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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O Cristão e as Questões Políticas

"Quando os justos florescem, o povo se alegra; quando os ímpios governam, o povo geme." Provérbios 29:2-2

COMO O CRISTÃO DEVE TRATAR AS QUESTÕES POLÍTICAS

INTRODUÇÃO
É grande, profunda e crônica a decepção com os políticos. Uma onda de descrédito com os políticos varre a nação. Somos herdeiros de uma cultura extrativista. Nossos colonizadores vieram para o Brasil com a intenção de tirar proveito. Rui Barbosa alertou para o perigo das ratazanas que mordiam sem piedade o erário público, perdendo a capacidade de se envergonhar com isso. A maioria dos políticos se capitulam a um esquema de corrupção, de vantagens fáceis, de fisiologismo, nepotismo, enriquecimento ilícito, drenando as riquezas da nação, assaltando os cofres públicos e deixando um rombo criminoso nas verbas destinadas a atender às necessidades sociais. As campanhas milionárias já acenam e pavimentam o caminho da corrupção.

O resultado da corrupção, da má administração, do ganância insaciável pelo poder é que somos a oitava economia do mundo, mas temos um povo pobre, com mais de 50 milhões vivendo na pobreza extrema.

Diante desse quatro, muitos evangélicos ficam também desencantados com a política e cometem vários erros, como por exemplo: “Política é pecado”. “Política é coisa do diabo”. “O cristão não deve participar de política”. “O cristão deve ser apolítico”. “Toda pessoa que se envolve com política é corrupta”. “Todo crente que se envolve com política acaba se corrompendo”. “A política é mundana e não serve para os crentes”. “Não adianta fazer coisa alguma; devemos pregar o evangelho e aguardar o retorno do Senhor”.

Outros erros são cometidos: “Irmão sempre vota em irmão”. “Todo crente é um bom político”. “Político evangélico deve lutar apenas pelas causas evangélicas”. “O púlpito transforma-se em palanque político”. “A igreja troca voto por favores”.


Aqui eu Aprendi!
Em dólares, o tamanho da economia brasileira diminuiu em um quarto no ano passado e perdeu o posto de sétima maior do mundo. Dados do IBGE e do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que o tamanho do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu 24,6% na comparação com 2014 quando convertido para a moeda americana. Levando-se em conta as estimativas do Fundo para o valor do PIB de 189 países, o Brasil foi ultrapassado pela Índia e Itália e, agora, passa a ser a nona maior economia do mundoRevista Veja - mar/2016 

Ruy Barbosa de Oliveira
Ruy Barbosa - 05/11/1849 - 01/03/1923

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

“Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam com a outra. Antes se negam, se repulsam mutuamente. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada".


I. A LEGITIMIDADE DA POLÍTICA À LUZ DA PALAVRA DE DEUS
1. “Não se deve pôr em dúvida que o poder civil é uma vocação, não somente santa e legítima diante de Deus, mas também mui sacrossanta e honrosa entre todas as vocações” – Calvino.

2. Rm 13:1-7 – O poder civil é ministro de Deus para promover o bem e coibir o mal. Toda autoridade constituída procede de Deus e deve agir em nome de Deus. Quando ela se desvia pode e deve ser desobedecida e Deus mesmo a julga por sua exorbitância.

3. Homens de Deus exerceram o papel político em momentos críticos da história e foram divisores de água: José, Moisés, Josué, Gideão, Davi, Salomão, Josafá, Ezequias, Josias, Daniel, Neemias. Esses homens exercem o poder público com lisura, honradez e sabedoria.

4. Aristóteles afirma que o homem é um ser político. O homem pode ser apartidário, mas nunca apolítico. Tentar ser apolítico é cair no escapismo.

5. Politicamente podemos classificar as pessoas em:
1) alienadas; 
2) conscientizadas; 
3) engajadas.

II. A POLÍTICA NA HISTÓRICA BÍBLICA
1. No Velho Testamento – Do Patriarcado à Monarquia. Do Reino Unido ao Reino Dividido.

2. No Novo Testamento – Os partidos nos dias de Jesus:
1) Fariseus; 
2) Saduceus; 
3) Herodianos; 
4) Zelotes; 
5) Essênios. 

O ensino social de Jesus (parábola do Samaritano). Jesus confronta Herodes. A doutrina social de Paulo e Tiago.

3. A igreja e a política na Idade Antiga – Os imperadores

4. A igreja e a política no tempo dos Reformadores – A ética social de Calvino

5. A questão da Modernidade e da Pós Modernidade como favor de corrupção dos valores.

6. A supremacia dos valores da Reforma em relação aos padrões romanistas – “Do futuro dos povos católicos.”


III. PRINCÍPIOS DE DEUS QUE DEVEM REGER A POLÍTICA

1. O povo de Deus precisa ter critérios claros na escolha de seus representantes– Dt 17:14-20
Pessoas apontadas por Deus e não pessoas estranhas.

Pessoas que não se dobrem diante da sedução do PODER, SEXO, DINHEIRO.

2. O povo de Deus não deve ser omisso, mas líder na questão da política – Dt 28:13.
A atitude de omissão não corresponde aos princípios de Deus nem à expectativa de Deus.

O cristão preparado está em vantagem para governar – Pv 28:5; 26:1

O cristão não pode associar-se com pessoas inescrupulosas – Sl 94:20; Pv 25:26.

3. O povo de Deus precisa votar em representantes que amem a justiça – Pv 31:8,9.
O povo não está trabalhando em favor do político, mas o político em favor do povo.

O político precisa olhar com especial atenção para os pobres e necessitados, ou seja, precisa ter um política social humana e justa.


IV. O PERFIL DE UM POLÍTICO SEGUNDO OS PRINCÍPIOS DE DEUS

1. Vocação – John Mackay diz a distribuição de vocações é mais importante do que a distribuição de riquezas. Calvino entendia que o poder civil é uma sacrossanta vocação. Há pessoas dotadas e vocacionadas para o poder público. Uma pessoa não está credenciada para ser um bom candidato apenas por ser evangélica. Exemplo: José do Egito – Sempre foi líder em casa, na casa de Potifar, na prisão, no trono.

2. Preparo intelectual – O líder político precisa ser uma pessoa preparada. Ele precisa ter independência para pensar, decidir e lutar pelas causas justas. Ele não pode comer na mão dos outros. Ele não pode ser um refém nas mãos dos espertos. Exemplo: Moisés – Moisés se preparou 80 anos para servir 40. Ele aprendeu a ser alguém nas Universidades do Egito. Ele aprendeu a ser ninguém nos Desertos da Vida. Ele aprendeu que Deus é Todo-Poderoso na liderança do povo.

Aqui eu Aprendi!
Moisés passou:
40 anos pensando que era alguém;
40 anos aprendendo que não era ninguém,
40 anos aprendendo o que Deus pode fazer com alguém”

3. Caráter incorruptível – A maioria dos políticos sucumbem diante do suborno, da corrupção e vendem suas consciências. Há muitos políticos que são ratazanas, sanguessuga. Há muitos políticos que são lobos que devoram o pobre. Há muitos políticos que decretam leis injustas. O político precisa ser honesto e irrepreensível.
Exemplo: Daniel – Ele era sábio. Ele era líder. Ele era incorrupto. Ele era piedoso. Ele não era vingativo. Um exemplo oposto é ABSALÃO. Ele era demagogo e capcioso. Ele furtava o coração das pessoas com falsas promessas.

4. Coragem para se envolver com os problemas mais graves que atingem o povo – O político não pode ser uma pessoa covarde e medrosa. Ele precisa ser ousado. Neemias é o grande exemplo:
1) Ele ousou fazer perguntas; 
2) Ele se viu como resposta de Deus resolver os problemas do seu povo; 
3) Ele agiu com prudência e discernimento; 
4) Ele mobilizou o povo para engajar-se no trabalho com grande tato; 
5) Ele enfrentou os inimigos com prudência. Exemplo: Winston Churchil.

5. Visão – O político precisa ser um homem/mulher de visão. Ele precisa enxergar por sobre os ombros dos gigantes. Ele vê o que ninguém está vendo. Ele tem a visão do passado, do presente e do futuro. Ele antecipa soluções. 
Exemplo: José do Egito, Calvino. Veja Pv 11:14. Ester esteve disposta a morrer pela causa do seu povo.

"Sem diretrizes a nação cai; o que a salva é ter muitos conselheiros." Provérbios 11:14

6. Tino Administrativo – Há políticos que são talhados para o executivo e outros para o legislativo. Colocar uma pessoa que não tem capacidade gerencial para governar é um desastre. 
Exemplo: Neemias – ele revelou capacidade de mobilizar pessoas, resolver problemas, encorajar, e colocar as pessoas certas nos lugares certos para alcançar os melhores resultados.

7. Capacidade de contornar problemas aparentemente insolúveis – O líder é alguém que vislumbra saídas para problemas aparentemente insolúveis. 
Exemplo: Davi 
1) Ele viu a vitória sobre Golias quando todos só olhavam para derrota; 
2) Ele ajuntou 600 homens amargurados de espírito e endividados e fez deles uma tropa de elite; 
3) Ele reanima-se no meio do caos e busca força para reverter situações perdidas 

"Davi ficou profundamente angustiado, pois os homens falavam em apedrejá-lo; todos estavam amargurados por causa de seus filhos e suas filhas. Davi, porém, fortaleceu-se no Senhor seu Deus." 1 Samuel 30:6.

8. Não temer denunciar os erros dos poderosos – Samuel denunciou os pecados de Saul (1 Sm 15:10-19). Natã não se intimidou de denunciar o pecado de Davi. João Batista denunciou Herodes.


CONCLUSÃO

1) Como votar?
Devemos escolher um candidato pela sua vocação, preparo, caráter, compromisso com o povo e propostas: Há coisas básicas: saúde, educação, emprego, segurança, moradia, progresso. Se temos pessoas evangélicas com esse perfil, demos a elas prioridade em nosso voto. Mas seria irresponsabilidade votar numa pessoa apenas por ser evangélica se ela não tem essas credenciais.

2) Como fiscalizar?
A igreja é a consciência do Estado. Ela exerce voz profética. Ela precisa votar e acompanhar e cobrar dos seus representantes posturas dignas, sobretudo nos assuntos de ordem moral e social: casamentos gays, aborto, etc.

3) Como encorajar?
A Bíblia nos ensina a interceder, honrar e obedecer as autoridades constituídas.


por Hernandes Dias Lopes
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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Arqueologia - Descoberta, na Galileia, ruínas de Sinagoga do século 1.

Arqueólogos descobrem ruínas de sinagoga e dizem que achado confirma fatos do Novo Testamento

De tempos em tempos, descobertas arqueológicas são reveladas por pesquisadores e apontadas por especialistas como comprovação dos relatos bíblicos, sejam do Velho,, sejam do Novo Testamento. A mais recente se deu na Galileia.

Uma expedição que atua no sítio arqueológico de Tel Rechesh, próximo ao Monte Tabor, no sul da Galileia, descobriu ruínas de uma sinagoga edificada no primeiro século. A fundação do templo comprova que havia uma atividade religiosa intensa na zona rural daquela região, o que até a descoberta, era algo questionado por estudiosos.

O templo descoberto se diferencia das sinagogas comuns por ser um local dedicado à leitura e pregação, ao invés de sacrifício e culto.

De acordo com informações do Christian Today, o chefe de pesquisas do Instituto Kinneret de Arqueologia, doutor Mottie Aviam, a descoberta é um achado que remonta aos tempos bíblicos de Jesus: “Esta é a primeira sinagoga descoberta na parte rural da Galileia e confirma a informação histórica que temos sobre o Novo Testamento, o qual afirma que Jesus pregou em sinagogas das aldeias da Galileia”, disse.

Dr. Motti Aviam
Aviam acrescentou ainda, em uma entrevista ao portal judeu Ynet News, que a descoberta é “muito importante para os cristãos”, pois reforça os relatos das Escrituras Sagradas, e poderá gerar um novo ponto turístico na Terra Santa para cristãos e os próprios judeus.

Simon Edwards, do centro de apologética Zacharias Trust, comentou a descoberta e comemorou o fato de que a “notícia fascinante” funciona como uma validação da Bíblia Sagrada.

Segundo ele, essa é uma prova de “como a pesquisa apenas reforça a narrativa bíblica”, e pontuou que “achados arqueológicos, como esta descoberta das ruínas de uma sinagoga do século 1, na Galileia, apontam para a realidade que a Bíblia não é apenas uma boa história, também é uma história verdadeira”.

Edwards concluiu dizendo que a cada dia se reforçam as provas de que as Escrituras são um documento histórico: “Um bom motivo para confiar na Bíblia é que ela passa em todos os testes que os historiadores podem fazer em um documento histórico. A correspondência com a evidência arqueológica é apenas um desses testes”.

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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Porque a Bíblia alerta contra Horóscopos?

Porque a Bíblia alerta contra horóscopos? ...Billy Graham responde!

“Deus fez as estrelas (assim como tudo mais no universo), mas as destina a serem um testemunho de Seu poder e glória e não um meio para nos guiar ou prever o futuro”, escreveu o evangelista Billy Graham.

Billy Graham é um dos mais conhecidos evangelistas da atualidade. Aos 97 anos, o pastor continua escrevendo artigos e compartilhando do Evangelho com o apoio de sua equipe ministerial.
(Foto: Associação Evangelística Billy Graham)
Os cristãos devem olhar para Deus, em vez de horóscopos, para buscarem orientação. Este é o conselho do reverendo Billy Graham para aqueles que são atraídos por coisas que pretendem prever o futuro.

Graham, fundador da Associação Evangelística Billy Graham, disse em uma coluna para o Kansas Star City na última quarta-feira (08/06/2016), que embora Deus tenha criado as estrelas e o universo, os crentes em Cristo não devem usar estes elementos cósmicos para sua orientação.

O alerta do evangelista sobre o assunto inclui horóscopos e outros métodos, como a bruxaria, presságios ou magia, como uma fonte de orientação.

“Deus fez as estrelas (assim como tudo mais no universo), mas as destina a serem um testemunho de Seu poder e glória e não um meio para nos guiar ou prever o futuro”, escreveu o líder evangélico.

O pastor batista de 97 anos de idade apontou especificamente para a passagem de Deuteronômio 18.9-13, em que Deus proíbe o Seu povo de olhar para essas, em busca de direcionamento.

“Quando entrarem na terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá, não procurem imitar as coisas repugnantes que as nações de lá praticam. Não permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou dedique-se à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria ou faça encantamentos; que seja médium ou espírita ou que consulte os mortos”.

“O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, o seu Deus, vai expulsar aquelas nações da presença de vocês. Permaneçam inculpáveis perante o Senhor, o seu Deus”, diz a passagem citada por Graham.

Uma das razões pelas quais Deus nos proíbe de usar tais alternativas como a orientação é porque elas são perigosas, enganadoras e não confiáveis. Graham aponta para a história do rei Saul em 1 Samuel 28-31, que pretende consultar uma pessoa morta sobre o seu futuro e, finalmente, comete suicídio.

Em vez disso, Graham conclui a sua mensagem incentivando os cristãos a buscar somente a orientação vinda de Deus.

“Deus nos ama, e sabemos isso porque Ele enviou Seu único Filho, Jesus Cristo, ao mundo para dar a Sua vida pela nossa salvação. Mesmo quando o futuro é incerto, ele pode ser confiável para nos guiar”, diz o líder evangélico.

Graham já havia desacreditado o uso da astrologia anteriormente, dizendo em um post do blog “Minhas Respostas”, do site da Associação Evangelística Billy Graham, que só Deus deve ser a luz a nos guiar.

“[Deus] por si só é o nosso guia, e devemos procurar somente nEle, a sabedoria de que precisamos. Nada mais deve tomar o Seu lugar de direito”, explicou o líder evangélico.

“A Bíblia ensina que não devemos ter nada a ver com as práticas ocultas, incluindo [horóscopos e em astrologia]. Eu sei que talvez você não as olhe desta maneira. Mas é elas são, porque todas envolvem tentativas místicas de prever o futuro (o que Bíblia rejeita)”, acrescentou.

O evangelista também fez referência a Isaías 47.13-14, no qual o profeta zomba aqueles que escolhem a astrologia e colocam acima ou no mesmo nível de Deus.

“Deixe seus astrólogos se apresentarem, aqueles fitadores de estrelas que fazem predições de mês a mês, que eles a salvem daquilo que está vindo sobre você; sem dúvida eles são como restolho, o fogo os consumirá”, diz parte dos versos.

O pregador também encorajou os cristãos a construírem “na verdade da Sua Palavra, a Bíblia, porque só ela é ‘lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho”.

Fonte: Guiame com informações do Christian Post
via Seara News 
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sábado, 20 de agosto de 2016

A Evangelização dos Grupos Religiosos

Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus” Jo 3.5

A Evangelização dos Grupos Religiosos

Um fenômeno que nos traz espanto é o crescimento exponencial da religião num mundo em que a Ciência e a Tecnologia avançam drasticamente. Ora, o sentimento religioso é um elemento intrínseco ao ser humano e, por isso, não sobreviveu nem sobreviverá a concepção de um homem ideal arreligioso. A natureza religiosa do ser humano é inerente à constituição da própria natureza. Ainda que o seu objeto de contemplação seja de natureza meramente material, mas o sentimento, a necessidade e a consciência da existência de algo maior que o ser humano está no âmago do pensamento do homem moderno.

Neste contexto, a Igreja de Cristo se coloca à disposição da sociedade para levar esperança e respostas às pessoas que peregrinam esta existência por descobrir o sentido da vida. Até ocorrer o encontro com Cristo, é comum ouvirmos de irmão o caminho que trilhou por outras religiões até encontrar a pessoa de Jesus e desfrutar do seu amor e da sua paz. Embora não seja muito comum falarmos, mas a verdade que muitas religiões escravizam e esmagam a consciência e a liberdade da pessoa humana neste aspecto, o cristianismo não está a salvo, pois a história mostra que houve tempos sombrios, onde se perseguiu e matou em nome de Deus.

Portanto, precisamos de alguns cuidados:
1. Tratar a religião do outro com o devido respeito. Nosso senhor não tratou a mulher samaritana de maneira grosseira, nem deixou de atender o clamor da mulher sírio-finícia. Ambas as mulheres, por certos, adoravam outros deuses e praticavam uma religião que, do ponto de vista das Escrituras, não dignificavam o ser humano. Mas com todo carinho e amor, Cristo Jesus se pôs a falar com essas mulheres de maneira respeitosa e amorosa.

2. Não detratar a religião alheia. Não é fazendo “guerra santa” que pessoas crerão no Senhor. É constrangedor quando sabemos de casos de completa falta de sabedoria e bom senso, em que o anunciante da Palavra põe-se a agredir a religião alheia. É importante ressaltar que, da mesma forma que nos sentiríamos ultrajados se alguém entrasse em nosso prédio e quebrasse o púlpito à machadadas, igualmente o mesmo sentimento se passa na mente e no coração do adepto de determinada religião em que vê o seu símbolo sendo maltratado. A atitude de “guerra” e agressividade nada tem haver com o nosso Senhor e o seu método de propagar o Evangelho e o Reino de Deus. (Revista Ensinador Cristão nº67 - pg.40)

Leitura Bíblica: João 3.1-16

Introdução
Embora estejamos num século indiferente a Deus, o ser humano nunca se acercou de tantos ídolos, mitos e divindades. Até mesmo os ateus aferram-se aos seus deuses, pois temem não o porvir, mas o presente. Os que se opõem a Jesus incensam falsos messias e salvadores. Quanto aos irreligiosos, o que diremos? Têm eles as suas religiões, nas quais buscam refugiar-se nas tempestades da vida. Infere-se, de todo esse quadro, que o homem moderno continua a ser o mesmo homo religiosus descoberto pela antropologia nas sociedades tidas como primitivas e atrasadas.

O homem, por sua vocação, jamais deixará de ser religioso. Que o digam os santuários, capelas e templos espalhados pela cidade e encravados no campo. Por essa razão, o evangelista há de preparar-se, a fim de expor a mensagem da cruz até mesmo aos que, presumindo-se evangélicos, jamais experimentaram o poder do evangelho. Somente Jesus Cristo conduz à verdadeira religião.

I. RELIGIÃO, NECESSIDADE OU INVENÇÃO
Afinal, o que é a religião? Invenção divina? Ou necessidade humana?

Se partirmos do pressuposto de que Deus, como o Criador de todas as coisas, nada precisa inventar, concluiremos que a verdadeira religião não é invencionice divina, mas a expressão máxima do amor que levou o Pai Celeste a enviar o Filho a morrer em nosso lugar. O homem, porém, ao afastar-se de Deus, endeusou-se, e pôs-se a inventar as mais absurdas seitas e as mais esdrúxulas religiões.

1. Religião, religar ou reler. A palavra hebraica traduzida ao português como “religião” é avodháh, que, entre outras coisas, significa trabalho e adoração. Se formos ao grego do Novo Testamento, constataremos que o termo thrêskeia, usado por Tiago, não traz a ideia de uma religião meramente formal, mas evoca a adoração que Deus requer de cada um de nós (Tg 1.26). A religião, portanto, não deve circunscrever-se à liturgia, mas ampliar-se no serviço que a criatura tem de prestar continuamente ao Criador. É por isso que, no inglês, a palavra “culto” é traduzida pelo vocábulo Service.

Examinemos agora o mesmo termo em latim. O vocábulo religio é interpretado de duas formas que, embora distintas, são harmônicas. Buscando o étimo exato do referido termo, o orador romano Marco Túlio Cícero (106-43 a.C.) explica que religio provém do verbo latino relegere, que ostenta este significado: reler.

Mas que leitura deve o homem retomar?
Sem dúvida, daquilo que Deus nos inscreveu na alma, para que jamais o esquecêssemos. Não é uma explicação despropositada, pois ainda que mortal, a criatura traz no espírito a eternidade do Criador. Ouçamos o sábio de Israel: “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim” (Ec 3.11).

Sem a eternidade que nos vai na alma, a religião seria impossível. Mas, posto que lá se encontre, insta-nos a deixar o tempo para comungarmos com o Eterno. Eis por que Cícero, apesar de desconhecer os profetas hebreus, interpretou tão bem o significado da religião. Todas as vezes que lemos o que Deus nos escreveu no coração, somos tomados de um almejo muito grande por sua companhia.

Agostinho (354-430) dá outra interpretação à palavra religio. No entender do grande doutor da Igreja Cristã, o termo não significa propriamente reler, mas religar. Essencialmente, porém, não há diferenças substanciais entre a sua acepção e a de Cícero, porque ambas remetem-nos ao encontro pessoal que a criatura almeja ter com o Criador. Conclui-se, pois, que a religião verdadeira é serviço, adoração, releitura da alma e um religar entre a criatura e o Criador. Mas tudo isso só é possível por intermédio de Jesus Cristo, o único medianeiro entre o homem e Deus, porquanto Ele é Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus.

2. Religião, necessidade universal. Ao chegar a Atenas, deparou-se Paulo com uma metrópole entregue aos ídolos e aprisionada à idolatria. Naquela cidade, era mais fácil encontrar um deus do que um homem. Em todas as esquinas, havia um nicho; em cada praça, um santuário; em cada logradouro, um templo. O apóstolo observou também que, entre todos aqueles altares, havia um consagrado ao Deus Desconhecido.
Tendo como ponto de partida aquele insólito objeto de culto, Paulo utilizou-o, a fim de mostrar aos filósofos epicureus e estoicos as bases da verdadeira religião. Ele deixou-lhes bem claro que o sentimento religioso, que é universal, deve ser centrado apenas no Deus Único e Verdadeiro. Ouçamos o apóstolo:

Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos; porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: Ao Deus Desconhecido. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração. Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos. (At 17.22-31, ARA)

Esse belíssimo discurso, que em nada fica a dever aos mais celebrados oradores gregos e latinos, faz um resumo do verdadeiro conhecimento divino e da finalidade da religião. O apóstolo, sem condenar diretamente a religião da Grécia, mostra indiretamente a supremacia da religião de Israel que, fundamentada na pessoa de Cristo, é tão única e verdadeira quanto Verdadeiro e Único é Deus.

Conclui-se, pois, que o anseio religioso é universal. Não há povo, nação ou raça que viva à parte de cultos e devoções. Tal anseio, porém, tem de ser carreado a Deus, e não aos ídolos e aos demônios, pois o Senhor não partilha sua glória com ninguém.

3. Religião, separação e invenção. Deus não apenas é o criador da verdadeira religião, mas a verdadeira religião em si. Toda a nossa adoração, serviço e culto devem ter, como alvo supremo, glorificar-lhe o nome. Por isso, Ele ordena ao seu povo, Israel, no preâmbulo dos Dez Mandamentos:

Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. (Êx 20.2-5, ARA)

Mas o homem, descumprindo as ordenanças divinas, inventou, a partir de si e para si, as mais estúpidas e abomináveis religiões, conforme Paulo escreve aos romanos:

A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. (Rm 1.18.27, ARA)

Nessa passagem, Paulo mostra como evoluiu a religião humana. Ao ignorar o Criador, os gentios puseram-se a adorar a criação. E, de forma abominável, rebaixaram-se a servir à madeira, à pedra e ao metal. Havia deuses inclusive de ouro, como aquela imensa estátua erguida por Nabucodonosor. Como um abismo sempre chama outro abismo, eis que as gentes, principalmente as cananeias, lançaram-se aos atos mais hediondos. Os adoradores de Baal-Peor despojavam-se na permissividade. Quanto aos devotos de Moloque, não se conformando em incensar o horrível ídolo com as práticas mais licenciosas, punham-se a queimar seus filhinhos, a fim de aplacar a ira daquele deus tão assassino quanto seus adoradores.

II. MITOS SOBRE A RELIGIÃO
Sendo o homem um ser religioso, vem ele cristalizando, ao longo de sua romaria espiritual, alguns mitos em torno da religião. Tais mitos, na verdade, não passam de subterfúgios, que o levam a esconder-se da face divina. Isso significa que, frente à nossa vocação religiosa, há tão somente duas alternativas: ou adoramos ao Deus Único e Verdadeiro ou não o adoramos. Se não o adoramos, a quem estamos cultuando? A nós mesmos ou a Satanás?

1. Mito um: todas as religiões são boas. Se há tão somente duas religiões, como podemos afirmar que todas as religiões são boas. Como já dissemos, ou servimos a Deus, ou prestamos cultos a nós mesmos e a Satanás. Mas partamos do princípio de que todas as religiões são boas. Vejamos, por exemplo, o caso de Moloque. Em sua adoração, os amonitas queimavam suas criancinhas (Lv 18.21; Jr 32.35). E, no culto a Baal-Peor, divindade venerada por midianitas e moabitas, os desregramentos sexuais não tinham limites (Os 9.10). Em consequência desses cultos vergonhosos, o Senhor castigou severamente a Israel (Nm 25; Jr 32.35). Vê-se, pois, que nem todas as religiões são boas.

Levemos em conta, também, o islamismo que, para expandir-se, apregoa uma guerra tida como santa. Aos olhos dos radicais, todos os povos, acreditando ou não em suas narrativas e proposições, têm de se curvar a Maomé. Tal religião não pode ser boa, pois se impõe pelo terror e pelo medo. Sei que não devo generalizar, mas o Estado Islâmico é o resultado do livro que, em nenhum momento, declara que Deus é amor. Aqui, devemos incluir o cristianismo sem Cristo da igreja católica de Urbano II, que, na recaptura de Jerusalém, derramou muito sangue inocente.

2. Mito dois: todas as religiões levam a Deus. Com base nos casos mencionados nos tópicos anteriores, como podemos alegar que todas as religiões levam a Deus?
No tempo de Paulo, a civilização greco-latina dava-se ao culto aos demônios (1 Co 10.20,21). Hoje, não é diferente. Muitos são os que sacrificam animais e víveres aos ídolos. E, nos últimos dias, a humanidade adorará a Besta, o Falso Profeta e o Dragão (Ap 13.4). Tais religiões não conduzem o homem a Deus, mas ao Diabo. Não nos esqueçamos daqueles que, declaradamente, prestam culto a Satanás.

3. Mito três: nenhuma religião é verdadeira. Conforme já vimos, a Bíblia declara que existe, sim, uma religião verdadeira que é descrita, por Tiago, como pura e imaculada (Tg 1.27). Por conseguinte, não podemos nivelar, por baixo, a religião que nos foi concedida pelo Senhor por meio de seus santos profetas e apóstolos.
A religião verdadeira é a revelação que Deus fez de si mesmo através das Escrituras Sagradas, para que o adoremos como o Único e Verdadeiro Senhor, e ao seu Unigênito, Jesus Cristo, como o nosso Único e Suficiente Salvador. Em sua oração sacerdotal, o Senhor Jesus descreve a verdadeira religião (Jo 17).
Já não resta dúvida alguma. Há somente duas religiões: a divina e a não divina. Logo, é a nossa obrigação pregar a Cristo aos religiosos, mesmo que estes sejam rotulados, às vezes, de evangélicos.

4. Mito quatro: há muitas religiões. Do que acima dissemos, concluímos haver apenas duas religiões: a divina e a não divina. A primeira é descrita por Tiago como sendo pura e imaculada, pois, além de reconhecer a Deus como o Pai dos que recebem Jesus Cristo, traduz-se por obras meritórias e boas como evidências de uma fé verdadeira e santa (Tg 1.27).
Por conseguinte, o apóstolo denota existirem apenas duas religiões: a imaculada e pura e a impura e maculada. A primeira é a religião dos patriarcas, dos profetas e dos apóstolos, tendo como fundamento a encarnação, a morte vicária e a ressurreição do Filho de Deus. Quanto à segunda, é a religião que, tendo como alicerce a mentira que Satanás contou primeiro a si mesmo e, depois, a nossos pais, no Éden, vem desdobrando-se em seitas que, rapidamente, ganham foros de religião.
Diante de nossa responsabilidade espiritual, enfatizo, existem apenas duas alternativas: ou adoramos a Deus, que é a religião pura e imaculada; ou adoramos a nós mesmos e ao Diabo, que é a religião impura e maculada pela mentira, pelo pecado e por uma rebelião interminável contra o Deus Único e Verdadeiro.

III. COMO EVANGELIZAR OS RELIGIOSOS
Tendo como exemplo a ação evangelística de Jesus, vejamos como expor o Evangelho aos religiosos.

1. Não discuta religião. Ao receber Nicodemos, na calada da noite, o Senhor Jesus não perdeu tempo discutindo os erros e desacertos do judaísmo daquele tempo. De forma direta e incisiva, falou àquele príncipe judaico sobre o novo nascimento (Jo 3.3). Sua estratégia foi certeira. Mais tarde, Nicodemos apresenta-se voluntariamente como discípulo do Salvador (Jo 7.50; 19.39).
Em vez de contender com os religiosos, exponhamos-lhes que Cristo é a única solução à humanidade caída e carente da glória de Deus.

2. Não deprecie religião alguma. Em seu encontro com a mulher samaritana, Jesus não depreciou a religião de Samaria, nem sublimou a de Israel, mas ofereceu-lhe prontamente a água da vida (Jo 4.10). A partir da conversão daquela religiosa, houve um grande avivamento na cidade, repercutindo pentecostalmente em Atos (At 8.5-14).
Se depreciarmos a religião alheia, não teremos tempo para falar de Cristo, pois a evangelização exige ações rápidas e efetivas.

3. Mostre a verdadeira religião. Sem ofender a religiosidade de seus ouvintes, mostre, em Jesus Cristo, a verdadeira religião. Foi o que Paulo fez em Atenas. Tendo como ponto de partida o altar ao Deus Desconhecido, anunciou-lhes Cristo como o único caminho que salva o pobre e miserável pecador (At 17.26-34).
Se agirmos assim, teremos êxito na evangelização dos católicos, espíritas, judeus, muçulmanos, ateus e desviados.

IV. ATEU, SIM, GRAÇAS A DEUS
Como evangelizar alguém que diz não acreditar em Deus? Antes de tudo, não percamos tempo em provar-lhe a existência do Criador, pois não há criatura moral que ignore a presença divina na criação. Por isso, adotaremos os seguintes passos na evangelização de um ateu.

1. Fale de Cristo, em primeiro lugar. O problema do ateu não é a descrença na existência de Deus, mas a sua crença em Jesus Cristo. Via de regra, quem se deixa enganar pelo ateísmo destaca Jesus como um líder religioso, mas o ignora como o fundamento da verdadeira religião. Por esse motivo, proclame Jesus, logo de início, como a única esperança que tem o homem neste mundo. Evite discussões acadêmicas, pois tais esterilidades jamais levarão o incrédulo aos pés de Cristo.
Se bem evangelizado, o ateu saberá que está em perigo. Conscientize-o, então, de que a sua descrença quanto à existência de Deus não o livrará do Juízo Final. Seja direto e claro na exposição da mensagem da cruz.

2. Veja o ateu como alguém que precisa de Cristo. Na evangelização de um ateu, temos a tendência de olhá-lo como um pecador diferenciado, em razão de sua loquacidade. Na verdade, trata-se de um pecador como os demais. Seu aparente intelectualismo é um verniz tão fino, que não resiste ao primeiro golpe da espada do Espírito. Mesmo que não venha a converter-se, a marca do evangelho tornar-se-á indelével em sua alma.
Não nos preocupemos em fazer-lhe a apologia da existência divina, porquanto o evangelho, em si, já demonstra cabalmente a realidade de um Deus bom, justo e amoroso; a verdade quanto ao pecado e à condenação do pecador; a eficácia da obra de Cristo; e o destino dos que rejeitam o Filho de Deus. Logo, seja amoroso, mas firme, na exposição da mensagem da cruz.

V. CATÓLICOS, CRISTÃOS À PROCURA DO CRISTIANISMO
Embora nominalmente cristãos, os católicos acham-se presos à idolatria, ao misticismo e, boa parte deles, a um perigoso sincretismo. Por isso, em sua evangelização, não ofenda Maria, nem os santos venerados por eles. Evite apontar a igreja evangélica como superior à católica. Antes, exponha-lhes Jesus como o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6; Hb 13.8).
Na evangelização de um católico, observe os seguintes pontos.

1. Apresente Jesus como o único mediador entre Deus e os homens. Se soubermos como expor-lhe Jesus como o único medianeiro entre o pecador e o Deus amoroso, porém justo, nem precisaremos falar sobre a inutilidade dos ídolos (1 Co 8.4). Mostre-lhe que o Filho é o único caminho que nos leva ao Pai.
No entanto, se o seu interlocutor arguir-lhe a respeito da idolatria, não busque uma resposta socialmente correta; seja verdadeiro. No ato da evangelização, a verdade é o diferencial entre a salvação e a perdição de uma alma.

2. Não fale mal de Maria, mãe de Jesus. Por mais de quatrocentos anos, Maria foi vista pelos cristãos como a Bíblia no-la apresenta: serva de Deus e mãe de Jesus Cristo. Fugindo à divinização, ela se confessa necessitada do Salvador, que trazia no ventre (Lc 1.46-56). Por ela, Jesus também morreu. Portanto, se lhe fôssemos escrever a biografia, usaríamos apenas nove palavras: Maria foi a cristã mais exemplar da História Sagrada.
A partir do quinto século, a imperatriz consorte do Império Romano do Oriente dá início ao culto mariolátrico, que viria comprometer a teologia de boa parte da cristandade. Élia Pulquéria muito se empenhou para que Maria fosse reconhecida como Theotokos. Em grego, a expressão significa mãe de Deus. Por meio desse subterfúgio, guindava-se Maria a uma posição superior a do próprio Deus.
Desde então, o culto de Maria toma conta da igreja católica e até do islamismo. Aliás, Maria é mais citada no Corão do que em o Novo Testamento. Por esse motivo, na evangelização de um católico, não ofenda a mãe de Jesus que, por sinal, foi salva como também o fomos. Antes mostre o Filho de Maria como o único mediador entre Deus e os homens. Para os católicos, Maria é mãe; para nós, uma irmã em Cristo que, no arrebatamento da Igreja, experimentará os poderes da ressurreição.

3. Não apresente a igreja evangélica como superior à católica. Lembre-se, não estamos promovendo uma guerra religiosa, mas falando do amor de Cristo a um grupo que, embora se declare cristão, está longe do verdadeiro Cristo. Por isso mesmo, não mostre a igreja evangélica como se fora superior à católica. Mas não deixe de convidar os adeptos do romanismo a visitar a sua igreja.

VI. ESPIRITAS, A ETERNIDADE PRESA NO TEMPO
Na evangelização dos espíritas e dos adeptos dos cultos afros, não os ofenda, dizendo que tais religiões são demoníacas e inspiradas por Satanás. Mas, com amor e sabedoria, convença-os, pela Bíblia, de que aos homens está ordenado morrerem uma única vez, e que o sacrifício de Jesus Cristo é suficiente para levar-nos ao Pai (Hb 9.27; 1 Pe 3.18). Considere, ainda, estes pontos:

1. Valorize a fé, mas não desqualifique as boas obras. O espiritismo notabiliza-se por entidades filantrópicas por todo o Brasil. Por isso, quando formos evangelizar um de seus adeptos, sejamos prudentes ao falar-lhe sobre a salvação pela fé. Mostre-lhe que as obras, em si, são insuficientes para salvar-nos. Acrescente, porém, que, pela fé em Jesus Cristo, fomos chamados às boas obras, pois estas evidenciam a confiança que depositamos em Deus.
Evite discussões e contendas, pois estas nos afastam de nosso verdadeiro alvo: levar o evangelho de Cristo a todos, em todo tempo e lugar, por todos os meios.

2. Não ofenda as religiões espíritas e africanas. Todos sabemos que tanto o espiritismo quanto os cultos afros não provém de Deus. Seus adeptos, porém, não o sabem. Por isso, não devemos desmerecer-lhes as crenças, dizendo que eles servem aos demônios. Se formos habilidosos na exposição da Palavra Deus, eles não demorarão a concluir o óbvio.

3. Não tenha medo dos espíritas e dos adeptos dos cultos afros. Há crentes que, apesar de já haverem experimentado os poderes do mundo vindouro, ainda demonstram um pavor injustificado quanto às práticas espíritas e aos cultos afros. Tal medo, porém, impede-nos de evangelizar os discípulos de Alan Kardec e os herdeiros da mitologia africana que, em nosso país, espalham-se de norte a sul. Por esse motivo, deixemos de lado esses temores, e, com amor e prudência, falemos de Cristo a todos, sem marginalizar este ou aquele grupo.
Respeitosamente, mas de maneira clara, objetiva e bíblica, levemos a mensagem da cruz a esses grupos religiosos que, supondo adorarem a Deus, afastam-se cada vez mais do Amado Senhor.

VII. MUÇULMANOS, UMA SEITA QUE SE FEZ RELIGIÃO
Aquele meteorito poderia ter caído na Pérsia, no Japão ou em Jacarepaguá, onde moro. Ironicamente, veio a chocar-se no chão extremoso e quente de Meca. O evento causou muita estranheza e temor. Aturdidos, indagavam os filhos de Ismael: “O que é isso? Um mimo dos deuses? Mas de qual deles?”. Pois, na cidade, sobravam deuses e faltava gente. Ao todo, 360. Um para cada dia do ano lunar. Havia inclusive um altar a Al-Ilah, o Deus Desconhecido dos árabes.
Como ninguém sabia de qual deus proviera a tal rocha, se deste, se daquele, os moradores de Meca houveram por bem venerar a todos. Em redor do sidéreo, ergueram um nicho para cada um de seus deuses. Imaginavam eles que, desse jeito, não haveria ciúme, nem desavença no panteão. Parece que o arranjo deu certo.

1. A displicência cristã ante o fenômeno muçulmano. Os cristãos de Meca nenhuma importância deram ao fenômeno. Afinal, não era a primeira vez que um meteorito despencava do céu. Se houvesse, porém, algum discernimento entre aqueles crentes, todo o sistema idolátrico de Meca teria vindo ao chão. Infelizmente, tinham eles outras prioridades.
Se os leigos nada fizeram, onde estavam os teólogos? Enquanto os árabes definiam-se religiosamente, os doutores da igreja ainda se achavam indefinidos quanto à natureza de Cristo. Atentemos a um fato curioso e prosaico. Foi entre os dois concílios eclesiásticos, que tiveram por sede a capital do Império Bizantino, que o Islã foi semeado, florescendo rapidamente pelo Oriente Médio, até frutificar às portas de Bizâncio.

2. O descaso dos concílios. No Segundo Concílio de Constantinopla, reunido em 553, os teólogos mais destacados da Igreja condenaram a doutrina de Orígenes e os escritos de Nestório. Só não condenaram a própria inércia. Virgílio, apesar de sua proeminência, nenhuma atenção deu à evangelização daqueles gentios. Ele bem que poderia ter sugerido o envio de missionários à Península Arábica. E, dessa forma, evitar que o Islã achasse um berço tão promissor. Maomé ainda não era nascido; a religiosidade de Ismael, porém, já havia sido dada à luz.
Passados 127 anos, os chefes da Igreja voltam a reunir-se em Constantinopla. A essas alturas, o islamismo já fronteirava a sé cristã do Oriente. Mais uma vez, nenhuma menção é feita ao novo e incontrolável fenômeno religioso. A impressão que se tem é que aqueles teólogos, apesar de sua proverbial erudição, viviam à margem da história. Solenemente congregados, limitaram-se a dogmatizar as duas naturezas de Cristo, e a condenar o monotelismo. Que a medida fosse urgente, não se discute. Discutível era a sua postura missionária, pois a verdadeira teologia sempre resulta na salvação de almas.
Agatão, a figura de proa desse concílio, nada fez para evangelizar os árabes. Antes, desperdiçou o seu pontificado em amenidades. Aparou as farpas do clero inglês, elevou o bispado da Irlanda, fortaleceu o papado, entre outras fatuidades. O Taumaturgo, como era conhecido, pouca importância deu à obra missionária.

3. A expansão do Islã. Se os teólogos cristãos ainda se debatiam quanto à dupla natureza de Cristo, os árabes já não tinham qualquer dúvida sobre os dogmas do Islã. Para eles, Maomé já era um profeta maior que Jesus. Dessa forma, o meteorito, que poderia ter servido de contato para se apregoar o evangelho às tribos ismaelitas, converteu-se numa pedra de tropeço para o cristianismo.
De Meca, o astuto Maomé arrancou os nichos de todos os deuses, inclusive do Deus desconhecido. Jeitosamente, plasmou Al-Ilah à sua imagem e semelhança, dando-lhe a alcunha de Alá. Quanto ao meteorito, em vez de ir parar num museu de história natural, ei-lo na Kaabah, o maior centro da peregrinação islâmica.
Em Atenas, deparara-se Paulo com uma situação semelhante. Havia, ali, um retiro para cada divindade do Olimpo e um altar consagrado ao Deus Desconhecido. A partir desse elo, o apóstolo acorrenta os gregos com o evangelho de Cristo. Nem os filósofos deixaram de ouvir a proclamação da Palavra de Deus. Paulo soube como fazer teologia entre os que se agarravam à mitologia.

4. A dormência da academia evangélica. O que muitos acadêmicos evangélicos fazem, hoje, não é a teologia salvadora. Reúnem-se para discutir temas periféricos, que nenhuma edificação trazem. O problema agrava-se quando se ajuntam, a fim de realçar suas posições doutrinárias. Nesses encontros, que mais parecem uma Babel e em nada lembram o Cenáculo, os evangelistas não têm vez, nem voz. Enquanto isso, as forças do mal vão a galope conquistando terrenos que antes pertenciam à Igreja de Cristo.
Conta-se que, enquanto os comunistas tomavam a Rússia, o clero ortodoxo discutia a indumentária de seus padres. Entretidos, não oraram pela nação, não expuseram o evangelho, nem se congregaram em vigília. Veio, então, o comunismo, levando muitos padres, rabinos e pastores à morte. Diante do martírio, viram-se eles constrangidos a reconhecer a veleidade de seus concílios.

5. O triste exemplo de Bizâncio. Não podemos agir como Bizâncio. Em suas digressões teológicas, veio a ignorar as almas que, diariamente, despencavam no inferno. Para o clero bizantino, a mensagem da cruz nenhum valor tinha. O resultado não poderia ter sido mais trágico. No ano de 1453, os turcos otomanos, empunhando a bandeira do Islã, entram em Constantinopla e subjugam a cidade que abrigara concelhos, mas que já não tinha conselho algum aos fiéis. Hoje, as paredes da Igreja de Santa Sofia expõem a vaidade de um clero que, diante do clamor do mundo, ainda se digladiava quanto à cristologia simples, porém eficaz do Novo Testamento. Sim, algo tão singelo que qualquer criança da Escola Dominical define com mestria e largueza.
Quando não pregamos, as pedras clamam. E, às vezes, de forma violenta.

6. Cristo aos refugiados muçulmanos. Enquanto escrevo estas linhas (22 de março de 2016), recebo a notícia de que a Europa acaba de sofrer mais um ataque do Estado Islâmico. Segundo as últimas notícias, homens-bombas explodiram-se no aeroporto de Bruxelas, matando e ferindo indistintamente adultos e crianças.
Ao mesmo tempo, continuam a chegar, aos países europeus, refugiados da Síria, do Iraque, do Paquistão e da Líbia. São milhares de pessoas despojadas de sua nacionalidade, cultura, língua e lar. E, como a maioria delas é muçulmana, passam a ser vistas com suspeição onde, depois de muito esperar, talvez encontrem algum refúgio.
No Brasil, principalmente em São Paulo, o número de refugiados muçulmanos não é pequeno. Por isso, temos de vê-los como um campo missionário que veio até nós. Se agirmos com amor e oportunidade, haveremos de ganhar muitos desses exilados para Cristo. E, mais tarde, voltarão eles aos seus países de origem como missionários. O momento não pode ser desperdiçado. Os muçulmanos necessitam tanto de Cristo como os religiosos de outros grupos e etnias.

VIII. EVANGÉLICOS SEM O EVANGELHO DE CRISTO
É chegado o momento de evangelizarmos um grupo que, embora se identifique como evangélico, acha-se, por um lado, distanciado do evangelho; e, por outro, distante do verdadeiro evangelho. Refiro-me aos desviados, aos desigrejados e aos que frequentam a maioria das igrejas que, de evangélicas, têm apenas o rótulo.

1. Desviados, ovelhas que se desgarram de seu pastor. Boa parte dos evangélicos que, pejorativamente, chamamos de desviados, jamais foram integrados plenamente à igreja visível. No ato de sua conversão, foram recebidos imediatamente pela Igreja Invisível. E, invisíveis, permaneceram entre nós à espera de uma inclusão que não veio. Por isso, deixaram o “nosso rebanho”, a fim de se agregarem a outros apriscos.
Sim, já é hora de buscarmos a centésima ovelha que, a essas alturas, já deve ser a milionésima, pois, todos os dias, milhares de preciosas almas deixam nossos redis, e não o percebemos. Cristo as ganha; nós as perdemos.

2. Desigrejados, ovelhas que não querem um pastor. Cresce o número de evangélicos que, apesar de amarem a Cristo, vieram a desamar a igreja local. São pessoas que se decepcionaram com o lado visível do povo de Deus. Não é fácil contatá-las, nem trazê-las de volta ao redil. Todavia, não podemos deixá-las sem o calor de nossa comunhão, pois, com o tempo, esfriar-se-ão na fé.
Dediquemos atenção e tempo a essas ovelhas que, amando o Bom Pastor, ainda não aprenderam a amar-lhe o rebanho. Se as convidarmos a estar conosco, em breve hão de desfrutar de nossa afeição. Não será difícil encontrá-las; seus nomes acham-se nos róis de nossas igrejas.

3. Evangélicos sem o evangelho, ovelhas sem pastor. As igrejas evangélicas midiáticas acabaram por gerar um tipo de crente vazio de Cristo, mas cheio de fórmulas mágicas. Doutrinado a contribuir em busca de um favor divino, apega-se ao terreno, como se a sua vida fora perpetuar-se no tempo, sem nenhuma perspectiva da eternidade.
Desprovidos do evangelho, os tais evangélicos são tão idólatras quanto os católicos. Se estes têm os seus santos, aqueles santificam de tal forma os seus estimados e infalíveis líderes, que os colocam acima do próprio Deus. Sem esboçar a mínima reação, são submetidos a uma lavagem cerebral que, num primeiro momento, despoja-os de seus bens; num segundo, de sua vontade; e, num terceiro, da própria alma. Além dessa idolatria, essas ovelhinhas são sincréticas em sua boa fé. Em vez de atuarem como o sal da terra, contentam-se elas com o sal grosso vendido a preço de ouro.
Recuando às práticas mais trevosas e medievais, os evangélicos nominais praticam uma fé alicerçada em fórmulas mágicas, relíquias e indulgências. Para eles, a fé não é apenas um ópio, mas uma droga que os mantém afastados da realidade divina e alienados quanto à verdadeira fé.
É hora de evangelizarmos os que, dizendo-se crentes, ainda não creem como devem crer; identificando-se como salvos, ainda não experimentaram a alegria da salvação em Cristo; presumindo-se nascidos de novo, sequer foram gerados pelo Espírito; e, achando-se pentecostais, perdem-se num perigoso e nefasto misticismo. A esses, pois, apregoemos que Jesus, e tão somente Jesus, salva, batiza com o Espírito Santo, cura as enfermidades e que, em breve, há de voltar para levar-nos a estar com Ele para sempre.

Conclusão
Aproveitemos, pois, as oportunidades. Anunciemos a Cristo a tempo e fora de tempo. Ao nosso redor, há muitos pontos de contato que podem ser aproveitados para falarmos do amor de Deus ao vizinho, ao colega de trabalho, ao companheiro de estudos e ao transeunte que, atribulado e sem direção, perambula por nossas ruas.
Se proclamarmos o evangelho conforme o Senhor nos ordena, em breve alcançaremos os confins da Terra com a mensagem de salvação. Cristo, a Rocha Eterna que desceu do céu para fazer-nos subir ao Pai.
Deixemos bem claro, principalmente aos que se dizem religiosos, que somente o Senhor Jesus, o autor e fundamento da verdadeira religião, é que pode salvar-nos da perdição eterna.


SUBSÍDIO APOLOGÉTICO
O "cristianismo é mais do que uma religião sobre Jesus. Para sermos mais exatos, diz respeito ao relacionamento com Jesus, a quem Deus enviou à terra para salvar a humanidade da morte espiritual. Esse é o coração e a alma do cristianismo. É por essa razão que o cristianismo fica separado de qualquer seita, religião ou sistema de crenças no mundo. Um cristão é aquele acredita e aceita as afirmações de Jesus.

Jesus afirma ser Deus em forma humana. Jesus não disse que era como Deus. Ele disse que era Deus (Jo 10.30). As pessoas ao redor de Jesus sabiam exatamente o que Ele queria dizer. Seus inimigos compreenderam essa afirmação e procuravam matá-lo por essa razão (Jo 5.18). Os seguidores de Jesus também compreenderam essa afirmação e estavam dispostos a morrer por ela. O apóstolo Paulo escreveu: 'Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade' (Cl 2.9).  (BRUCE, Bickel; JANTZ, Stan. Guia de Seitas e Religiões: Uma visão panorâmica. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 33).


Fonte:
Lições Bíblicas - O Desafio da Evangelização - 3º.trim_2016 CPAD - Comentarista Claudionor de Andrade
Livro de Apoio - O Desafio da Evangelização - Obedecendo ao Ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda a criatura - Comentarista Claudionor de Andrade
Revista Ensinador Cristão-nº67
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia de Estudo Defesa da Fé
Dicionário Bíblico Wycliffe
Aqui eu Aprendi!
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