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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Arqueólogo confirma 53 personagens Bíblicos

Arqueólogo confirma a existência de 53 personagens bíblicos

Argumentos incontestes atingem quem defende que “Bíblia é ficção”


Acreditar na veracidade da Bíblia em pleno século 21 é uma questão só de fé, certo? Não para Lawrence Mykytiuk, da Universidade de Purdue, em Indiana (EUA). Ele está divulgando o que chama de método para “desenvolver a historicidade” dos relatos.

Graças ao sistema criado por ele, 53 indivíduos citados no Antigo Testamento tiveram sua comprovação como personagens históricos genuínos. O professor Mykytiuk trabalha apenas com o que chama de “evidências materiais”.

Sua formação como bibliotecário e especialização em técnicas de catalogação aliaram-se ao seu interesse na Bíblia para fazer o que ele acredita que os arqueólogos deveriam estar fazendo há muito tempo: examinar inscrições de peças arqueológicas e combiná-las com o registro desses nomes na Bíblia.

O sistema elaborado por Mykytiuk baseia-se em três critérios: um nome bíblico deve equivaler a uma inscrição autêntica, sem possibilidade de falsificação. Os nomes – na Bíblia e na inscrição – devem corresponder em termos de configuração e no período de tempo. O último estágio, talvez o mais difícil, é procurar correspondências de pelo menos três detalhes específicos que identifiquem um indivíduo, como nome, título ou nome do pai.

“Se corresponde às menções nas Escrituras, é uma certeza inegável”, disse Mykytiuk. “Pode haver algumas pessoas com o mesmo nome ou até o nome do pai idêntico”, acrescentou, “mas o mesmo título? Isso se torna inegável”.

Ele deixa claro que as verificações de nomes bíblicos não garantem que os eventos bíblicos envolvendo esses indivíduos sejam precisos, apenas de que não se trata de uma “obra de ficção”, como argumentam muitos críticos.


Lawrence Mykytiuk identifica personagens
bíblicos antigos através de seus selos pessoais. 
(Cortesia)
Desenvolvido ao longo de 25 anos, o “sistema Mykytiuk” já provou que funciona. Estudando 94 inscrições, ele identificou reis, faraós, sumos sacerdotes e escribas, entre outros.

Todos os nomes são masculinos, embora ele acredite que esteja perto de identificar uma mulher a partir de uma inscrição.

As pessoas identificadas incluem oito reis do Reino do Norte (Israel) e seis do Reino do Sul (Judá). Um deles é o rei Acabe, que liderava Israel na Batalha de Qarqar, em 853 a.C. – um evento que Mykytiuk relaciona com os relatos de ambos os livros de Reis e em uma imagem do monstro de Kurkh.

“Havia apenas um rei israelita naquele momento que poderia ter lutado [na batalha]”, disse o professor. “Achei uma correspondência entre a inscrição e a Bíblia”, comemora.

A verificação mais antiga de Mykytiuk é de outro soberano – o próprio rei Davi, que viveu perto do ano 1000 a.C. Ele encontrou uma correlação entre o personagem descrito no livro de 1 Samuel e ​​a inscrição na parede da “Casa de Davi”, descoberta nas escavações de Tel Dan, no norte de Israel.

“’O rei de Israel’ é mencionado numa linha”, ressalta Mykytiuk, em seguida lemos Melech Beit David”. Estava em aramaico, mencionado pelos seus inimigos, os amonitas, que conquistaram Tel Dan e ergueram um monumento para comemorar a vitória. Fizeram uma estela, um grande bloco de pedra. Mais tarde os israelitas reconquistaram o lugar e destruíram [a estela] usando seus pedaços para erguer uma parede”.

“Davi é tão importante na Bíblia hebraica e no Novo Testamento … Se você deseja verificar alguém, ele é o cara certo”, acrescentou.

Os persas, os babilônios, os egípcios, os moabitas, os arameus e os damascenos também aparecem na lista de Mykytiuk, apenas alguns dos quase 3.000 povos mencionados na Bíblia.

“Para a maioria, tudo o que temos são nomes”, enfatiza o especialista. “Talvez apenas algumas centenas tenham fatos identificáveis em número suficiente na Bíblia para realmente identificá-los em alguma outra fonte escrita”. Mas as identificações continuam surgindo.

Recentemente, ele publicou na revista especializada em arqueologia Biblical Archeology Review, suas descobertas sobre Tatenai, um administrador persa sob Dário o Grande; e Nebuzaradan e Nergal-Sarezer, dois guerreiros babilônios que lutaram pelo rei Nabucodonosor II, que destruiu o Primeiro Templo.

O nome de Tatenai é mencionado em fontes bíblicas, como Esdras 5:3 e em uma tabuinha assinada por Dario, datada de 502 a.C. Já Nebuzaradan e Nergal-sharezer aparecem nos livros de Reis e Jeremias, respectivamente. Esses nomes estão inscritos em textos cuneiformes no chamado “prisma de argila” de Nabucodonosor II.


Uma inclinação com os restos de paredes de pedra em Tel Dan,
o lugar onde Lawrence Mykytiuk encontrou uma referência ao rei David. 
(Domínio público)
Fazendo escola

O interesse de Mykytiuk em verificações arqueológicas começou em 1992, enquanto ele cursava a pós-graduação em estudos hebraicos e semíticos na Universidade de Wisconsin-Madison.

Ele estudava a imagem de uma impressão de argila de um anel de sinete pertencente a um servo do rei Ezequias, que governou o reino do Sul e é mencionado no Livro dos Reis. Ele identificou o que parecia ser o nome do rei.

Desde então não parou mais de investigar. Disse também que a maioria dos estudiosos europeus nessa área diziam que a Bíblia hebraica era “uma obra de ficção com algumas referências históricas espaçadas”. Ele só lembrava da impressão do selo de um servo de Ezequias, que a Bíblia mencionava.

Cristão, Mykytiuk dedicou-se a verificar os nomes no Antigo Testamento, estudando diversas inscrições. Ele escreveu sua dissertação sobre o tema e a publicou como livro anos mais tarde.

Apesar de contestado por alguns de seus colegas, revela que seguiu os passos do arqueólogo israelense Nahman Avigad, que morreu em 1992 e havia deixado um legado para as verificações bíblicas. “Ele estabeleceu alguns critérios que usei e aperfeiçoei”, revela. “Naquela época ninguém tinha critérios, exceto Avigad”.

Depois de Mykytiuk estabelecer um sistema próprio, ganhou seguidores como Kenneth Kitchen, professora de egiptologia da Universidade de Liverpool (Inglaterra), e Bob Becking, professor de Bíblia, Religião e Identidade na Universidade de Utrecht (Holanda).

Novo Testamento

O professor Mykytiuk continua fazendo verificações, segundo o seu método, agora envolvendo o Novo Testamento.

Assim que terminou as 50 primeiras verificações do Antigo Testamento, um colega o motivou: “Podemos terminar o Novo Testamento também”. Para Mykytiuk este era um grande desafio.

“Eu sou um homem da Bíblia hebraica, fazer um estudo do Novo Testamento é muito diferente, com inscrições e moedas gregas e latinas com as quais você não lida nos estudos sobre o Antigo Testamento”.

Mas ele foi em frente. Seu próximo artigo incluirá verificações de 23 figuras políticas do Novo Testamento. Ele espera publicar o material na edição de setembro/outubro da Biblical Archeology Review. O material inclui, além de estudos sobre homens, várias mulheres.

“Muitas são mencionadas em moedas – governantes e suas esposas [ou] irmãs eram politicamente muito influentes”, disse Mykytiuk. O especialista revela que está trabalhando em outro artigo sobre as figuras religiosas do Novo Testamento, como João Batista, Gamaliel e os sumos sacerdotes.


Uma parede do Portão de Ishtar
inscrita com uma mensagem do rei Nabucodonosor II. 
(Domínio público)
Fonte: GospelPrime

com informações de Times of Israel 
Aqui eu Aprendi!

sábado, 12 de agosto de 2017

A necessidade do Novo Nascimento

Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo” Jo 3.7

A necessidade do Novo Nascimento

Nesta lição é preciso ressaltar que pela fé em Cristo o ser humano pode se tornar nova criatura. Nesse aspecto, o passado fica para trás e em Cristo tudo se faz novo. Então, passamos ter um novo olhar, uma nova atitude, um novo comportamento. Assim, ocorre a verdadeira conversão no Senhor.
O novo nascimento é uma das mais importantes doutrinas cristãs, pois ninguém pode fazer parte de Reino de Deus se não passar pelo processo de sincera conversão (Jo 3.3). É quando pela fé em Jesus experimentamos uma metanoia, isto é, uma transformação que se inicia no interior para transbordar para o exterior. Os sentimentos egoístas do coração são substituídos por aquilo que agrada a Deus, os pensamentos passam pela renovação da nossa mente por ação do Espírito Santo, por isso, temos a mente de Cristo (1Co 2.16). De fato, uma nova vida é implantada em nós. Destacar, exemplificar e explorar as verdades desse ensino deve ser o objetivo maior da presente aula.

Nova Criação e Regeneração
Quando o ser humano é regenerado, o que acontece é uma ação decisiva e instantânea do Espírito Santo no ser humano. Podemos dizer que ocorre uma nova criação no interior humano: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2Co 5.17). Chama-nos a atenção a expressão “nova criatura é”. Significa que não “será”, muito menos há qualquer ideia relativizada acerca da natureza do novo nascimento. Simplesmente a pessoa que está em Cristo “é uma nova criatura”. De maneira decidida e espontânea ela foi regenerada pelo Espírito Santo e reconciliada com Deus por intermédio de Cristo Jesus (2Co 5.19). Aqui está a garantia da real conversão, da marca de nova criação. Tal experiência é que traz na vida do novo convertido a certeza de que agora ele está seguro em Deus e nada poderá abalar a sua fé.

Um convite a desfrutar da presença de Deus
Deus fez tudo novo em nós. O que Ele faz é bom, agradável e perfeito. O nosso maior desafio é jamais deixar de convivermos diariamente com a presença dEle. É o elemento mais importante para a nossa sobrevivência espiritual. Por isso, não permitir que a frieza espiritual bata a porta da vida nem que a incredulidade invada a mente e escravize o coração, e que o Espírito Santo ensine quem nasceu de novo são ensinamentos e reflexões que devem ser explorados ao longo da presente lição. Revista Ensinador Cristão nº71

Cremos na necessidade absoluta do novo nascimento pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo.

Professor, na lição de hoje estudaremos a respeito do novo nascimento (Jo 3.3). Procure, no decorrer da lição, enfatizar o fato de que o novo nascimento é uma das principais doutrinas da fé cristã e que ninguém pode fazer parte do Reino de Deus se não nascer de novo (Jo 3.3). Mediante a fé em Jesus experimentamos uma profunda transformação de vida. Essa mudança radical não é apenas exterior, mas interior. Contudo, temos visto que atualmente muitos, como Nicodemos, não conseguem compreender a necessidade e a importância do nascer novamente. O Senhor Jesus mostrou a Nicodemos, e a nós, que religião alguma tem condição de transformar o homem. Somente Ele pode nos conceder uma nova natureza mediante a fé.

Leitura Bíblica: João 3.1-12

A fidelidade a uma religião nem sempre significa fidelidade a Deus. Saulo de Tarso é o exemplo clássico disso. Religiosidade e Novo Nascimento são distintos. Quando alguém se converte ao cristianismo, essa pessoa precisa de cuidados espirituais, de um domicílio espiritual. Assim como um membro do corpo não pode se manter separado dele, o mesmo é válido para os que foram regenerados pelo Espírito Santo. Isso significa que todos os cristãos são religiosos, muitos já eram antes, outros não, mas agora trata-se de uma nova experiência com Cristo. Todos os que são transformados e regenerados pelo Espírito Santo são religiosos, pois estes são geralmente membros de igrejas e no mínimo participam dos cultos, fazendo-se presentes na adoração coletiva. Mas nem todos religiosos são cristãos e, mesmo pertencendo a uma religião cristã, isso não significa necessariamente que sejam regenerados.

RELIGIÃO

A palavra “religião” chegou à língua portuguesa pelo latim. Veio de religare ou religere, cuja etimologia não lança muita luz sobre o termo, no sentido em que se emprega hoje. Segundo Richard A. Muller (1993), o termo latino religio significa: “Religião; religião verdadeira é mais simplesmente definida por eruditos protestantes com a ideia correta do conhecimento e da honra a Deus (recta Deum cognoscendi et colendi ratio), envolvendo conhecimento de Deus (cognitio Dei), amor de Deus (amor Dei...) e temor de Deus (timor Dei), dirigindo para a honra ou a veneração (cultus...) de Deus”.

Jerônimo usou o termo latino religio na Vulgata Latina para traduzir a palavra grega threskéia, “religião, culto, piedade”, que aparece quatro vezes no texto grego do Novo Testamento: “Conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu” (At 26.5); “com pretexto de humildade e culto dos anjos” (Cl 2.18); “Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1.26, 27).

O termo threskéia se refere a uma expressão externa de crença. É verdade que muitas vezes o cristão hesita em usar a palavra “religião”, pois prefere substituí-la por “minha fé” ou pela “igreja à qual pertenço”, em vez de “minha religião”. Isso acontece pelo fato de ser o cristianismo diferente de todas as religiões do mundo! Está acima de todas, principalmente porque o seu Fundador é vivo!

No Antigo Testamento usa-se com frequência a palavra hebraica ‘avôdâ, que significa “trabalho, serviço, serviço sagrado, culto religioso”; por exemplo: “Ao SENHOR teu Deus temerás e a ele servirás” (Dt 6.13). A Septuaginta traduziu esse termo por latreusis, também usado pelo Senhor Jesus na tentação do deserto: “Ao SENHOR, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mt 4.10) ou “Ao SENHOR, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (ARA). O substantivo latreia significa “serviço sagrado, culto, adoração”.

A palavra dāt, que aparece no Antigo Testamento, é de origem semítica e usada nas línguas aramaica e hebraica. A ideia em aramaico é de “lei, ordem, decreto”. A lei, dāt, em aramaico, segundo Gesenius, tem o sentido de sistema de religião: “Nunca encontraremos motivo para acusar Daniel, a não ser que seja alguma coisa que tenha a ver com a religião dele” (Dn 6.5 – NTLH); “e cuidará em mudar os tempos e a lei” (Dn 7.25) ou: “Procurará NTLH); “e cuidará em mudar os tempos e a lei” (Dn 7.25) ou: “Procurará mudar a Lei de Deus e os tempos das festas religiosas” (NTLH).10  Isto significa que o anticristo tentará implantar uma nova religião. Gesenius afirma ainda que: “Os rabinos aplicaram esta palavra ao cristianismo e ao islamismo” (GESENIUS, 1982, p. 211). Ainda hoje em Israel, dāt é a palavra usada para “religião”, a mesma empregada na versão hebraica do Novo Testamento, em Atos 26.5. Mas o termo significa também “lei” em hebraico, como aparece com frequência no livro de Ester (1.8, 13, 15, 19; 2.14; 3.8 etc.) ou ainda “ordem, edito, decreto” (Ed 8.36).

O NOVO NASCIMENTO

Novo nascimento é regeneração, transformação de vida pelo poder atuante do Espírito Santo na vida do pecador (Tt 3.5). Não se trata simplesmente de mudança de hábito ou de pertencer a uma nova religião. A ideia de que o propósito de Deus é levar as pessoas à religião é falsa. Geralmente se ouve dizer que determinada pessoa precisa de religião. É até compreensível, pois quem se expressa dessa maneira, às vezes, está querendo dizer que tal pessoa precisa de Jesus. Mas há religiões que ensinam e acreditam que basta ter uma religião e estará tubo bem diante de Deus. Mahatma Gandhi dizia que não há necessidade de se converter a Cristo, basta ser bom religioso: o cristão, bom cristão; o muçulmano, bom muçulmano; o hindu, bom hindu, e assim por diante.

Há no islamismo a ideia de que Deus estabeleceu ao longo da história três religiões: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Os muçulmanos acreditam que Deus enviou primeiro Moisés para estabelecer o judaísmo, mas, dada a desobediência dos judeus, eles foram dispersos pelo mundo todo e depois Deus enviou Jesus para estabelecer o cristianismo. Porém, no século 5, o cristianismo corrompeu-se tanto que Deus enviou Maomé a fim de estabelecer o islamismo, “sua revelação final”. Eles creem que o islamismo inclui tanto o judaísmo como o cristianismo.

Essa ideia islâmica destoa completamente do pensamento bíblico. O Senhor Jesus não veio ao mundo porque os judeus desobedeceram a Deus, mas para salvar os pecadores: “Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (1 Tm 1.15), e isso já havia sido anunciado pelo próprio Deus desde a Queda do Éden: “E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). Além disso, a Igreja veio para ficar: “e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18); “a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém!” (Ef 3.21). A validade da obra redentora realizada pelo Senhor Jesus é para sempre: “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25). O cristianismo, portanto, não precisa de remendo.

Apesar da contribuição da religião na construção de uma sociedade melhor na avaliação deles, ela em nada ajuda na salvação ou na transformação de vida do pecador. Não basta ser bom religioso, Gandhi estava equivocado. Nicodemos, Cornélio e Saulo de Tarso, entre tantos outros, eram também bons religiosos; no entanto, Jesus disse que Nicodemos precisava nascer de novo para ver o reino de Deus (Jo 3.1-5); Cornélio precisou se converter a Cristo (At 10.1-6), e Saulo, com toda a sua sinceridade e religiosidade (At 26.5; Gl 1.14), reconheceu depois de sua experiência com Jesus no caminho de Damasco o seu estado de miséria espiritual: “a mim, que, dantes, fui blasfemo, e perseguidor, e opressor; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade” (1 Tm 1.13), e conclui afirmando ser o “principal dos pecadores” (1 Tm 1.15).

A vontade de Deus não tem nada que ver com religião; o que Ele deseja é a comunhão com suas criaturas inteligentes. Quando Adão pecou no Éden, ele e sua mulher por si mesmos procuraram se esconder do Criador, mas a iniciativa de comunhão de uma relação que acabara de ser rompida foi do próprio Deus (Gn 3.7-10). Quando Deus mandou Moisés construir o tabernáculo, disse: “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles” (Êx 25.8). Era o lugar santíssimo, também chamado de “santo dos santos” (1 Rs 6.16; Hb 9.3), uma das dependências do tabernáculo, onde ficava a arca da aliança (Êx 26.33; Lv 16.2, 3). Nesse lugar santíssimo, Deus se revelava aos filhos de Israel e falava ao povo, a princípio por meio de Moisés (Êx 25.22; Nm 7.89) e depois falava com o povo por meio do sumo sacerdote (1 Rs 8.10, 11). A importância do tabernáculo e posteriormente do templo não estava nos sacrifícios, mas na presença de Deus. Tudo isso se consumou na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo ao mundo: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). O restabelecimento da plena comunhão com Deus por Jesus Cristo será no mundo vindouro: “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus” (Ap 21.3).


A vontade de Deus não é que as pessoas se tornem religiosas, mas a sua comunhão com elas. Essa comunhão com Deus é restabelecida no novo nascimento: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). É assim que o pecador é transformado e regenerado pelo poder do Espírito Santo.

10 Algumas porções do Antigo Testamento foram escritas originalmente em aramaico, sendo preservadas até hoje nessa língua. São elas: Jeremias 10.11 e duas palavras em Gênesis 31.47, além de Esdras 4.8–6.18; 7.12-26 e Daniel 2.4–7.28.

A Bíblia ensina, e a experiência humana confirma, que todos os seres humanos estão mortos “em ofensas e pecados” (Ef 2.1). O ensino paulino sobre a universalidade do pecado veio diretamente do Senhor Jesus (Gl 1.11,12), e sua base está em muitas passagens do Antigo Testamento (Rm 3.10-12; Sl 51.5; 58.3).

Conversão
“[Do hebraico. sub, voltar atrás; do grego. metanoeo, voltar; e, do latin. conversionem, transformação]  Mudança que Deus opera na vida do que aceita Cristo como o seu Salvador pessoal, modificando-lhe radicalmente a maneira de ser, pensar e agir. A conversão é o lado objetivo e externo do novo nascimento. Por intermédio dela, o pecador arrependido mostra ao mundo a obra que Cristo operou em seu interior: a regeneração. Em suma: o novo nascimento tem dois lados: um subjetivo e outro objetivo”. Dicionário Teológico, CPAD, p.115.

Regeneração
O termo significa literalmente “gerar novamente” e só aparece duas vezes no Novo Testamento: a primeira no sentido escatológico (Mt 19.28), ao se referir à restauração de todas as coisas; e a outra como sinônimo de novo nascimento, cujo sentido é de salvação em Cristo (Tt 3.5). Isso significa ser gerado da semente incorruptível (1Pe 1.23). Os reencarnacionistas costumam usar essa passagem para fundamentar a doutrina da reencarnação. Mas essa não é a questão aqui. Jesus deixou claro ao príncipe dos judeus: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (v.6). Jesus não está falando em renascimento nem em reencarnação; essas coisas nunca fizeram parte da tradição judaica.

O novo nascimento no Evangelho de João
Encontramos a única menção explícita ao novo nascimento na conversa de Jesus com Nicodemos (3.1-21). Jesus fala a Nicodemos: ‘Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus’ (v.3). A réplica de Nicodemos: ‘Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?’ (v.4), indica que ele entendeu o comentário de Jesus na esfera humana, física. A interpretação errônea de Nicodemos fornece a Jesus a oportunidade de esclarecer o que queria dizer. Ele fala da necessidade de um novo nascimento espiritual, não de um segundo nascimento físico (vv.6-8). A interpretação errônea e o esclarecimento resultante dela são refletidos em um jogo de palavras no versículo 3 (repetidas no v.7). A palavra grega aõthen, traduzida por ‘novo’, na NVI, pode querer dizer ‘de novo’ ou ‘de cima’. Contudo, o fato de Nicodemos entendê-la com o sentido de ‘de novo’ leva-o a concluir que Jesus fala de um segundo nascimento físico, mas a resposta de Jesus, registrada nos versículos 6-8, mostra que Ele se refere à necessidade de um nascimento espiritual, um nascimento ‘de cima’. Esse novo nascimento não é resultado de nenhum ato humano (cf. v.6), é obra do Espírito Santo (v.8). É necessária a atividade sobrenatural do Espírito de Deus para realizar esse novo nascimento espiritual no indivíduo. Ele não consiste apenas em percepção ou compreensão mais excelente, mas na completa transformação do indivíduo (cf. 2Co 5.17) (ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ, CPAD, 2008, pp.245-6).

Quem era Nicodemos?
Muito pouco se sabe a respeito dele. Seu nome é grego e significa “vencedor do povo”. Era fariseu, um príncipe do povo (Jo 3.1) e membro do sinédrio (Jo 7.50). Nicodemos viu em Jesus algo que não existe em nenhum dos seres humanos, mas ainda assim parece que não queria ser visto pelo povo conversando com o Mestre. Talvez isso justifique o fato de ter ido à noite se encontrar com o Senhor (v.2). Nicodemos nunca mais foi o mesmo depois desse encontro com Jesus (Jo 7.51; 19.39). Esse diálogo impressiona as pessoas ainda hoje, pois nele está o que consideramos ser o texto áureo da Bíblia (Jo 3.16).

Fariseus
Representavam o povo e, apesar de serem minoria na sociedade pré-cristã, exerciam forte influência na comunidade judaica. Eram membros do sinédrio e tornaram-se inimigos implacáveis de Jesus. Esse grupo formava uma seita (At 15.5). O apóstolo Paulo declara que o grupo dos fariseus, ao qual Nicodemos pertencia antes de sua conversão, era a mais severa seita do judaísmo (At 26.5; Gl 1.14; Fp 3.5). Os Evangelhos estão repletos de provas do comportamento negativo dos fariseus e de suas hipocrisias. Tanto que a palavra “fariseu” tornou-se sinônimo de hipócrita e fingido, até os dias de hoje. Felizmente, Nicodemos era diferente deles (Jo 7.50,51).

Saulo de Tarso
Ninguém no mundo nasce cristão; todos os seres humanos nascem pecadores (Rm 3.23; 5.12). A salvação é individual e pessoal. Por isso, até mesmo aquele que nasceu num lar cristão, apesar do privilégio de ter sido criado num ambiente cristão e de ter recebido uma valiosa herança espiritual dos pais, precisa receber a Jesus como Salvador pessoal para se tornar filho de Deus (Jo 1.12). Ninguém é salvo simplesmente por pertencer a uma religião ou seguir a tradição de seus antepassados. Saulo de Tarso é um bom exemplo, pois ele mesmo declara ser extremamente religioso; e não um religioso qualquer, mas um praticante inveterado do judaísmo (At 26.5; Gl 1.14; Fp 3.5). Depois de sua experiência com Jesus, ele se considerou o principal entre os pecadores (1Tm 1.15) e descreveu o seu estado de miséria diante de Deus igualando-se aos demais pecadores: “insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros” (Tt 3.3).

O centurião Cornélio
Não existe salvação sem Jesus (Jo 14.6). Nicodemos e Paulo eram israelitas e professavam a religião dos seus antepassados, Abraão, Isaque, Jacó, Samuel, Davi e outros patriarcas, reis e profetas do Antigo Testamento. Mas Cornélio era romano e, mesmo assim, talvez por influência da religião judaica, era “piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus” (At 10.2). Observe que essas atitudes de Cornélio tinham a aprovação divina (At 10.4). Mas ninguém é salvo pelas obras (Gl 2.16). Por isso o apóstolo Pedro foi enviado para falar a Cornélio sobre a salvação em Cristo. A descrição bíblica da conduta de Cornélio se repete ao longo da história humana nas mais diversas culturas e civilizações. A conversão envolve fé, arrependimento e regeneração. A salvação é um dom de Deus mediante a fé em Jesus (Ef 2.8,9).

CONCLUSÃO

Há ainda hoje muitas pessoas religiosas e sinceras como Cornélio e pessoas bem-intencionadas como Nicodemos, mas elas precisam nascer de novo, da água e do Espírito para herdarem o Reino de Deus. É nossa tarefa como cristãos e comunicadores do evangelho falar sobre a necessidade do novo nascimento não somente ao pecador contumaz, mas também aos muitos “Nicodemos” e “Cornélios” que estão à nossa volta.


Fonte: Lições Bíblicas CPAD Adultos - 3º Trimestre de 2017 - Título: A razão da nossa fé — Assim cremos, assim vivemos - Livro de Apoio - Comentarista: Esequias Soares
Revista Adultos 3ºTrim.2017 - A razão da nossa fé — Assim cremos, assim vivemos - Comentarista: Esequias Soares


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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Tempo para estar a sós com Deus

Daniel [...] entrou em sua casa (ora, havia no seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava [...]” Dn 6.10

TEXTO BÍBLICO  Marcos 14.32-42

32 — E foram a um lugar chamado Getsêmani, e disse aos seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu oro.
33 — E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João e começou a ter pavor e a angustiar-se.
34 — E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui e vigiai.
35 — E, tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora.
36 — E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres.
37 — E, chegando, achou-os dormindo e disse a Pedro: Simão, dormes? Não podes vigiar uma hora?
38 — Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
39 — E foi outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras.
40 — E, voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os seus olhos estavam carregados, e não sabiam o que responder-lhe.
41 — E voltou terceira vez e disse-lhes: Dormi agora e descansai. Basta; é chegada a hora. Eis que o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores.
42 — Levantai-vos, vamos; eis que está perto o que me trai.

INTRODUÇÃO

Já chamaram o local em que o crente se encontra com o Senhor de “refúgio secreto” e “quarto de guerra”. Entretanto, o que importa não é o lugar ou o nome que recebe, mas o fato de que Deus convida a todos os seus filhos para diariamente estar a sós com Ele em adoração e oração. Na lição de hoje vamos tratar desse momento tão especial na vida do crente e que precisa fazer parte da sua vida.

I. O SEGREDO DA ESPIRITUALIDADE

1. Inaugurando um novo tempo.
Ao entregar sua vida no Calvário para a nossa salvação, Jesus ofereceu um sacrifício perfeito ao Pai. O Filho de Deus abriu um novo e vivo caminho em direção a Deus (Hb 10.20). Os homens, a partir dali, poderiam estar face a face com o Senhor, sem o receio da morte e sem intermediários. O Deus Todo-Poderoso revelou seu caráter amoroso por intermédio da pessoa bendita de seu Filho Jesus.

2. A sós com Deus na leitura da Palavra.
Desde que o livro da lei do Senhor foi escrito por Moisés, Deus conclama que o seu povo medite nas suas palavras. O Senhor determinou a Josué que meditasse no livro da Lei de dia e de noite (Js 1.8). Ler as Escrituras virou um costume para judeus, entretanto eles não praticavam o que liam. Os líderes religiosos não compreendiam a verdade divina e se tornaram condutores cegos (Mt 15.14). A Palavra de Deus é uma fonte que sacia a nossa sede e traz esperança aos nossos corações. Você tem bebido dessa fonte?

3. A sós com Deus na oração.
Embora Daniel fosse um homem com um cargo político importante, não negligenciava a sua vida de oração. A oração, sem dúvida, era o seu maior segredo, do qual não abria mão. Os momentos a sós com Deus em oração foram os responsáveis pela preservação da vida de Daniel e seus amigos na corte babilônica.

Ao escrever a história de João Hyde, homem de grande comunhão com Deus e que ganhou mais de cem mil indianos para Cristo, Francisco A. McGaw afirma que: “Coloquemo-nos, pois, ao lado do quarto de oração de João Hyde, onde nos é permitido ouvir os suspiros, sentir os gemidos e contemplar o querido rosto, banhado, repetidamente, de lágrimas!”.

É necessário buscar a Deus incessantemente em oração todos os dias (1Ts 5.17). Desprezar a intimidade com o Criador é perder tempo.

SUBSÍDIO I
“Oitocentas almas foram acolhidas desde a convenção do ano próximo passado, mas, para, João Hyde, isso não era suficiente. Deus aumentava-lhe a capacidade do coração, por meio do seu amor. Uma vez mais se agarrou com Deus em santo desespero. Pois durante semanas, não me lembro quantas, que ele descia mais e mais com Cristo nas sombras do ‘Jardim’.
Nós, mais privilegiados, vimos, na vida de João Hyde, o crescente horror que sentiu pelo pecado durante esse ano de 1910, apesar de ser apenas um pálido reflexo de angústia horrenda, que, por fim, despedaçou o coração do Salvador. Antes de começar a convenção, passou longas noites em oração a Deus. Fazia cinco anos que sentia grande responsabilidade sobre o coração, e cada ano pesava-lhe mais. Parecia que lhe consumia a própria alma! Seu rosto revelava as longas noites que passava sem dormir, os dias gastos em enfadonha vigília e oração. Contudo o seu vulto estava quase inteiramente transformado ao transmitir a Palavra de Deus ao povo com tanto fogo e tanto poder, que os ouvintes se esqueciam do homem transformado pela glória de Deus que lhe iluminava todo o semblante.
Era o mensageiro de Jeová falando a mensagem de Jeová” (McGAW, Francisco A. O Homem que Orava. 3ª Edição. RJ: CPAD, 1983, pp.50-52).

II. O TEMPO DOS TEMPOS

1. Um convite.
O Senhor, em toda a Bíblia, convida seu povo continuamente para viver momentos de comunhão, para estar a sós com Ele. Deus diariamente se encontrava com Adão, na viração do dia, para conversar com ele. Essa comunhão foi interrompida com a Queda. Hoje, mediante o sacrifício de Jesus Cristo, temos novamente o acesso garantido ao Pai. Então, que venhamos ouvir sua voz e nos achegar a Ele em oração.

2. Uma necessidade.
O sumo sacerdote tinha a obrigação de estar a sós com Deus, em favor de si e do povo, uma vez por ano (Hb 9.7). Porém, havia uma exceção: Moisés. Ele diferentemente do sumo sacerdote, entrava no Lugar Santíssimo constantemente. Deus conversava com Moisés no lugar mais sagrado e frequentemente (Êx 25.22). Eles eram amigos íntimos. Que grande privilégio de Moisés em um tempo diferente do nosso, pois o véu ainda não havia sido rasgado. Estar a sós com Deus é mais do que uma obrigação religiosa, é uma necessidade da nossa alma.

3. Um deleite.
Aqueles que passam um tempo a sós com Deus em adoração e oração têm o privilégio de se deleitar com sua presença. Muitos só querem os presentes do Pai e não mais a sua presença. Há crianças que quando os pais chegam de viagem, correm para abrir logo as malas, pois sabem que vão encontrar presentes. Outras, embora gostem de receber presentes, se sentem felizes com a presença dos pais. Muitos crentes estão agindo como meninos que esperam somente pelas dádivas do Pai, mas não se alegram com a presença dEle. Enquanto a presença de Deus não for um deleite para nós, haverá uma grande falha no nosso relacionamento com Ele.

Deus não precisa do homem para ter comunhão, Ele já desfruta da comunhão da Trindade, porém sabe que precisamos dEle e, por isso, chama-nos à intimidade.

III. O VALOR DE ESTAR A SÓS COM DEUS

1. Tempo de comunhão.
Jesus tinha prazer em estar a sós com Deus. Em João 11.42, Ele declarou que o Pai o escutava sempre. Quem tem comunhão e intimidade com Deus tem suas orações ouvidas e respondidas.

Como está a sua comunhão com o Pai?

Muitos já não separam um tempo para meditar nas Escrituras Sagradas e para ter um período dedicado a ouvir a voz de Deus. Outros buscam o Pai apenas para pedir, como se o Senhor fosse uma espécie de “gênio da lâmpada” que atende todos os nossos caprichos. A busca pela comunhão deve ser sem interesses. Quando amamos uma pessoa queremos estar em sua companhia, assim é com o Senhor; nosso amor por Ele deve nos impulsionar a buscá-lo cada dia mais.

2. Tempo de entrega.
No Getsêmani, Jesus revelou a sua dor e agonia (Mc 14.34), mas ali Ele também entregou sua vontade e o seu coração ao Pai (Mc 14.36). Os momentos de oração, além de nos aproximar do Pai também são como uma terapia, pois, podemos, como Jesus fez no Getsêmani, falar com Deus a respeito da nossa dor, angústias e medos.

3. Tempo de consolação.
Quando esteve na “prensa de azeite” (Getsêmani), Jesus declarou sua dor, mas ali também Ele foi confortado por um anjo (Lc 22.43). O lugar em que oramos e buscamos ter intimidade com Deus é, por excelência, um lugar de consolo.

Jesus enquanto homem precisava orar, por isso, buscou o Pai diariamente em oração e também ensinou seus discípulos a orarem.

CONCLUSÃO

Estar a sós com o Pai revela nosso interesse em ter intimidade, conhecimento e amizade com Ele. Ter um tempo exclusivo para Deus é importante, pois é através dEle que “vivemos, nos movemos e existimos” (At 17.28). Cabe a nós, dia após dia, entrar em um lugar reservado e só sair de lá depois de desfrutar de momentos de comunhão, entrega e consolação com o Pai.

SUBSÍDIO II
A experiência modificadora de vida de Moody
“Enquanto andava pela cidade Nova York, ele escreveu: ‘Meu coração não está no trabalho de implorar. Eu não podia apelar. Clamei o tempo todo para que Deus me enchesse com seu Espírito’. Esta experiência profunda veio depois de quatro meses de batalha agonizante, durante a qual D. L. Moody sentiu-se vazio e imobilizado. Ele comentou que ao examinar seu ministério percebeu que pregava e fazia o bem por todos os motivos errados. Julgou-se um homem desprezível. Mas um dia, nas ruas de Nova York, Deus encontrou-se com Moody de uma maneira que o transformou, e ele nunca mais foi o mesmo. Ele assim narrou: ‘Ah, que dia! Não posso descrevê-lo, raramente me refiro a ele. Foi uma experiência quase sagrada demais para mencionar. Paulo teve uma experiência da qual nunca falou durante quatorze anos, mas eu apenas posso dizer que Deus se revelou para mim e tive tal experiência com o seu amor que lhe pedi para ficar com sua mão sobre mim’.
Moody ficou tão subjugado por esta experiência que gastou muito de seu tempo chorando diante de Deus. D. W. Whittle, seu bom amigo, escreveu: ‘Moody perdeu o interesse em tudo, exceto em pregar a Cristo e trabalhar pelas almas’” (GARLOW, James L. Deus e o seu Povo. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007, p.236).

Fonte: Lições Bíblicas 3º Trimestre de 2017 Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá - Comentarista: Reynaldo Odilo 

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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Ressuscita-me

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” João 11.25 

Você conhece o hino Ressuscita-me que a cantora Aline Barros interpreta?! Pois bem, resolvi escrever um pouco do meu ponto de vista sobre este hino.  Eu sei que cada pessoa quando o ouve pode interpretar de maneira diferente, até existe muitos questionamentos por aí acerca da letra. Eu gosto muito deste hino e quando o ouço eu o interpreto da seguinte maneira...
   
Mestre, eu preciso de um milagre   
Para Deus nada é impossível. Existem situações muito difíceis na vida, e somente a intervenção divina pode mudar toda e qualquer história.   
“... Para os homens é impossível, mas não para Deus; porque para Deus tudo é possível.” Marcos 10.27
      
Transforma minha vida, meu estado   
O Senhor Jesus já transformou muitas vidas, e Ele quer continuar a transformar, por isso Ele diz: “Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso.” Mateus 11.28
E mesmo quando já o conhecemos passamos por situações difíceis e em oração clamamos ao Senhor pedindo sua intervenção. 
Com Ele nunca estaremos sós.

Faz tempo que eu não vejo a luz do dia   
Quando passamos por momentos difíceis em nossas vidas e nossos sonhos são frustrados é como que tentassem apagar nossa perspectiva de presente e futuro. Porém em Jesus temos a certeza que toda treva será dissipada, por isso colocamos nossa confiança Nele. 
 “...  Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida.” João 8.12
   
Estão tentando sepultar minha alegria   
Nossa luta não é contra a carne e o sangue, o inimigo nunca estará satisfeito com nosso progresso espiritual e irá sempre procurar brechas para nos afastar do Deus Vivo. Então devemos ser constantes, vigilantes e sempre nos alegrarmos nas promessas de Deus.     
 “Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar” 1 Pedro 5.8
        
Tentando ver meus sonhos cancelados   
Quando nossos projetos por um breve ou longo momento estão parados e nos leva a pensar que eles não irão se cumprir, se não houver perseverança da nossa parte, esses sonhos poderão realmente ser cancelados, mas por nós mesmos, não por Deus. Pois Ele cumpre o propósito Dele em nossas vidas. Mas precisamos confiar em tudo que Ele diz em Sua Palavra, e com perseverança devemos prosseguir firmes para o alvo.   
“... Eu velo sobre a minha Palavra para a cumprir.” Jeremias 1.12
    
Lázaro ouviu a Sua voz, quando aquela pedra removeu, depois de quatro dias ele reviveu   
Lázaro havia falecido há 4 dias. Como para o Senhor Jesus a morte nunca foi obstáculo, Ele ressuscitou a Lázaro, mas antes Ele pediu aos homens que com Ele andavam que tirassem a pedra que fechava o sepulcro de Lázaro. Podemos ver na remoção desta pedra que haverá situações que nós temos que ter atitude, devemos exercitar a nossa fé com ação, pois quando exercitamos nossa fé Deus age em nosso favor. (João 11.1-44)

Mestre, não há outro que possa fazer, aquilo que só o Teu nome tem todo poder   
Somente o Senhor Jesus é o mediador entre Deus e o homem, se o temos como Deus, não devemos buscar em “nenhum outro” a solução de nossas causas.   
“Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não a darei...” Isaías 42.8
        
Eu preciso tanto de um milagre   
Vamos apresentar a Ele nossas causas em oração.   
“... e, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que já alcançamos as coisas que lhe temos pedido.” 1 João 5.15
       
Remove a minha pedra   
Quando tudo parece perdido e até mesmo nos faltar forças para levantar e agir devemos pedir a Deus forças para nos levantar e tomarmos a atitude de fé.
      
Me chama pelo nome   
Lembre-se que Ele não esquece de você.   
 “pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, Eu, todavia, não me esquecerei de ti. Isaías 49.15
       
Muda a minha história   
Para Deus nada é imutável.Ele cura, salva, liberta.     
“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” João 8.36

Ressuscita os meus sonhos. Transforma a minha vida      
Só Ele pode nos dar uma nova visão acerca de tudo a nossa volta. Quem está em Cristo é nova criatura e tudo se faz novo.   
 “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” 2 Coríntios 5.17
       
Me faz um milagre   
Constantemente clamamos, intercedemos por nós, pelos nossos e por muitos.  
“Orai sem cessar.” 1 Tessalonicenses 5.17  
 “Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa.” João 16.24
  
Me toca nessa hora   
A presença de Deus na vida daquele que o conhece e Dele é conhecido é um toque especial que nos sustenta e nos fortalece a todo tempo.
       
Me chama para fora   
Ele é a porta e nos chama para a liberdade.   
“Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; poderá entrar e sair, e encontrará pastagem.” João 10.9   
Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jugo de escravidão. Gálatas 5.1
   
Ressuscita-me   
Somente o Senhor pode nos dar vida abundante, que sobrepuja para a vida eterna. Somente Ele pode ressuscitar nossos sonhos.   
       
Tu és a própria vida   
“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” João 11.25  
“Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus Vivo.” Hebreus 3.12   
 “Eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim” Isaías 46.9   
“Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus.” Isaías 44.6
       
A força que há em mim   
Aquele que confessa o Senhor Jesus como seu Salvador, agora é filho de Deus. O Senhor é a motivação que temos para nunca desistir e sempre prosseguir. 
Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” João 1.12 
 “Guarda o bom depósito com o auxílio do Espírito Santo, que habita em nós.” 2 Timóteo 1.14   

Tu és o Filho de Deus 
Jesus o Filho de Deus disse que estaria conosco e nunca nos abandonaria, isso é verdadeiramente muito precioso, por isso não devemos negligenciar tão grande amor. 
 “Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus. 1 João 4.15   
Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. 1 Timóteo 2.5
     
Que me ergue pra vencer   
Pense aí... um atleta quando vence uma competição passa a ser o vencedor. Mas nós que estamos em Cristo somos mais que vencedores, por isso não devemos esquecer nunca em quem temos crido.
“Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” Romanos 8.37

Senhor de tudo em mim, já ouço a Tua voz me chamando pra viver uma história de poder.
Em todas as áreas de nossas vidas devemos reconhecer o Senhorio de Cristo. Quando pensamos que tudo está perdido Deus entra em ação e muda a nossa história. Por isso não devemos deixar nossa atenção presa nos problemas e nas distrações da vida a ponto de ficarmos surdos à voz de Deus. É possível ouvir a voz de Deus através da Sua Palavra. Deus só quer o melhor para nós. Quando meditamos no que Ele diz podemos ver o cuidado Dele em favor da humanidade. Basta ouvi-lo.
“Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra.” Isaías 1.19

para ouvir o áudio (louvor) vá ao topo da pagina e dê pausa na rádio gospel

Sobre a ressurreição...

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” João 11.25


“Tendo esperança em Deus, como também estes a têm, de que haverá ressurreição, tanto de justos como de injustos.” Atos 24.15



“Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.” Daniel 12.2


E você... já confessou a Jesus como seu Senhor e Salvador? A Palavra de Deus nos mostra que “...em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos.” Atos 4.12

Então receba-o agora... Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Romanos 10.9,10

E quem o nega, Ele assim diz: “mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.” Mateus 10.33

Queira estar com Ele por toda a eternidade porque...  “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.” 1Coríntios 15.19


Fonte:
Esta mensagem foi extraída do Blog "Momentos Preciosos" Blog da estimada irmã Neiva Silva


Acesse o Blog "Momentos Preciosos" e também seja abençoado.

Neiva obrigado pela autorização da reverberação desta mensagem.
Deus te abençoe!

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