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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O socorro de Deus para livrar o seu povo

"Os justos clamam, e o SENHOR os ouve e os livra de todas as suas angústias." Sl 34.17

A história da rainha Ester é uma das mais belas histórias do livramento de Deus para com a nação de Israel. Uma exilada judia que viveu no período do reinado de Assuero, o Xerxes, 486-465 a.C., na Pérsia.

Seu nome, Ester, era gentílico, derivado do persa stara, que significa "estrela", e tinha a ver com o paganismo babilônico (pois o nome Ishtar também deriva Ester, de uma deusa babilônica). Entretanto, o nome de origem da jovem judia era o hebraico Hadassa, que significa "murta". Órfã desde muito cedo, Hadassa foi criada por seu primo Mardoqueu (ela era filha do tio de Mardoqueu cf. Et 2.7). A jovem era bela de aparência e formosa à vista. Por isso foi contada entre as virgens do rei e levada a reinar no lugar de Vasti, a antiga rainha que perdera o trono. Assim, Hadassa foi escolhida por Assuero como a nova rainha do palácio de Susã. Era agora a rainha Ester.

Embora num primeiro momento a rainha temesse e se mostrasse apática, sendo preciso Mardoqueu lhe chamar a atenção para a gravidade dos acontecimentos: "Não imagines, em teu ânimo, que escaparás na casa do rei, mais do que todos os outros judeus. Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento doutra parte virá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?" (Et 4.13-14); posteriormente, a rainha se mostrou absolutamente decidida e focada em proteger e a interceder pelo seu povo (4.15-17). A jovem rainha, ao longo do reinado, mostrara-se uma mulher sábia, corajosa e leal ao seu povo. Ela ficou no centro de uma conspiração covarde para aniquilar o seu próprio povo.

A rainha Ester arriscou a própria vida entrando na presença do rei, revelando que era judia e suplicando que o rei Assuero fizesse um novo decreto, cancelado o de Hamã e dando o direito aos judeus de se defenderem no reino da Pérsia. Assim, Deus livrou o seu povo de ser aniquilado numa época distante. Tudo isso foi pensado e colocado estrategicamente em pauta por intermédio de jejum, oração e ação diante de Deus. No momento mais angustioso da história do povo judeu, a nação se voltou ao Pai por meio de jejuns e muitas súplicas. Deus deu o livramento ao seu povo!

Portanto, nos momentos de crises e de muitas tribulações devemos nos inclinar aos pés do Senhor com jejuns, orações e ação sob a orientação do Espírito Santo. Deus nos dará o escape! (Revista Ensinador Cristão nº68-pg.41)

Deus é fiel no cumprimento de todas as suas alianças e promessas

Leitura Bíblica: Ester 5 1-6  (leia o livro inteiro são só 10 capítulos)

O nome de Deus não aparece no livro de Ester, porém o Senhor está presente em todas as circunstâncias, intervindo em favor do seu povo. Veremos que a história de Ester, Mardoqueu e dos judeus foi delineada pela providência divina. Na lição de hoje, veremos que Deus age em prol dos que o servem.

ESTER E O LIVRAMENTO DE UMA NAÇÃO

[...] e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino? - Ester 4.14

Dos livros da Bíblia, Ester e Cantares são dois livros que se distinguem por evitar usar o nome de Deus, não ensinar a Lei de Moisés, nem destacar a religiosidade israelita. Mas a razão principal que fez com que o livro de Ester fosse reconhecido no Cânon das Escrituras foi o fato de revelar o cuidado divino com o povo de Israel em meio à hostilidade, estando exilado de sua terra. Matthew Henry escreveu acerca desse livro que “se o nome de Deus não aparece no livro, o dedo de Deus estava lá”, de modo invisível, orientando a vida do povo de Deus.

É uma história em que se percebe a presença de Deus de modo inescrutável e invisível nos seus elementos circunstanciais, destacando, em especial, dois personagens importantes, Mardoqueu e Ester. Temos uma história delineada pela providência divina. Não há determinismo nos ingredientes da história, mas percebe-se a soberania de Deus fazendo valer seus desígnios. Todos os fatos que envolvem pactos e alianças de Deus com o seu povo são cumpridos com aqueles que o servem.

Nessa história, podemos observar as operações invisíveis de Deus delineando todos os fatos que envolvem o povo de Deus em terra estranha, sofrendo toda sorte de perseguição e rejeição no lugar em que habitavam e os personagens da história. Além de Mardoqueu (ou Mordecai) e Ester, outros três personagens fazem parte de todo o enredo da história, que são: o rei Assuero (ou Xerxes I), a rainha Vasti e Hamã, o oficial da corte do reino de Assuero (Et 1.1,9; 2.5,6; 3.1).

Desde a divisão de Israel em dois reinos — o de Israel, chamado Reino do Norte, e o de Judá, chamado Reino do Sul — , os seus reis, com pouca exceção, não foram fieis a Deus e, por isso, tiveram que arcar com as consequências graves e trágicas na vida do povo de Deus. Os exércitos da Assíria entraram em suas terras, subjugando os dois reinos ao domínio persa. Os judeus exilados tornaram-se subservientes dos persas. Em 485 a.C., o Império Medo-Persa era forte e, nesse período, os exilados judeus serviam aos interesses persas com trabalho forçado, escravidão e muito sofrimento das famílias. Nesse tempo do domínio de Assuero (Xerxes I) entra a história de Ester como uma prova de que Deus não havia se esquecido do seu povo. Ora, o povo de Israel tinha consciência de sua eleição para representar os interesses de Deus entre as nações e que aquela situação momentânea era consequência dos pecados de seus lideres. Por isso, estavam exilados e longe da sua terra.

Ao longo da história, o povo de Israel tem sofrido com a tentativa de exterminação, porque Satanás odeia esse povo e quer destruí-lo. Então, por desígnio de Deus, entra no cenário dessa circunstância uma jovem temente a Deus que se torna o elemento-chave da libertação do seu povo no reino da Pérsia. A jovem Hadassa, criada por seu tio Mardoqueu, também chamada Ester, entra na cena que Deus armou para que seus desígnios fossem concretizados. Ester, entre as moças do palácio, alcançou graça perante o rei e foi constituída rainha da Pérsia, no lugar de Vasti. Não imaginava ela que seu papel dentro do palácio real de Assuero seria o salvar todo o seu povo do extermínio tramado por Hamã e conquistar espaço dentro do império para se defender e servir ao seu Deus.

A PROVIDÊNCIA INVISÍVEL DE DEUS

Existe uma palavra profética de Mardoqueu para Ester que revela a providência divina no cenário daquela história que se iniciava com uma simples jovem do povo judeu. A palavra aconteceu quando uma trama contra o povo de Deus foi armada por Hamã, oficial da corte do rei Assuero. Mardoqueu, tendo notícias da trama, preparou Ester para ser o elo de Deus para salvação do seu povo, e disse-lhe: "Não imagines, em teu ânimo, que escaparás na casa do rei, mais do que todos os outros judeus. Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento doutra parte virá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?” (Et 4.14). Indiscutivelmente, o dedo de Deus delineia a história do seu povo.

Como Ver o Dedo de Deus como Providência nessa História?
A expressão “dedo de Deus” encontrada na Bíblia em algumas circunstâncias especiais é uma metáfora antropomórfica que atribui a Deus coisas, figuras e órgãos humanos, como coração, mãos, pés, olhos, ouvidos, que representem ações de Deus. Deus é Espírito, e qualquer figura humana em relação a Deus tem sentido de revelação de um Deus que é Pessoa e fala conosco. Em relação à história do livro de Ester, o dedo de Deus é uma figura invisível da providência divina. A palavra “providência” vem do latim providentia, e o prefixo “pro” significa “antes” ou “antecipadamente”, mas o sufixo da palavra, videntia, deriva de videre, que significa ver. Quando nos referimos a Deus, sua providência diz respeito ao que Ele faz e vê antecipadamente. É o que Deus vê, e Ele vê todos os incidentes da vida antes que ocorram, algo que humanamente não podemos fazer (SI 139.1-14).

Nesse sentido, constatamos que os incidentes históricos naqueles dias dentro do Império Persa foram delineados e orientados pelo dedo de Deus dirigindo cada circunstância. Por esse modo invisível e providencial, o Senhor colocou a jovem Ester dentro do palácio de Assuero para que o seu povo fosse salvo da destruição. Comprova-se esse fato pelo que Deus disse a Isaías, o profeta: “[...] os meus pensamentos [são] mais altos do que os vossos pensamentos” (Is 55.9).

A Festa de 180 Dias de Assuero
O domínio do Império Persa sob o reinado de Assuero continha 127 províncias. O território persa se estendia desde o vale do Indo, no noroeste da índia, o norte da África, incluindo Egito, Líbia e Cus (hoje, Sudão). Porém, as guerras com a Grécia trouxeram desgaste físico, emocional e econômico para o império. Em vez de novos tributos e a ampliação comercial com outros países, essas guerras se tornaram pesadas para a economia do império. Esse tempo datava o tempo do governo de Xerxes I (Assuero) no Império Persa, nos anos 486 a 465 a.C. Seu pai foi Dario, o Grande, e sua máe chamava-se Atosa, filha de Ciro. Assuero herdou um enorme império, mas não conseguiu estender suas fronteiras como objeto da vaidade dos reis daquela época.

Assuero resolveu reunir aos príncipes, sátrapas e nobres da Pérsia para um tipo de convenção de 180 dias (seis meses) na capital de Susã (Et 1.3,4). Essa reunião ocorreu em 483 a.C., que tinha como estratégia o planejamento de guerras para conquista de outras nações. Confiado em suas forças militares, Assuero entendia que sairia vitorioso. Dentro desse período, Assuero mandou preparar uma festa especial, com uma celebração esplêndida (Et 1.6,7).

Na mente de Deus, a festa promovida por Assuero já estava nos seus desígnios e nada poderia impedir a sua concretização. O rei Assuero era vaidoso, e querendo ostentar sua glória, poder e riqueza a todos os súditos do império, ordenou que se fizesse uma festa com muita comida e bebida, além das danças e orgias que se permitiam nos salões do palácio de Susã. As 127 províncias tributárias ao seu reino estavam representadas nessa festa. Assuero exibia seu ouro, prata e pedras preciosas nas joias do palácio, nas pratarias e decorações internas do palácio.

A Exibição Imperial que Provocou a Saída da Rainha Vasti do Palácio
Por mais que não entendamos os desígnios de Deus em algumas circunstancias, temos que reconhecer que a mão invisível do Deus onisciente estava operando de modo oculto aos olhos humanos. Aquela festa havia chegado a um ponto de total extravagância em comidas e bebidas, deixando todos aqueles homens da corte completamente irracionais. Nesse contexto de exibicionismo e ostentação de Assuero, em que o vinho fez com que o rei ultrapassasse os limites de domínio racional daquela festa, pelo ímpeto da vaidade e do exagero do vinho, o rei ordenou que se chamasse Vasti, a rainha, para apresentá-la aos seus convidados, como se fosse uma peça de decoração. A rainha Vasti, contrariando a ordem do rei, recusou-se a comparecer diante dele e da corte, o que representou humilhação para o rei. Por isso, a punição foi severa para Vasti, que era uma mulher de personalidade forte e que não aceitava ser exposta ao ridículo pelo seu próprio marido.

A Deposição da Rainha Vasti
Mediante a recusa de Vasti em comparecer ante os convidados de Assuero para exibi-la como se fosse uma peça de decoração, o rei ficou furioso com a recusa. Sentindo humilhado e não querendo perder a autoridade real, Assuero a depos de sua realeza. Ele não aceitava a desobediência de sua mulher e, por medo de abrir outro precedente, Assuero teve uma atitude irracional e violenta, típico de sua personalidade arrogante. Como soberano do império, Assuero era exaltado e orgulhoso, e sua autoridade seria questionada naquela festa se alguém lhe desobedecesse.

Ao depor Vasti do palácio, queria que ficasse bem claro a todos os palacianos que nada, ninguém, nem a rainha, podia recusar uma ordem real sem sofrer as consequências. Portanto, a recusa da rainha Vasti em comparecer vestida com sua realeza para ser exibida perante a corte custou a sua destituição. Era o terceiro ano do reinado de Assuero quando aconteceu a festa. Os seus convidados de todas as províncias tributárias do império assistiram à humilhação de Assuero, mas viram com seus olhos o poder que tinha para fazer valer suas ordens. Esses fatos contribuíram para que o proposito de Deus fosse realizado na vida do seu povo cativo naquela terra.

SOB O DESÍGNIO DE DEUS, ESTER ENTRA NO PALÁCIO DE ASSUERO

Segundo o historiador judeu Josefo, do primeiro século da Era Cristã, depois que os servos mais leais ao rei sugeriram que ele escolhesse uma das moças do seu harém no palácio para ocupar o lugar de Vasti, foram selecionadas 400 moças virgens como candidatas ao trono de rainha junto a Assuero. Depois de todos os preparativos necessários, em termos de estética e beleza, as moças seriam apresentadas individualmente perante Assuero. Todas as que estavam no palácio e faziam parte do harem do rei teriam a oportunidade de conquistar seu coração, e uma delas seria elevada a posição de rainha (Et 2.14). Foi assim que Deus preparou Ester para ser a moça que conquistaria o coração do rei e seria elevada à posição de rainha.

Ester Foi Designada por Deus para o Lugar de Vasti
Entre a deposição de Vasti e a chegada de Ester ao palácio, passaram-se quatro anos aproximadamente. Logo depois daquela festa, Assuero empreendeu uma guerra contra a Grécia e todos os planos elaborados não deram certo. Dois anos depois ele volta a Susã, completamente decepcionado porque a guerra não foi vencedora. Ao voltar para o palácio, Assuero estava só e o trono de rainha ao seu lado estava vazio. Passado algum tempo depois daquele banquete e depois da volta da guerra frustrada contra a Grécia, alguns servos de Assuero que o serviam junto ao trono sugeriram que se buscassem moças virgens e formosas à vista, que reunissem qualidades que conquistassem o coração do rei e, quem sabe, fosse escolhida pelo rei uma delas para assumir o trono de rainha. Comissários em todas as províncias trouxeram muitas moças bonitas e virgens para o palácio de Susã para que ficassem sob os cuidados do seu eunuco Hegai, que era guarda das mulheres. Entre todas as moças levadas para o palácio, foi levada a jovem judia Ester, que ganhou a simpatia do eunuco do rei (Et 2.9). Não há dúvidas de que Ester fazia parte do desígnio de Deus para ajudar o seu povo, mas nem ela podia imaginar isso.

Dois Personagens no Projeto de Deus: Mardoqueu e Ester 
Nessa história, podemos perceber como Deus age e direciona todas as coisas para que a sua soberana vontade se concretize. Dos dois personagens, Mardoqueu era um judeu exilado que estava com outros deportados de Jerusalem para a cidade de Susã, a capital persa. Mardoqueu não estava só, mas trazia além de sua família a Hadassa (Ester), de quem era tio e, desde pequena, com a morte de seus pais, adotou-a e cuidou dela como se fosse sua filha. No livro com seu próprio nome, Ester é a personagem principal da história. De algum modo especial, o Deus de Israel direcionou sua vida para que ela se tornasse a grande libertadora do seu povo. Como era jovem e inexperiente, seu tio Mardoqueu foi o orientador pessoal de Ester naqueles episódios que a levaram ao palácio de Assuero. Portanto, Mardoqueu era um homem temente a Deus e estava entre os cativos judeus que serviam aos interesses do império em Susã.

Quem era Mardoqueu?
Sem dúvida, era um homem de fé e de profunda piedade espiritual. Era um sonhador que sonhava com a libertação da sua gente. Ele cria que Deus faria algo que fosse capaz de romper com os obstáculos que impediam essa libertação. Ele sabia, acima de tudo, que quaisquer tentativas meramente humanas seriam impossíveis. Ele sabia, também, que a escravatura de seu povo seria desfeita mediante a interferência de Deus. Mardoqueu era um homem que não recuava em seus propósitos ainda que lhe custasse a vida (Et 4.1,2). Ele tinha certa liberdade de movimentos porque, mesmo sendo um escravo judeu, ele podia estar nas cercanias do palácio de Assuero.

Mardoqueu Frustra um Plano de assassinato de Assuero
Não muito depois da coroação de Ester como rainha do império, Mardoqueu estava junto à porta de entrada do palácio de Assuero quando ouviu a conversa de dois eunucos do rei, os quais, revoltados com a deposição de Vasti, tramavam o assassinato do rei. Esses dois eunucos eram oficiais que serviam na guarda da porta de acesso para o rei (Et 2.21). Seus nomes eram Bigtã e Teres. Eles conspiravam contra a vida do rei. Mardoqueu, ao ouvir a trama, resolve frustrar o plano sinistro contra a vida de Assuero e falou com Ester, pedindo-lhe que fizesse o rei saber da trama em nome dele, de Mardoqueu (Et 2.22). Visto que esses oficiais tinham acesso aos aposentos íntimos de Assuero, Mardoqueu não perdeu tempo em informar Ester da trama. Ela, então, sem perder tempo, informou ao rei a trama de assassinato contra a sua vida. Quando alguém do seu reino demonstrava alguma atitude de lealdade, o rei gostava de honrar essa pessoa. Ester contou ao rei que a informação vinha de Mardoqueu. Essa atitude de lealdade de Mardoqueu lhe deu condições de ser alguém mais presente no palácio e no acesso a sua sobrinha Ester. Tão logo o rei tomou ciência da trama, ordenou o enforcamento de Bigtã e Teres (Et 2.23). Cresceu ainda mais o amor do rei por Ester, contribuindo para que, a seu tempo, o propósito divino fosse concretizado na vida do povo de Israel.

Ester, uma jovem graciosa que correspondeu à expectativa de Deus
Seu nome hebreu era Hadassa, que passou a ser chamada Ester, um nome que provinha de uma palavra persa que significa “estrela” e derivava do nome de uma deusa babilônica (Isthar), que significava “deusa do amor”. Naturalmente, esse nome não teve qualquer influência em sua vida de comunhão com o Deus de Israel. No seu livro bíblico, Ester é a personagem principal da história que fala de uma jovem cujos valores morais e espirituais serviram para torná-la um instrumento de justiça de Deus para salvar a sua gente. Quando levada para o palácio de Susã, ela era uma jovem entre tantas outras jovens bonitas e prendadas. Entretanto, o seu tio Mardoqueu tinha uma visão mais ampla acerca do futuro de Ester e, por isso, disse-lhe: “[...] quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?” (Et 4.14).

Ester, entre tantas lindas jovens, foi a escolhida para o lugar de Vasti
Nesse ponto estamos fazendo uma pequena digressão histórica que nos leva ao primeiro estágio de Ester antes de se tornar a escolhida de Assuero. Depois da deposição de Vasti como rainha, as moças escolhidas de todas as províncias foram levadas para a casa das mulheres do palácio e, depois de apresentadas, uma delas seria escolhida para ser a rainha. Quando veio a vez de Ester, sua presença superou a todas as moças que até então haviam sido apresentadas. Ester achou graça diante do rei, e ele baixou o cetro sobre ela e colocou a coroa de rainha sobre a sua cabeça. Mardoqueu, que havia orientado o comportamento de Ester para várias situações, estava assentado “à porta do rei” (Et 2.19) e teve o coração emocionado por ver o desígnio de Deus sendo cumprido na vida de sua sobrinha. Um grande banquete foi preparado com a coroação de Ester, e o rei deu-lhe presentes. Essa escolha estava nos desígnios divinos para que ela, sendo rainha naquele império, tivesse influência suficiente para conceder uma grande libertação ao seu povo, o povo de Deus, e os desígnios malignos de seus inimigos, especialmente, Hamã, que odiava Ester e Mardoqueu, queria destruí-los dentro do reino.

UMA TRAMA DE DESTRUIÇÃO CONTRA O POVO DE DEUS

A Trama de Hamã, o Agagita
Hamã foi um homem descendente de Agague, um rei amalequita (1 Sm 15.8,33). Servindo no palácio de Susã ao rei Assuero, Hamã foi elevado à posição de primeiro ministro do reino, dando-lhe condições superiores entre todos os príncipes da corte persa, tornando-se o segundo homem mais importante do reino depois de Assuero.

Sem dúvida alguma, o inimigo maior do povo de Deus é o Diabo, que influenciava pessoas para odiarem o povo judeu naqueles dias. Hamã se tornou um instrumento diabólico para perseguir e desejar a destruição do povo judeu. Sua descendência agagita o lembrava de uma história de derrota dos amalequitas, que eram descendentes de Agague e foram derrotados pelo rei Saul no passado, e tinha o estigma do ódio contra os judeus. Era um povo com uma história de pilhagem e roubo que assaltava os que viajavam no deserto, especialmente, Israel. Por isso, esse povo foi amaldiçoado por Deus (Dt 25.17-19).

Hamã era um agagita que odiava os judeus, especialmente Mardoqueu, um judeu que exercia liderança no meio do seu povo. Visto que Hamã tinha poderes políticos advindos do seu “status” de primeiro oficial do reino persa, por sua arrogância, ambição e astúcia resolveu destruir o povo judeu, principalmente, Mardoqueu. Como Mardoqueu não se inclinava perante ele quando passava entre o povo, o seu ódio cresceu e, para tanto, tramou diabolicamente a destruição de todos os judeus que viviam no império. Pelo fato do enforcamento de dois oficiais que haviam tramado o assassinato do rei, por informação de Mardoqueu, a crueldade de Hamã agitou sua adrenalina, e então, cheio de empáfia e espírito vingativo, ele sugeriu ao rei a destruição do povo judeu.

A postura de Mardoqueu em não se inclinar perante ele quando passava causou tanta fúria em Hamã que este ficou obcecado com a ideia de destruição total do povo judeu dentro do império. Para esse intento, Hamã persuadiu Assuero a fazer um decreto contra os judeus. Seu plano continha mentiras e calúnias contra o povo judeu de que queriam a morte do rei e por isso deviam ser destruídos totalmente. O rei aderiu ao plano de assassinato de Hamã, que ordenou o massacre do povo, sem deixar escapar mulheres e crianças, além de saquear os bens do povo (Et 3.13-15). Foi marcado um dia especial para destruição do povo judeu e, quando esse povo teve notícias desse decreto, houve grande tristeza e lamento do povo judeu. Mardoqueu, percebendo que a tragédia viria e seu povo seria destruído, vestiu-se de saco de cilício e foi para a porta do palácio de Assuero (Et 4.1-6).


Hamã é chamado de agagita. A tradição judaica identifica-o como um descendente do rei amalequita cujo povo Saul deixou de destruir (cf. Êx 17.8-14; 1 Sm 15.7-33).

Mordecai era da tribo de Saul (cf. 2.5). Assim comentaristas rabínicos veem esse conflito como a luta histórica do povo judeu com os inimigos gentios, cujo ódio irracional persiste por milhares de anos." (Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p.325).

A rainha
O rei persa nomeando Ester como rainha, ilustra como Deus pode mudar o coração dos ímpios para que eles cumpram seus propósitos (cf. Pv 21.1). Ester tinha agora condições de ajudar o seu próprio povo, o que se tornou necessário cinco anos mais tarde. Deus usou as decisões espontâneas das pessoas envolvidas, para proteger o seu povo (Et 4.4).

Embora Ester tivesse sido escolhida e coroada rainha do grande império persa, não se orgulhou, nem se envaideceu por causa da sua posição social e do poder que acabara de receber. Não desprezava os conselhos de seu tio, de condição humilde, nem menosprezou sua tradição espiritual. Pelo contrário, manifestava um espírito de mansidão, humildade e submissão após tornar-se rainha, como sempre fizera antes" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, p.758).


Ester Toma Conhecimento da Trama
Mardoqueu fez mais que se postar à porta do palácio, vestido de tecido de cilício e com cinza sobre a cabeça. Ele se lembrou de que sua sobrinha estava no palácio e era a rainha. Ela estava lá para esse momento especial em que Deus a usaria para salvar sua gente. Ester teve conhecimento do lamento de seu tio Mardoqueu e de todo o seu povo. Sua alma se condoeu mediante a ameaça do maior inimigo dela e do povo judeu. Mardoqueu pediu que Ester entrasse à presença do rei e falasse do intento cruel de Hamã, mas ela não podia entrar à presença do rei sem ser convidada. Mardoqueu, então, cheio de fé na intervenção divina, convenceu Ester a que fizesse a sua parte naquele momento e que confiasse na direção de Deus. Ela foi convencida de que era o meio pelo qual Deus haveria de agir, e Mardoqueu disse-lhe: “[...] quem sabe se para tal tempo com este chegaste a este reino?” (Et 4.14). Ela sabia que não poderia quebrar as regras do palácio, mesmo sendo a rainha. Por isso, arriscou-se, com graça e prudência, para entrar à presença de Assuero. Pelas palavras de seu tio Mardoqueu, ela ficou convencida de que Deus abriria as portas para ter acesso ao trono de Assuero e que, de algum modo, poderia salvar o seu povo da destruição e morte (Et 4.13,14). Ester avaliou bem toda a fala de Mardoqueu e preferiu correr o risco de entrar na presença do rei sem ser convidada. Entretanto, como mulher temente a Deus, pediu a Mardoqueu que reunisse todos os judeus para que jejuassem por ela, sem comer nem beber, até que pudesse tomar a iniciativa e entrar na presença do rei.

Ester Usa de Estratégia Inteligente para Ter Acesso ao Rei
Sem precipitação e com prudência, Ester preparou-se para aquele momento, vestindo-se com vestidos reais e perfumando-se para o encontro. Inicialmente, Ester foi para o pátio interior da casa do rei de modo estratégico. Assuero, ao vê-la com toda a beleza que possuía, ficou deslumbrado pela sua rainha e apontou seu cetro de ouro para ela. Ester chegou à sala do trono, inclinou-se perante o rei e tocou na ponta do cetro com a mão. Ela estava confiada nos desígnios de Deus para aquele momento e, inteligentemente, mostrou sua beleza e também seu respeito pelas leis do palácio. Foi delicada com o rei, que, maravilhado mais uma vez pela beleza de sua rainha, recebeu-a no seu trono. O rei, deslumbrado pela simpatia e beleza da rainha Ester, abriu seu coração e perguntou-lhe: “Que é o que tens, rainha Ester, ou qual é a tua petição?” (Et 5.3). Ester o convida para um banquete e pede que Hamã esteja presente também. Assim, ambos foram ao banquete preparado por Ester (Et 5.8). Visto que Hamã mantinha o seu intento de destruir e matar Mardoqueu e todo o seu povo, após o banquete, sua mulher sugeriu que ele fizesse uma forca para enforcar Mardoqueu acusado de inimigo do rei e do império. Hamã mandou preparar a forca para Mardoqueu e foi para a festa de Ester (Et 5.14; 6.4).

Assuero Descobre Mentiras de Hamã
Quando Hamã saiu do banquete que Ester oferecera a ele e ao rei, estava certo de que deveria fazer alguma coisa que agradasse ao rei. Falou da sua alegria em ter estado no banquete de Ester, mas não aceitava o fato de Mardoqueu, à porta do palácio não o respeitava nem se inclinava perante ele. Por isso, ao contar da sua raiva contra Mardoqueu, sua mulher deu a sugestão de fazer uma forca para ele e, assim, estaria livre daquele homem; certamente isso agradaria ao rei.

Hamã tomara para si o mérito da descoberta dos homens que tramavam o assassinato do rei, mas o mérito era de Mardoqueu, que informou a rainha Ester para ela informasse ao rei em seu nome. Naquela noite, o rei não conseguiu dormir, porque o Espírito de Deus tocou em sua consciência e, por essa razão, o rei pediu para ver os livros das crônicas que traziam relatos dos fatos de cada dia no império. Nessa leitura feita diante do rei, descobriu-se que foi Mardoqueu quem, de fato, salvou o rei da trama do assassinato que intentaram os dois eunucos, oficiais do palácio.

Hamã queria a destruição de Mardoqueu e do povo judeu, inclusive da própria rainha, que era de origem judia. Mas Ester informou ao rei que havia um plano para matá-la, bem como ao povo judeu, e esse plano havia sido tramado por Hamã, o que enfureceu o rei.

A CORAGEM DE ESTER PARA SALVAR O SEU POVO

Ester Desmascara Hamã diante do Rei
Segundo o relato, durante toda a noite, Hamã mandou preparar a forca que seria colocada no lugar mais alto possível para que todos vissem aquele que seria enforcado — conforme o seu intento, Mardoqueu. Estava tão certo de que isso agradaria o rei que foi ao banquete cheio de empáfia e confiante de que seria, mais uma vez, honrado pelo rei.

No primeiro banquete de Ester, ela não revelou nada especificamente. Decerto, o dedo de Deus na direção da sua vida não permitiu que houvesse qualquer precipitação. Então, Ester convida o rei e Hamã para outro banquete. A rainha Ester, mais confiante e decisiva do que deveria fazer, usou de sua habilidade social e política e da apreciação amorosa de Assuero por ela, esperou o momento certo para falar ao rei sobre a trama de morte e destruição engenhada por Hamã. O rei já sabia da mentira de Hamã quando ouviu o registro feito nas crônicas do império de que foi Mardoqueu, não Hamã, quem impediu o plano de morte contra o rei. Soube que foi Mardoqueu que impediu que a trama se efetivasse ao informar à rainha, cinco anos atrás. Agora, o rei queria honrar o homem que o livrara da morte por traição naquele tempo. Até então, o nome de Mardoqueu não havia sido revelado naquele banquete. Quando o rei perguntou o que deveria ser feito para honrar o homem que o havia salvo da morte, o próprio Hamã, pensando ser ele mesmo a quem o rei honraria com homenagens especiais, sugeriu o tipo de homenagem que deveria receber. A sugestão de Hamã era que o homem que receberia a homenagem seria conduzido em um cavalo da cavalariça do próprio rei e fosse vestido com roupas de gala e com o anel do rei. Arrogante, Hamã imaginou que esse homem seria ele mesmo. Assuero, então, de forma objetiva e determinada, ordenou a Hamã que honrasse um homem especial, maltratado por ele, que deveria receber as honras sugeridas por ele. Esse homem era o judeu Mardoqueu, que deveria ser conduzido pelas ruas da capital, montado em um cavalo do rei, vestido com roupas palacianas e com o anel do rei. A mais alta honraria que um súdito poderia receber. Por outro lado, aprendemos o que acontece com os arrogantes: Ele abate o soberbo e exalta o humilde (Ez 21.26; Tg 4.6).

Mardoqueu e todo o Povo Judeu — 
Salvos Graças ao Papel Persuasivo de Ester
Nos dois banquetes oferecidos por Ester, o rei estava tão feliz com sua rainha que estava disposto a conceder o que ela quisesse, quem sabe mais joias, outro palácio, ouro, prata e coisas semelhantes (Et 5.3). O rei estava disposto a dar-lhe até metade do seu reino, mas não era isso que Ester queria da parte do rei. No primeiro banquete, ela pediu apenas que o rei e Hamã aceitassem o convite para um segundo banquete, em que ela revelaria ao rei o que desejava. No segundo banquete, com a presença do rei, de Hamã e de todos os demais convidados, a rainha Ester revela o seu pedido ao rei (Et 7.3,4). Com lágrimas nos olhos e com angústia em sua alma, ela revela o plano assassino de Hamã contra ela mesma, contra Mardoqueu e contra todo o seu povo no império. Foi um momento de consternação, mas de coragem, em que ela apontou o dedo para Hamã como aquele que desejava a morte dela e de todo o seu povo. Então pediu que fosse revogada a lei contra os judeus. O rei se enfureceu contra Hamã e, saindo para fora no pátio do palácio, o rei externava a sua raiva contra aquela situação em que a própria rainha estava ameaçada de morte mediante o intento de Hamã. Mesmo que a lei não pudesse ser revogada, também não seria executada. Posteriormente, o rei deu um decreto de proteção aos judeus (Et 8.8-12).

A forca preparada para desonrar Mardoqueu e expor seu corpo publicamente foi utilizada para enforcar a Hamã (Et 7.9,10). Mardoqueu assumiu o lugar de Hamã, e o rei sabia que ele não o trairia.

Mardoqueu Estabelece a Festa do Purim
Deus salvou o seu povo, mesmo estando ainda exilado em outra terra, usando uma mulher especial que se colocou em suas mãos para ser instrumento de salvação para o seu povo. A palavra Purim é derivada da palavra hebraica para “sortes”. Quando Hamã tramou a destruição do povo judeu, foi procurar astrólogos para lançarem sortes com o fim de ter certeza de que a trama seria efetivada. Em função da grande libertação do povo judeu nas terras persas, Mardoqueu entendeu que aquela data deveria ser celebrada por todos os judeus, convertendo-se numa celebração tradicional para todos os tempos da vida do povo judeu.

Onde Está o Deus do Livro de Ester?
Em todo o livro, não aparece o nome de Jeová, mas Ele estava presente na condução daquela história do povo de Deus em atos e manifestações de poder. A sobrevivência dos judeus ao longo da história da humanidade revela a mão providencial do Todo-Poderoso em cada evento e em cada detalhe ao proteger e preservar seu povo. Sua providência é visível em todos os fatos que envolveram personagens como Mardoqueu e Ester. O poder invisível de Deus é obvio, ordenando soberanamente cada detalhe da vida daqueles exilados para preservá-los e ensiná-los a reconhecer que Ele cumpre a sua palavra em quaisquer circunstâncias.

A lição que aprendemos com Ester é que a sua história emergiu da tragédia, das perplexidades incontáveis e das intervenções divinas para fazer valer as suas promessas. O povo judeu foi salvo, estando em terra estranha e pagando caro pelos erros de seus líderes no passado, mas Deus não o abandonou. Ele cumpre o que diz e promete. Deus cuida do seu povo.

Na providência divina, os desígnios de Deus são efetivados para que suas promessas e alianças se cumpram cabalmente.

CONCLUSÃO

Aprendemos, por intermédio da história da rainha Ester, que Deus salva o seu povo quando nos dispomos a orar, jejuar e agir. O Senhor colocou Ester no palácio com um propósito definido. Ele também tem abençoado a sua vida com um objetivo: abençoar os que sofrem e correm risco de morrer. Ester cumpriu a sua missão. Então, deixe que os propósitos divinos cumpram-se em sua vida.

"E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." Romanos 8:28

Fonte:
Lições Bíblicas - O Deus de toda provisão - Esperança e Sabedoria Divina para a Igreja em meio às crises - 4º.trim_2016 CPAD - Comentarista Elienai Cabral
Livro de Apoio - O Deus de toda provisão - Esperança e Sabedoria Divina para a Igreja em meio às crises - 4º.trim_2016 CPAD - Comentarista Elienai Cabral
Revista Ensinador Cristão-nº68
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia de Estudo Defesa da Fé
Dicionário Wycliffe

Sugestão de leitura:
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

As "Ovelhas de Jacó" são vistas em Israel

"E concebiam os rebanhos diante das varas, e as ovelhas davam crias listradas, salpicadas e malhadas." Gênesis 30.39

“Ovelhas de Jacó” são vistas em Israel após mais de 2 mil anos

 Animais serão exibidos em fazenda que deverá atrair turistas

Foram quase três anos de negociações entre os governos de Israel e do Canadá, mas agora as “ovelhas de Jacó” estão de volta a Israel. Acreditava-se que essa raça de ovinos estava extinta, mas graças a fazendeiros judeus do Canadá, voltaram às terras onde rebanhos delas eram comuns até cerca de dois mil anos atrás.

Três aviões fretados transportaram as ovelhas até Israel. Gil e Jenna Lewinsky foram os criadores responsáveis pela operação complexa que as tirou da fazenda canadense onde eram criadas. “A primeira ovelha chegou no dia em que Noé saiu da arca, 28 de Cheshvan, segundo o calendário judaico”, explica Jenna. O calendário ocidental marcava 30 de novembro.

“Foi lindo vê-las caminhar sobre o solo de Israel”, comemorou a fazendeira, que imigrou definitivamente para o Estado judeu três semanas antes do primeiro voo trazer os animais.

As marcas genéticas das ovelhas indicam que elas são naturais do Oriente Médio. Originalmente viviam no território do norte, onde é a Síria moderna, moradia de Labão, ensina a Bíblia. Ao longo dos séculos foram se espalhando e chegaram até o Norte da África.

Consideradas animais diferenciados, alguns exemplares foram levados para zoológicos na América do Norte. Diferentemente de outros ovinos, que apresentam 2 chifres, essas possuem 4 e às vezes até 6.

A raça é conhecida como “ovelhas de Jacó” por causa dos relatos de Gênesis capítulo 30, onde se narra como elas foram multiplicadas por Deus para que Jacó pudesse pagar suas dívidas com o sogro Labão. Elas são as “salpicadas e malhadas”, descritas nas Escrituras.

Os Lewinsky explicam que essas ovelhas não eram vistas em Israel há milhares de anos. Contudo, trazê-las de volta não foi um processo fácil. Foram necessárias muitas conversas do Ministério da Agricultura de Israel com o Ministério do Desenvolvimento Rural e Agência de Inspeção de Alimentos do Canadá.

Gil e Jenna Lewinsky alimentar as ovelhas em sua fazenda em Abbotsford, Vancouver, Canadá,
nesta foto sem data, a partir de 2016. (cortesia Mustard imagem Semente)
Fazenda especial

O porta-voz do Ministério da Agricultura israelense veio à público explicar que o Canadá não está na lista dos países que tem permissão de exportar animais vivos para Israel. Para que esse rebanho viesse, foi necessário negociar “condições especiais, apenas para fins de turismo”. Os custos de transporte ficaram na casa dos 100 mil dólares e o governo israelense pagou a maior parte.

Gil e Jenna pretendem abrir uma fazenda que permitirá a visitação dos animais, embora ainda não tenham conseguido permissão para comprarem terras nas Colinas de Golã, na região fronteiriça com a Síria.

Por enquanto, as ovelhas estão passando por uma “quarentena especial” no sul de Israel, onde aguardam a chegada das últimas ovelhas, são 119 ao todo. Somente no início de 2017 devem estar todas liberadas. Enquanto isso, os Lewinsky procuram um lar permanente para as ovelhas.

ovelhas do Jacob em quarentena no sul de Israel,
em 5 de dezembro de 2016. (cortesia Os Amigos de Jacob Sheep)
A ‘saga’ dessas ovelhas têm recebido atenção mundial, incluindo ampla cobertura da mídia judaica como o Times of Israel e chamando atenção de jornais americanos e europeus. Para muitos esse pode ser um sinal profético, de restauração e prosperidade para os judeus, como foi nos dias de Jacó.

Fonte: GospelPrime 
com informações The Times of Israel 
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Arqueologia - As Cavernas esconderijo durante a Grande Revolta Judaica

Cavernas usadas por judeus que fugiam dos romanos há 2.000 anos são descobertas, em Israel

Sinais mostram que os judeus chegaram a construir locais para banhos, o que leva a pensar que as cavernas tinham sido preparadas para a habitação extensiva.

Cavernas na região da Galieia. (Foto: Haaretz)
Durante pesquisas nas cavernas naturais de calcário na Galileia, cientistas descobriram centenas de grutas nas quais os judeus se esconderam, quando as tropas romanas chegaram, marchando, 2.000 anos atrás, durante a Grande Revolta Judaica (66-70 dC).

Sinais mostram que os judeus chegaram a construir locais para banhos, o que leva a pensar que as cavernas tinham sido preparadas para a habitação extensiva.

Cisternas de água esculpidas nas rochas, bem como jarros, estilhaços de cerâmica, moedas e outros artefatos que datam do século I d.C. foram encontrados em muitos dos abrigos, no penhasco, dizem o Dr. Yinon Shivtiel, do Colégio Acadêmico Safed e Vladimir Boslove, do Centro de Pesquisa da Caverna de Israel. A expedição arqueológica foi financiada pela Fundação 'Safed Academic College Research'.

O historiador judeu Josefo escreveu extensivamente sobre as guerras romano-judaicas. Alguns historiadores têm se perguntado se ele não teria "enfeitado demais" seu papel na liderança do levante judaico, glorificando suas próprias ações. Mas as descobertas das cavernas na Galileia, que foram feitas ao longo de um período de anos, agora dão mais credibilidade a seus relatos.

Comandante Josefo
Pelo menos quando a Grande Revolta Judaica começou, o homem nascido com o nome de 'Yoseph ben Matityahu' (Josefo) estava lutando ao lado dos judeus, comandando as forças rebeldes judaicas na Galileia.

Os rebeldes tripulados (e "desarmados") estavam enfrentando o poder total do exército romano, que por sua vez, era comandado por Vespasiano e seu filho Titus.

Proteger o povo da Galiléia era uma tarefa quase impossível, uma vez que os soldados judeus por ele comandados estavam mal equipados e careciam de experiência de combate. A estratégia defensiva de Josefo consistia em acrescentar muros e fortificar outras cidades e grutas na vizinhança: "Além disso, ele construiu muros sobre as cavernas perto do lago de Gennesar, que ficava na Galiléia Inferior". (572 - 576).

Quatro dos seis assentamentos que o general judeu aparentemente fortificou foram identificados: Tiberias, Arbel, Akhbara e Meron.

"Durante minha pesquisa, ficou claro que os assentamentos mencionados nos escritos de Josefo estavam localizados na proximidade de penhascos íngremes nos quais havia cavernas naturais", disse Shivtiel ao site israelense 'Haaretz'.

Olhando para baixo na cidade de Migdal 
de uma das cavernas dos rochedos em que
 rebeldes judeus escondiam das forças romanas 
durante a Primeira Guerra judaica. 
Credito: Yinon Shavtiel
Uma subida perigosa
Grande parte da Terra de Israel hoje se encontra no fundo do mar pré-histórico, parte do fundo do Mar de Tethys. (É por isso que os andarilhos das colinas encontram conchas fósseis e similares). A rocha encontrada é em grande parte, de calcário. Em todo o território de Israel, as cavernas foram facilmente esculpidas naturalmente a partir das pedras sedimentares de calcário e também pelo homem.

Com base nos escritos de Josefo, o pesquisador Shivtel ficou convencido de que os judeus se escondiam em cavernas naturais no penhasco, quando fugiam das forças romanas que se aproximavam de suas aldeias. Isso pode ter sido um esforço precário, já que pelo menos no fundo, as cavernas só podem ser alcançadas por rapel, subindo com cordas ou escadas altas.

"Qualquer um que buscasse abrigo em lugares difíceis de alcançar devia estar desesperado", afirmou.

Apesar da declaração de Shivtel, um trecho do livro de Josefo "A guerra dos Judeus sobre a astúcia do Rei Herodes" também pode sugerir uma maneira alternativa de entrar nessas cavernas.

Centenas de anos antes, quando o povo da Galiléia se rebelara contra o rei déspota, Herodes contra-atacou e os rebeldes se esconderam dentro de cavernas no Monte Arbel, situadas em penhascos extremamente íngremes que se sobressaem em um vale muito profundo. Assim, Herodes construiu caixas de madeira, que ele encheu de soldados. As caixas foram descidas para as bocas das cavernas do alto das falésias. A maioria das pessoas de dentro das cavernas foi logo assassinada por soldados de Herodes, que incendiaram as cavernas. (Antiguidades, XIV, 413-430, "A Guerra dos Judeus", I. 304-313).

Shivtiel suspeita que isso poderia ser como homens, mulheres e crianças, poderiam ter chegado às cavernas no tempo de Josefo. Talvez seja o que inspirou Josefo em primeiro lugar a esconder as pessoas nas cavernas naturais da Galileia.

Akhbara, um dos locais onde os rebeldes judeus escondiam 2.000 anos atrás a partir de soldados romanos que tinham vindo para acabar com a grande revolta judaica. Credito: Yinon Shavtiel

Fonte: Guiame com informações Haaretz
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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

"Se uma única célula em Marte é 'vida', por que no útero não seria?"

STF aponta que "aborto até o terceiro mês de gestação não é crime"

“Se uma única célula em Marte é ‘vida’, por que no útero não seria?”, questiona Pr. Ariovaldo

Diante da decisão do STF, uma nova discussão sobre o aborto tem ressurgido nas redes sociais.

Na noite da última terça-feira (29/11/2016), o Brasil foi surpreendido com a decisão tomada pela maioria dos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em soltar cinco médicos e funcionários de uma clínica clandestina de abortos.

Todos haviam sido presos em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e agora foram beneficiados por uma decisão do STF, que julga não ser crime a interrupção voluntária da gravidez até o terceiro mês de gestação.

A decisão do STF cria um precedente para que juízes deem sentenças equivalentes em outros processos sobre o aborto, e pode abrir um precedente para o caminho da legalização do aborto cada vez mais ampla no Brasil.

Pastor Ariovaldo Carlos Junior
(Foto: Divulgação)
Diante disso, uma nova discussão sobre o aborto tem ressurgido nas redes sociais. Uma das manifestações contra a prática partiu do pastor Ariovaldo Carlos Junior, idealizador da Bíblia Freestyle.

“Se uma única célula em Marte é "vida", por que no útero de uma mulher não seria?”, questionou o pastor, que é líder da Igreja Manifesto Missões Urbanas, em Uberlândia (MG).
A crítica de Ariovaldo ao aborto já foi compartilhada por mais de 3,6 mil pessoas e recebeu 6,3 mil curtidas no Facebook.

Outra figura cristã que tem usado as redes sociais como plataforma de protesto contra o aborto é a cantora Marcela Taís, que também alcançou milhares de internautas com seu posicionamento — 14 mil pessoas compartilharam a publicação e 6,4 curtiram.

Marcela Taís é cantora, compositora
(Foto: Levi Facó / Guiame)
“‘Não matarás’... E ainda tem político fazendo um minuto de silêncio pela tragédia de Chapecó para arquitetar em seguida uma matança, hipocrisia. Brasil matando ao invés de salvar”, disse ela nesta quarta (30/11/2016) em sua página no Facebook.

“Daí me pergunto, quem anda decidindo isso por nós? Por que somos a maioria e não temos voz? Deus, tenha misericórdia do nosso País. Ou nos levantamos ou iremos pagar pelo sangue de inocentes”, acrescentou a cantora.


"mais uma vez; nosso Brasil foi surpreendido com mais uma notícia surpreendente e até mesmo estarrecedora para os defensores da vida, desde sua concepção."

29/11/2016 - A maioria da primeira turma do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, praticar aborto nos três primeiros meses de gestação não é crime. Votaram dessa forma os Ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Edson Fachin.

Está previsto para o próximo dia 7/12, o Plenário do Supremo julgar a possibilidade de aborto em casos de gestação infectada pelo virus da Zika.

2012 - Lembrando também que, no ano mês de Abril do anos de 2012, após dois dias de debate, o STF decidiu, por 8 votos a favor e 2 contrários, que a interrupção de gravidez no caso de fetos com anencefalia comprovada não é crime. (notícia divulgada em diversos jornais e revistas)


Fonte: Guiame 


DEUS NOS AJUDE!

Sugestão de leitura:

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