deus; enquanto aquela é um milagre operado por Deus na natureza humana, um fenômeno incompreensível à mente natural (Jo 3.3,7). Logo, Deus é o operador dessa transformação, fazendo com que a pessoa, outrora apática para as coisas divinas, agora se encontre em plena vitalidade para com as coisas espirituais (Rm 8.28-30; Tt 3.5).

2. A necessidade de Regeneração.
Para fazermos parte do Reino de Deus é preciso nos tornar nova criatura e nascermos do Espírito (Jo 3.5) que opera a vivificação em nós, pois Ele é o agente da regeneração. O Espírito Santo faz brotar entusiasmo espiritual e vida abundante (Jo 7.38), onde outrora havia morte, ofensa e pecado (Ef 2.1). É o agir do Espírito pela Palavra que faz germinar vida no coração do salvo (Tg 1.18).

3. Consequências da Regeneração.
É possível verificar se somos regenerados por meio de algumas mudanças que passam a fazer parte do nosso viver: o amor intenso a Deus (1Jo 4.19; 5.1); o amor pelos irmãos (1Jo 3.14); a rejeição das coisas mundanas (1Jo 2.15,16); o amor à Palavra de Deus (Sl 119.103; 1Pe 2.2); o amor pelas almas perdidas (Rm 9.1-3); o desejo de estar em comunhão com Deus e adorá-lo (Sl 42.1,2; 63.1; Ef 5.19,20); a vitória sobre o pecado, a carnalidade e as práticas contrárias ao Evangelho (1Jo 5.18; Gl 5.16; 2Co 5.17); o conhecimento da vontade de Deus (1Co 2.12); o testemunho interior do Espírito Santo atestando nossa filiação ao Pai (Rm 8.16); o intenso interesse de praticar a justiça (1Jo 2.29). Claro que não somos perfeitos e que muitas vezes nos depararemos com a impossibilidade de manifestar essas mudanças o tempo todo, mas substancialmente elas estão presentes na regeneração da pessoa.

O Espírito Santo opera, naquele que cre em Jesus Cristo, a regeneração.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Regeneração
“A regeneração é a ação decisiva e instantânea do Espírito Santo, mediante a qual Ele cria de novo a natureza interior. O substantivo grego (palingenesia) traduzido por ‘regeneração’ aparece apenas duas vezes no Novo Testamento. Mateus 19.28 emprega-o com referência aos tempos do fim. Somente em Tito 3.5 refere-se a renovação espiritual do indivíduo. Embora o Antigo Testamento tenha em vista a nação de Israel, a Bíblia emprega várias figuras de linguagem para descrever o que acontece. O Senhor ‘tirará da sua carne o coração de pedra e lhes dará um coração de carne’ (Ez 11.19). Deus diz: ‘Espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados... E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo... E porei dentro de vós o meu espírito e farei que andeis nos meus estatutos’ (Ez 36.25-27). Deus colocará a sua lei ‘no seu interior e a escreverá no seu coração’ (Jr 31.33). Ele ‘circundará o teu coração... para amares ao Senhor’ (Dt 30.6)” (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática:Uma perspectiva pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, pp.369,370).

III. SANTIFICADOS EM CRISTO

1. Uma consequência da salvação.
A santificação é o processo pelo qual o crente se afasta (separa) do pecado para viver uma vida inteiramente consagrada a Deus, desenvolvendo nele a imagem de Cristo (Rm 8.29). É um processo de cooperação entre o crente e o Espírito Santo que se inicia no momento da justificação do salvo, isto é, Deus vê o crente como santo, ainda que a santidade dele precise ser aperfeiçoada (Ef 4.12). No processo de conversão, a santificação é outorgada ao cristão porque Deus o vê santo, separado e amado por Ele, o nosso Pai (Cl 3.12). Nesse sentido estamos firmados em Cristo e os pecados não têm mais lugar em nossas vidas (1Jo 3.6).

2. Um esforço pessoal.
As Escrituras revelam que devemos almejar e priorizar a santificação (Hb 12.14), pois a nossa natureza pecaminosa insiste em resistir a esse processo (Rm 7.14,21). Deus anela pela santificação dos seus filhos, não por capricho divino, mas porque o pecado nos fere de morte e o nosso Pai de amor não quer ver os seus filhos feridos, mortos no pecado, pois isso contraria sua natureza amorosa. Assim, para sarar a ferida do pecado, Ele enviou o seu filho para nos libertar do pecado a fim de vivermos uma vida santa.

3. O desafio de sermos santos.
Às vezes achamos que podemos ser continuamente bons e santos (1Jo 1.10). Na verdade, a nossa meta deve ser essa, mas não podemos deixar de reconhecer que somos simultaneamente justos e pecadores, ou seja, em Cristo, Deus nos vê absolutamente santos; no entanto, em relação à nossa natureza inclinada ao pecado, nossa santificação sofre revezes (Rm 7.15). Por isso é exigido um esforço pessoal e dependência contínua do Espírito Santo para sermos santos.

Pela fé somos santificados em Jesus Cristo.


SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Santificação
A santificação precisa ser distinguida da justificação. Na justificação, Deus atribui ao crente, no momento em que recebe a Cristo, a própria justiça de Cristo, e a partir de então vê esta pessoa como se ela tivesse morrido, sido sepultada e ressuscitada em novidade de vida em Cristo (Rm 6.6-10). É uma mudança que ocorre ‘de uma vez por todas’ na condição legal ou judicial da pessoa de Deus. A santificação, em contraste, é um processo progressivo que ocorre na vida do pecador regenerado, momento a momento. Na santificação ocorre uma cura substancial da separação que havia ocorrido entre Deus e o homem, entre o homem e os seus companheiros, entre o homem e si mesmo, entre o homem e a natureza (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.1762).


CONCLUSÃO

Convêm que os crentes, como pessoas justificadas, regeneradas e santificadas, demonstrem ao mundo perdido, por meio das consequências positivas que esse processo de salvação traz sobre nossa vida, que somente Jesus pode salvar e transformar o pecador.



Fonte:
Livro de Apoio - 4º Trim/17 – A Obra da Salvação - Claiton Ivan Pommerening
Lições Bíblicas Adultos 4º trimestre/17 - A Obra da Salvação — Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida – Comentarista: Claiton Ivan Pommerening

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