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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Fidelidade, Firmes na Fé

Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo” 2Tm 2.13

A lição nove aborda sobre a oposição entre fidelidade x idolatria e heresia. O tema é bem contemporâneo, pois nunca estivemos diante de tantas invencionices em nome da pessoa do Senhor Jesus. São doutrinas, estratégias evangelísticas e músicas que nada têm a ver com o Evangelho do nosso Salvador. Por isso, é importante compreendermos bem o primeiro termo de nossa lição: fidelidade.

O significado da palavra fidelidade, conforme se encontra na epístola de Paulo aos Gálatas, se refere a lealdade. Mas é importante ressaltar que, na epístola aos Gálatas, mais precisamente no capítulo quatro e no versículo seis, aparece uma queixa de Paulo pela falta de fidelidade dos gálatas em relação ao Evangelho. Lembre que o apóstolo iniciou a carta lamentando a atitude dos crentes da cidade de Gálatas: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo” (Gl 1.6,7). Logo, podemos afirmar que o apóstolo Paulo está recomendando fidelidade e lealdade dos gálatas a Deus e sua vontade. Ora, a vontade de Deus é revelada em sua Palavra. Esta nos dá o norte, a direção e a orientação para vivermos abundantemente na presença dEle.

A idolatria conforme está posta na carta aos Gálatas não se refere somente à adoração de imagens, mas a qualquer prática condenatória em relação aos ídolos. Um exemplo é o que está relacionado em 1 Coríntios 10.14-16 e Colossenses 3.5, onde o apóstolo recomenda a não participarmos de um banquete oferecido aos ídolos. Entretanto, a recomendação aos colossenses aprofunda mais ainda a questão, trazendo à tona a avareza, isto é, o apego ao dinheiro e às coisas materiais como idolatria. Isto vai à contramão da lealdade ao Senhor. Acompanhada da idolatria, vem a heresia. Heresia representa assumir um postulado de ensino totalmente oposto ao que você recebeu outrora, ou seja, o Evangelho de Jesus Cristo recebido pelo Espírito Santo, por intermédio da tradição dos santos apóstolos. Aqui, a nossa fidelidade e lealdade para com Deus, o nosso Pai, também são testadas.

Portanto, após expor o conceito desses três termos — Fidelidade, Idolatria e Heresia — faça uma reflexão com os alunos a respeito da fidelidade ao Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Encoraje-os a perseverarem no ensino do Evangelho! Boa aula! (Revista Ensinador Cristão nº 69)

A fidelidade, como fruto do Espírito, ajuda o crente a permanecer firme na fé em Cristo.

Pense nisso!
No início da conversão, muitos desenvolvem uma fé inabalável, revelando sua fidelidade ao Senhor. Mas com o passar dos anos, diante das muitas dificuldades, os crentes vão esmorecendo na fé e comprometendo a sua fidelidade para com o Senhor. Não podemos nos esquecer que precisamos permanecer fiéis até o fim (Ap 2.10). É preciso perseverar! Vivemos tempos difíceis e somente um coração fiel a Deus e a sua Palavra pode nos livrar das heresias e da apostasia.

Leitura Bíblica: Hebreus 10.35-39

Como novas criaturas, precisamos crer e confiar em Deus de todo o coração, pois a nossa fé vai nos ajudar a permanecer fiéis até o dia em que nos encontraremos com o Senhor. Aquele que realmente crê no Pai e no Filho não se deixa levar por qualquer sorte de doutrina, pois está sempre vigilante e atento à voz do Senhor.

"Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas"

I. O SIGNIFICADO DE FIDELIDADE

1. Definição.
Fidelidade, segundo o Dicionário Houaiss é a “característica do que é fiel, do que demonstra zelo, respeito por alguém ou algo, lealdade”. Logo, podemos afirmar que a fidelidade é a característica de quem é leal.

2. A fidelidade como fruto do Espírito.
Já vimos que a fidelidade é a característica de quem é leal, mas, como fruto do Espírito, tal virtude é desenvolvida em nós pela ação do Espírito Santo (Gl 5.22). À medida que confiamos em Deus e passamos a ter uma maior comunhão com Ele, mediante a leitura da Palavra, oração e jejum, desenvolvemos o fruto do Espírito.

3. A fidelidade de Deus.
Fidelidade é um dos atributos morais de Deus. Ele é fiel em sua natureza (2Ts 3.3). O Deus que é fiel, pela sua graça, nos salvou e nos deu uma nova vida a fim de que tenhamos comunhão com Ele e com o seu Filho (1Co 1.9). Como filhos de Deus e novas criaturas, precisamos ter para com Deus a mesma atitude de lealdade que Ele tem para conosco. A nossa fidelidade ao Senhor nos ajuda a resistir à idolatria e às heresias que tão de perto nos rodeiam. É importante ressaltar que idolatria não é somente adorar imagens de escultura, mas é tudo que toma o lugar de Deus em nossos corações, sejam pessoas, sejam objetos. Que Deus ocupe sempre o primeiro lugar em nossas vidas. Muitos infelizmente têm deixado que os bens materiais, os talentos e os cargos eclesiásticos ocupem o lugar em seus corações, lugar que deve ser somente do Pai (Dt 6.5). Que o Senhor nos livre de cometer tal loucura.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Fidelidade
Esta palavra é corretamente traduzida em Romanos 3.3 (fidelidade). Em Gálatas 5.22, a ARA corrige fé (ARC) por fidelidade.

pistis, primeiramente, ‘persuasão firme’, convicção fundamentada no ouvir (cognato de peitho, ‘persuadir’, sempre é usado no Novo Testamento acerca da ‘fé em Deus ou em Jesus, ou às coisas espirituais’. A palavra é usada com referência:
(a) à confiança (por exemplo, Rm 3.25);
(b) à fidedignidade, fidelidade, lealdade (por exemplo, Mt 23.23);
(c) por metonímia, ao que é criado, o conteúdo da crença, a fé (At 6.7);
(d) à base para a ‘fé’, a garantia, a certeza (At 17.31);
(e) a um penhor de fidelidade, fé empenhada (1Tm 5.12).

Os principais elementos da fé em sua relação com o Deus invisível, em distinção da fé no homem, são ressaltados sobretudo no uso deste substantivo e do verbo correspondente, pisteuo. Tais elementos são:
(1) uma firme convicção, produzindo um pleno reconhecimento da revelação ou verdade de Deus (por exemplo, 2Ts 2.11,12);
(2) uma entrega pessoal a Ele (Jo 1.12);
(3) uma conduta inspirada por tal entrega (2Co 5.7)”
(Dicionário Vine: O significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2002, p.648).

Heresia
“A palavra ‘heresiologia’ deriva-se do vocábulo grego hairesia, que significa opinião escolhida, seleção, preferência, e ‘logia’ — tratado ou estudo. Assim a palavra exprime: Estudo sobre a opinião escolhida, em oposição a uma disciplina aceita, acatada. É, pois, uma doutrina falsa. A Bíblia fala de heresia em 2 Pedro 2.1 e Judas 4, e afirma que é um fruto da carne (Gl 5.20)”. Para conhecer mais leia, Heresiologia, Coleção Ensino Teológico, CPAD, p.12.

II. IDOLATRIA E HERESIA: UM PERIGO À FIDELIDADE

1. O que é idolatria?
O vocábulo idolatria, no grego, é eidololatria e significa culto destinado a adoração de ídolos. A idolatria aparece na relação de obras da carne apresentada por Paulo aos Gálatas (Gl 5.20). Ela é proveniente da falta de conhecimento das Escrituras e de Deus, pois quem conhece a Bíblia sabe que tal prática é condenada pelo Senhor (Lv 26.1; 1Sm 12.21; Sl 115.4; At 15.20; 1Jo 5.21). Os israelitas, embora tivessem visto de perto a glória e o livramento de Deus, por diversas vezes se deixaram levar pela idolatria. Ainda na travessia do deserto, quando Moisés estava no monte Sinai para encontrar-se com o Senhor, o povo fez um bezerro de ouro e o adorou (Êx 32.1-18). Já no período monárquico, depois da morte de Salomão e a divisão do reino, todos os reis do Reino do Norte fizeram o que era mal aos olhos do Senhor, levando o povo à adoração de ídolos (1Rs 16.25,30; 22.52-54; 2Rs 3.3). Jeroboão fundou um sistema religioso idólatra, mandando fazer dois bezerros de ouro, institucionalizando a idolatria em Israel (1Rs 12.26-33).

2. A idolatria no Novo Testamento.
Na Roma antiga adorar aos imperadores era uma forma de lealdade e devoção. Por isso, os primeiros cristãos foram severamente perseguidos e mortos, pois eles não aceitavam que o homem ocupasse o lugar de Deus. Além dos imperadores, os romanos (e também os gregos) tinham uma variedade muito grande de ídolos. Na cidade de Listra, Paulo foi confundido com o deus Mercúrio, e Barnabé com o deus Júpiter (At 14.11-13). Passando por Atenas, Paulo encontra um altar onde estava escrito: “Ao Deus Desconhecido” (At 17.23). Contudo, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, a idolatria é condenada (Êx 20.3; Lv 26.1; Cl 3.5; Ap 22.15). Não podemos jamais esquecer que tudo aquilo que usurpa o lugar de Deus, em nosso coração, é idolatria. Qualquer pessoa ou objeto a que nos dedicamos com extremada atenção, e que não podemos viver sem os quais, podem se tornar um ídolo. A idolatria é a quebra da nossa fidelidade ao verdadeiro Deus.

3. O que significa heresia?
No grego, esta palavra é hairesis e significa preferência, escolha. Segundo o Dicionário Teológico (CPAD) podemos definir heresia “como uma rejeição voluntária de um ou mais artigos da fé”. Precisamos ter cuidado, pois atualmente, muitos estão se utilizando de argumentos falsos para enganar e macular a Igreja do Senhor. Precisamos de homens como Paulo, que não usavam de engano nem fraudulência (2Ts 2.3). Contudo, também precisamos investir mais no ensino sistemático da Escrituras Sagradas, pois as heresias só podem ser rechaçadas pelo conhecimento bíblico (Mc 12.24). Estamos vivendo tempos difíceis, nos quais muitas igrejas já não conservam mais a sã doutrina, sendo os crentes enganados por filosofias humanas e ensinos de demônios contrários à Palavra de Deus.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Idolatria
“Esta é uma transliteração da palavra gr. eidolatria, cujo significado entendemos ser ‘a adoração a ídolos; a adoração a imagens como divinas e sagradas’.

Como uma criatura ligada ao tempo e ao espaço, o homem tem estado especialmente inclinado a prestar adoração a algum tipo de símbolo visível de divindade. Ele aparece anelar por manifestações tangíveis da presença divina. Durante a história humana, esta atitude tomou várias formas e manifestações. Mesmo que o homem tenha abandonado a adoração ao verdadeiro Deus, ele não renunciou à religião, mas procurou substituir o verdadeiro Deus por um deus falso que tivesse de acordo com seu próprio gosto.

A proibição da idolatria é um dos poucos conceitos absolutos e imutáveis no sistema judaico de ética (juntamente com o incesto e o assassinato). A adoração sem a imagem de Jeová anunciava não meramente que Ele era maior do que a natureza, mas que também não era limitado por ela. No Antigo Testamento, há muitos termos hebraicos usados como escárnio à idolatria, indicando sua infância e obscenidade, bem como seu absoluto vazio.

Todas as camadas da lei judaica dão testemunho da oposição a se fazer um retrato de Deus. Os dois primeiros mandamentos proíbem a adoração de imagens, bem como a adoração a qualquer outro deus (cf. Êx 20). A idolatria era classificada como uma ofensa de estado e cheirava a traição, devendo ser punida com a morte (Dt 17.2-7)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.946).

III. SEJAMOS FIÉIS ATÉ O FIM

1. Olhando para o passado.
Para se conquistar um bom futuro é imprescindível ter estabelecido alicerces sólidos no passado. Por isso, o escritor aos Hebreus pede que os crentes deem uma olhadinha no passado. O propósito era que eles não se esquecessem das bênçãos que já haviam recebido da parte de Deus e dos muitos combates e aflições quais enfrentaram e saíram vitoriosos (Hb 10.32). O Senhor também cuidaria dos seus servos, dando-lhes novamente força e vigor para permanecerem fiéis até o fim. A fé que recebemos como fruto do Espírito nos ajuda a continuar firmes e fiéis a Cristo diante das circunstâncias contrárias.

2. A fé que nos ajuda a permanecermos fiéis.
Já fomos justificados perante Deus pela nossa fé em Jesus (Rm 3.21,22). Esta é a chamada fé salvífica que vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17). Mas, à medida que buscamos ter maior comunhão com Deus, desenvolvemos a fé como fruto do Espírito. Essa fé cresce em nós com o tempo e nos livra da idolatria, das heresias e da apostasia (2Co 10.15; 2Ts 1.3). A nossa confiança em Deus nos ajuda a permanecer fiéis em tudo até o dia em que iremos nos encontrar com o Senhor (Ap 2.10).

3. Seja fiel.
O Deus fiel e imutável a quem adoramos deseja nos ajudar a permanecer fiéis em toda a nossa maneira de viver, neste mundo tenebroso, mau e que jaz no maligno (1Jo 5.19). Se quisermos permanecer fiéis não podemos descuidar da nossa comunhão com o Senhor. Precisamos buscá-lo enquanto é tempo, enquanto podemos achá-lo (Is 55.6). Noé, durante um bom tempo, anunciou que o dilúvio viria. Mas aquela geração não deu crédito à pregação do servo do Senhor. O dia do juízo chegou e somente ele e sua família foram salvos da fúria das águas. Mesmo vivendo em uma sociedade corrompida pelo pecado, Noé permaneceu fiel ao Senhor e cumpriu a sua missão com zelo e temor até o fim dos seus dias.

A fidelidade, fruto do Espírito, nos ajuda a nos mantermos fiéis até o fim.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
A fidelidade como fruto do Espírito tem muito a ver com a moral e ética cristã. Esse fruto abençoado coloca o padrão cristão no nível de responsabilidade em palavras e ação. Houve um tempo em que a palavra de um homem tinha grande valor, e um aperto de mão era tão bom quanto um contrato assinado. Isto não parece ser verdade em nossos dias. Mas o homem que anda com Deus é diferente, porque nele está o fruto que é lealdade, honestidade e sinceridade. O Espírito Santo sempre concede poder para o cristão ser um homem de palavra.
A fidelidade como fruto do Espírito nos torna leais a Deus, leais a nossos companheiros, amigos, colegas de trabalho, empregados e empregadores. O homem leal apoiará o que é certo mesmo quando for mais fácil permanecer calado. Ele é leal quer esteja calado. Ele é leal quer esteja sendo observado, quer não. Este princípio é ilustrado em Mateus 25.14-30. Os servos que eram fiéis e fizeram como foram instruídos mesmo na ausência do senhor foram elogiados e recompensados. O servo infiel foi castigado” (GILBERTO, Antonio. O Fruto do Espírito: A plenitude de Cristo na vida do crente. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004 p.112).


CONCLUSÃO
Que Deus nos ajude a permanecer fiéis até o fim (Ap 2.10). A infidelidade ao Senhor tem feito com que alguns ensinem heresias, levando muitos a apostatarem da fé. A fidelidade, como fruto do Espírito, nos ajuda a não abrir mão de nossas convicções cristãs. Que em nossa caminhada de fé possamos dizer como o apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4.7).



Fonte:
Livro de Apoio 1º trim 2017 - As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - CPAD - Osiel Gomes
Revista Bíblica As Obras da Carne e os Frutos do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente - 1º sem_2017 - CPAD - Comentarista Osiel Gomes
Bíblia Defesa da Fé
Bíblia de Estudo Pentecostal
Dicionário Wycliffe


Sugestão de leitura:
Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A Missão Ensinadora da Igreja

E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” 2Tm 2.2

[...] Ensinar não é uma tarefa fácil.

Ensinar exige:

• Pesquisa — De acordo com Paulo Freire, “não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino”. O professor deve ser um pesquisador. É por intermédio da pesquisa que o professor pode detectar e resolver os problemas em sala de aula.
O professor de Escola Dominical é, na verdade, um pesquisador. Sua fonte primária de pesquisa é a Bíblia, mas suas pesquisas devem ultrapassar as páginas do Livro Sagrado.

• Reflexão — O professor precisa adquirir o hábito da reflexão, a fim de que ensine os alunos a refletir sobre a fé e a prática cristã.

• Diálogo — O professor que não dialoga com os alunos em breve verá o esvaziamento de sua classe ou a apatia dos alunos. É preciso abrir espaço para que os alunos questionem, a fim de que encontrem as soluções.

• Reflexão crítica sobre a prática — É fácil avaliar os alunos e atribuir tão somente a eles a falta de atenção, a apatia e a evasão. Todavia, o professor precisa fazer constantemente uma autoanálise do seu trabalho.

• Pôr em prática o discurso — Quantos já não ouviram: “Faça o que digo e não o que eu faço”? Nossos alunos precisam pensar de acordo com a Palavra e agir de acordo com ela (Tg 1.22). Ensino e prática precisam ser coerentes.

• Querer bem o outro — Esta deve ser a nossa motivação: que o outro, o aluno, seja alcançado como um todo — corpo alma e espírito” (BUENO, Telma. Educação Cristã: Reflexões e Práticas. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.21).

O ensino da Palavra faz com que a Igreja cresça, se fortaleça e possa resistir aos ataques do mundo e de Satanás.

Estamos vivendo tempos trabalhosos, onde muitos crentes, por falta de conhecimento bíblico, estão sendo seduzidos pelas falsas doutrinas. Uma igreja sem ensino é uma igreja sem condições de cumprir com sua missão integral. O objetivo da doutrina cristã, do ensino, é tratar o homem como um todo, pois só a Palavra tem poder para transformar a alma e o espírito: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12). A igreja tem uma missão proclamadora, mas também uma responsabilidade com o ensino (Mt 28.19,20).

EDUCAÇÃO CRISTÃ É...

1. Vida (Dt 32.2).

2. Santificação (Jo 17.17).

3. Sólido mantimento (Hb 5.14).

4. Um escudo contra as sutilezas de Satanás (Mt 7.15).

5. Liberdade em Cristo Jesus.


Texto leitura bíblica: Marcos 16 15-20


INTRODUÇÃO

O ensino é um mandamento bíblico. Mais do que pregar, Jesus esmerou-se em ensinar, pois seu ministério era de anunciar o Evangelho e as verdades do Reino de Deus. Ele levou tão a sério o ensino que deixou como orientação para a Igreja o ensino e a evangelização (Mt 28.19,20).

Nesta lição, veremos a importância do ensino bíblico e o seu alcance dentro da igreja local. Estudaremos a respeito dos grupos que devemos alcançar para que cumpramos a nossa vocação de agência de ensino do Reino de Deus.


I. O QUE É ENSINAR

1. Definindo o termo.
Ensinar é o ato de doutrinar, transmitir conhecimento a outra pessoa, orientar, conduzir. O ensino cristão tem como objetivo a transformação espiritual e moral do ser humano, tornando-o uma pessoa melhor. No ensino bíblico o aluno não deve ser expectador da aula, apenas recebendo informações. Ele precisa interagir com o professor e com os outros alunos, pois assim todos aprendem uns com os outros, partilhando experiências e conhecimento.

2. A Igreja ensinando a verdade.
A igreja cumpre um papel fundamental na expansão do Reino de Deus por meio do ensino. Pessoas que são evangelizadas e aceitam a Cristo precisam ser edificadas e crescer espiritualmente por meio do ensino sistemático das Escrituras. Quem nasce de novo deve ser alimentado de forma constante, ou morrerá por inanição. Da mesma forma, o ensino bíblico deve ser encarado pela Igreja como uma tarefa essencial. E o que deve ser ensinado é a Palavra de Deus, pois ela é a verdade. Não devemos ocupar nossas classes de Escola Dominical e nossos cultos de doutrina, difundindo nas pessoas algo que não seja as Escrituras.

3. A importância do mestre na igreja local.
O professor é aquele que auxilia o pastor na área do ensino. Ele se dedica a edificar o povo de Deus por meio da explanação das Sagradas Escrituras e de sua aplicação na vida dos seus alunos, e esse trabalho deve ser feito com estudos constantes, pesquisa e domínio das técnicas de transmissão de conhecimento. Nem todos os mestres são grandes pregadores, pois pregar a Palavra de Deus é diferente de ensinar. Entretanto, por meio do trabalho do professor a igreja é edificada. A pregação da Palavra é de grande importância na congregação, mas o ensino também deve ser ministrado sistematicamente em nossas igrejas.

O professor deve ser uma pessoa que busca o conhecimento, e que deseja repassá-lo. Paulo ensinou a Timóteo, e este deveria repassar o ensino a homens fiéis, e esses, por sua vez, deveriam ensinar mais pessoas (2Tm 2.2).

A Igreja de Cristo tem a importante função de transmitir as verdades sagradas por meio do ensino bíblico sistemático e constante.



II. O ENSINO NA BÍBLIA

1. No Antigo Testamento.
Os hebreus não possuíam um sistema organizado de transmissão de ensino. Na verdade, esse sistema foi sendo desenvolvido com o passar do tempo, e as primeiras lições eram geralmente ministradas no lar. A mãe se encarregava de ensinar às filhas os afazeres domésticos, e o pai ensinava aos filhos uma profissão. O próprio Jesus era carpinteiro (Mt 13.55), profissão que aprendeu com seu pai, José.

Moisés, orientado por Deus, disse ao povo que procurasse ensinar os filhos sobre as tradições recebidas de seus pais, e que esses ensinos fossem repassados aos seus descendentes, principalmente as verdades sobre Deus, que os havia retirado do Egito.

2. No Novo Testamento.
Após o retorno do exílio, o povo teve de estudar a Lei de Deus novamente, e com o surgimento das sinagogas, o ensino da lei de Deus foi sistematizado e solidificado. Com o passar do tempo, os fariseus e escribas passaram a ensinar. O próprio Jesus aprendeu a Lei de Deus, e em seu ministério, ensinou com autoridade aos que o ouviam.

3. Jesus como mestre.
Jesus dedicou muito mais tempo para ensinar às pessoas do que necessariamente pregando. Ele ensinou com autoridade (Mt 7.29), e aproveitou cada ocasião para ministrar o ensino sobre o Reino de Deus, como quando falou com Zaqueu, a mulher samaritana e Nicodemos. Ele não apenas procurou ensinar seus ouvintes, mas ordenou que seus discípulos fizessem o mesmo (Mt 28.19,20). Ele tinha interesse por seus alunos, e era criativo (utilizou um barco como plataforma para ensinar, Lc 5). Jesus também conjugou a capacidade de ensino com a oração por seus discípulos, mostrando que ensinar é importante, mas orar pelos alunos é tão necessário quanto passar o conteúdo. Ele chegou a explicar mais de uma vez um assunto quando seus discípulos não entendiam (Mt 15.16).

Jesus dedicou muito do seu ministério a ensinar seus discípulos, para que eles pudessem dar prosseguimento ao ministério do ensino da Palavra junto à Igreja Primitiva.



III. ENSINO E TRANSFORMAÇÃO NA IGREJA

1. Crianças.
A Escola Dominical começou com algumas crianças inglesas. Se hoje temos Escolas Dominicais estruturadas nas igrejas evangélicas, devemos nos lembrar de que o trabalho pioneiro de Robert Raikes junto às crianças abriu o caminho para a Escola Dominical como a conhecemos hoje. Devemos priorizar o ensino cristão para as crianças, tendo em vista que Jesus deixou claro: “Não as impeçais de vir a mim” (Mt 19.14).

2. Jovens e adultos.
Os jovens e adultos, que em regra são a maior parte da igreja em nossos dias, devem ser igualmente ensinados. Você jovem, com certeza, se depara com novos desafios na trajetória de seus estudos e vida profissional diariamente, por isso, precisa ser instruído na Palavra para que vença os desafios. Parte dos adultos em nossas igrejas não teve uma educação cristã quando criança e jovem, o que demanda da igreja ensinar a essas pessoas, com toda a sua história de vida, como andar com Deus e seguir em uma nova forma de vida e de pensar.

3. Portadores de necessidades especiais.
Em nossos dias, há uma maior conscientização por parte da sociedade para a inclusão de pessoas com deficiência. Esse grupo deve ser alcançado igualmente pelo ensino das Sagradas Escrituras em nossas igrejas. Em alguns ambientes eclesiásticos, sem perceber, acabamos excluindo os deficientes de nossos cultos de ensino e da Escola Dominical por não termos professores treinados, ou por achar que Jesus vai operar um milagre na vida dessas pessoas. Como pentecostais cremos que Jesus cura a todos, mas enquanto essa cura não vem, devemos prover dentro da igreja, crentes capacitados a lidar com esse público-alvo, de tal forma que nenhuma pessoa seja deixada de fora do ensino e crescimento espiritual.



CONCLUSÃO
Ensinar é uma ordenança de Deus para a sua Igreja. E a Igreja deve cumprir com seu papel ensinador alcançando a todas as pessoas.


SUBSÍDIO
A abordagem das Escrituras como uma ‘sã doutrina’ e como um guia para a vida cristã
Nesta expressão, encontrada em 1 Timóteo 1.10 e 2 Timóteo 4.3, o adjetivo é bygiainouse, que significa ser ‘saudável’ ou ‘são’. A ideia é que o ensino cristão não é somente proveitoso e útil, mas também promove a saúde espiritual. Paulo observa que o objetivo em interromper os falsos ensinos é o de ensinar uma sã doutrina que produzirá um amor que vem ‘de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida’ (1Tm 1.5).

O que Paulo tem em mente é o fato de que o cristão não está procurando estar em conformidade com as Escrituras, como um padrão exterior, mas procura uma transformação através de uma experiência com as ‘palavras da fé’ (1Tm 4.6). Assim, quando lemos as Escrituras, nós procuramos descobrir realidades que podemos sentir com a ajuda de Deus. Dessa forma, Paulo lembra Timóteo a ‘ser o exemplo dos fiéis’ (4.12) e a ‘ter cuidado de si mesmo e da doutrina’ (1Tm 4.16).

É neste contexto que Paulo, em 2 Timóteo 3.10-4.5 fornece instrução específica, mostrando-nos como ler as Escrituras para evitar os erros dos mitologistas, legalistas, e daqueles que rejeitam completamente os ensinos das Escrituras.

Paulo escreve muito claramente a Timóteo: ‘Tu, porém, tens seguido minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, caridade, paciência’” (RICHARDS, Lawrence. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007, pp.479,480).



Sugestão de leitura:

Fonte:
Lições Bíblicas - 1º trim.2017 - A Igreja de Jesus Cristo - Sua origem, doutrina, ordenanças e destino eterno - Comentarista: Alexandre Coelho - CPAD

Aqui eu Aprendi!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Jesus liberta das prisões. ELE responde as Orações.

"Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente." Hebreus 13:8

Pastores são libertados após oficial de prisão ser visitado por Jesus em sonho

Dois pastores e dois muçulmanos convertidos ao cristianismo foram libertados de sua cela depois que o oficial de prisão foi visitado por Jesus Cristo em sonho. Após a milagrosa libertação, o carcereiro se converteu e foi batizado, conforme relato da organização Bibles 4 Mideast.

Os pastores Irshad e Munvar foram detidos junto a outros dois cristãos, Farooq e Riyas, numa prisão secreta no Oriente Médio. Os nomes foram alterados por razões de segurança.

Eles foram levados pela polícia, quando estavam orando durante um estudo bíblico. Os pastores estavam discipulando os dois ex-muçulmanos, que estavam frequentando a igreja subterrânea há dois meses e se preparavam para o batismo.

A polícia os espancou brutalmente e os levou apresentou à corte da Sharia (lei islâmica). “Fomos acusados ​​de blasfêmia contra o profeta Maomé e de levar muçulmanos para uma falsa religião. O tribunal ordenou que fossemos levados para uma prisão secreta”, lembra o pastor Irshad.

O grupo passou por grandes dificuldades na prisão nos dois primeiros dias. “Fomos amarrados e espancados pelos policiais com uma barra de aço. Eles nos serviam apenas um pedaço de pão por dia. Nunca pensamos que a gente poderia sair da prisão. Esperávamos ser condenados à morte”, confessa o pastor.

“Perguntamos ao Senhor: ‘Onde você está? Por que não vem nos salvar?’. Oramos: ‘Se cometemos algum pecado, nos perdoe e nos purifique pelo Teu sangue precioso, e nos salve desta situação’. E nós repetimos por várias vezes: ‘O sangue de Jesus é a nossa vitória!’. Lembramos dos sofrimentos do nosso Senhor e isso nos trouxe conforto e paz”, relata Irshad.

"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." João 16:33

MILAGRE NA PRISÃO

No terceiro dia, um oficial de alto escalão da prisão visitou a cela dos cristãos. “Ele pediu aos guardas para desamarrarem as nossas mãos, mas não conseguimos ficar em pé. O próprio oficial passou uma loção em nossas feridas e ordenou que os guardas nos dessem boa comida. Então ele voltou para sua sala oficial”, lembra o pastor.

Os cristãos chegaram à conclusão de que foram bem tratados porque seriam mortos. Na noite seguinte, o oficial retornou sozinho à cela. “Ele sentou no chão com a gente, segurou nossas mãos e pediu para orarmos por ele”, disse Irshad.

Naquele instante, o oficial revelou que sonhou com Jesus Cristo na semana anterior. Nele, Jesus estava sentado num trono, e uma forte luz girava ao seu redor. Milhões de anjos obedeciam suas ordens. Estrelas grandes e pequenas também o cercavam. Jesus levantou as mãos e mostrou suas marcas de perfuros. O sangue estava escorrendo.

O sonho se repetiu nos dois dias seguintes, e o oficial começou a pesquisar sobre Jesus Cristo na internet. Na próxima noite, ele teve outro sonho. Jesus apareceu diante dele e disse: "Meus filhos estão sendo torturados em sua prisão. Deixe eles saírem. Meus filhos são a menina dos meus olhos".

Depois de sua experiência com Deus, o oficial passou três dias dentro da cela junto com os cristãos, fazendo orações e aprendendo mais sobre a Bíblia. Ele aceitou Jesus Cristo como seu Salvador.

Depois disso, o oficial pediu aos carcereiros e guardas que se afastassem dos cristãos. “Eles pensaram que nós éramos de seu povo e começaram a nos tratar bem”, disse o pastor.

LIBERDADE EM CRISTO

O oficial preparou alguns papéis para solicitar a liberação dos prisioneiros no tribunal. Primeiramente, o pedido foi rejeitado pela corte. No entanto, a solicitação foi atendida depois dos fortes argumentos dados pelo oficial.

Depois de serem soltos, os cristãos foram levados para a casa do oficial. “Ele nos acolheu e oramos juntos. No final, ele nos pediu para ser batizado. Dissemos: ‘Se você crê plenamente em Jesus Cristo, poderá ser batizado’. Ele respondeu: ‘Eu creio em Jesus Cristo, que foi crucificado, morreu por mim na cruz e ressuscitou dentre os mortos. Eu creio Nele como meu Senhor e Salvador, com todo o meu coração e alma’. Então o batizamos. Junto com ele, Farooq e Riyas também receberam o batismo”, lembra o pastor Irshad.

Logo depois, o oficial conduziu os cristãos a um local de segurança em seu carro. No caminho, ele os aconselhou: "Continuem sua obra para o Senhor, mas vocês devem ter cuidado. Esse ministério deve ser muito, muito secreto. Porque as autoridades do governo, as autoridades religiosas, os tribunais e a polícia não irão aceitar vocês e suas obras. Mas o Reino de Deus está próximo, e nós temos uma eternidade nos esperando".

“Sinceramente, não estamos preocupados, porque nosso Senhor apareceu para nós durante nossas dificuldades. Em todos os tempos sentimos Sua presença e Seu conforto. Ele está conosco”, afirma o pastor. “Agradecemos a todos que jejuaram e oraram por nós. Nosso Senhor Jesus Cristo é digno de ser louvado!”

Fonte: Guiame
com informações de Bibles 4 Middle East
26/Jan/2017

"Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?" 1 João 5:4,5

Aqui eu Aprendi!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

A Bondade que confere Vida

Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna” 1Jo 3.15

A única forma de um ser humano mau se tornar em um ser humano bom de maneira plena é por intermédio da graça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo (Ef 2.8). Somente assim que a pessoa tem a condição de compreender as implicações destes dois mandamentos do Senhor: “O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Mc 12.29-31). Por isso devemos compreender que há somente um Deus todo-poderoso, glorioso e gracioso que devemos amá-lo e honrá-lo com toda a nossa vida. De modo que esse amor seja direcionado ao próximo que está ao nosso lado como o bem que fazemos a nós mesmos. Aqui, a bondade como fruto do Espírito começa a se manifestar.

Neste aspecto, a bondade é um compromisso que tem a ver com o benefício do outro. É viver a bondade de Deus até as últimas consequências. Ora, Deus é bom e deseja que todos manifestemos sua bondade por onde passarmos. Uma bondade extraordinária que não pode ser encontrada em nenhum lugar, senão pela Palavra de Deus, mediante o encontro que tivemos com Jesus, o Nazareno, cuja vocação nos foi dada sem arrependimento. Nosso Deus é bondoso, gracioso, maravilhoso, pois assim criou os céus e a terra. Por isso, no lugar de vingança, oferecemos amor, consolo, disponibilidade para acolher quem mais precisa de nós. Sempre há alguém que precisa de um acolhimento verdadeiro e podemos ser o instrumento de Deus para acolhê-lo.

Diferentemente da bondade, o homicídio como obra da carne não acolhe a ninguém, pelo contrário, destrói a vida alheia, separando para sempre das pessoas queridas. Sobre o homicídio, a proibição de se tirar a vida do próximo remonta o Decálogo (Ex 20.13): não matarás. Ou seja, todo atentado contra a vida humana é um atentado contra o mandamento de Deus. Todo atentado contra o ser humano inocente, o aborto deliberado, o homicídio pensado e planejamento, é um atentado contra a Criação de Deus. Entretanto, para além do homicídio físico, o apóstolo João também se referiu ao homicídio quando disse: “Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna” (1Jo 3.15). "Revista Ensinador Cristão nº69"

A vida é um dom de Deus e ninguém tem o direito de tirá-la a não ser o próprio Deus.

Leitura Bíblica: Mateus 5.20-26

Hoje vamos estudar mais um aspecto do fruto do Espírito, a bondade.
Seu coração já foi transformado pelo Filho de Deus? Então, já foi enxertada em seu interior a “semente” da benevolência. Vivemos em uma sociedade onde as pessoas acreditam, erroneamente, que ser bom é ser fraco. Mas, tal virtude revela um caráter maduro e forte, leal a Deus e ao próximo. Como discípulos de Jesus, nosso exemplo maior de bondade, precisamos evidenciar nossa afabilidade por intermédio de ações e palavras. Não basta apenas dizer que é bondoso, as pessoas precisam ver esse aspecto do fruto do Espírito em suas palavras e ações, em seu dia a dia.


Bondade versus Homicídio

Facilmente podemos dizer que a palavra bondade fala de alguém que é indulgente, benevolente, de bom caráter, mas essa definição seria simplista demais e não esgotaria a realidade da palavra bondade. É difícil conceituar a palavra bondade, isso porque ela tem diversos sentidos. Posso falar de bondade no sentido de qualidade e capacidade; existem pessoas que são boas em algumas coisas, outras não; uns são bons no trabalho, igreja, mas não em casa com sua família. Para não complicar a situação, o melhor é saber que a bondade perfeita está em Deus, enquanto no homem sua bondade é relativa, uma vez que pode ser a carne ou o Espírito que esteja no controle.

O pastor Stanley Horton, falando sobre a bondade escreve:
'A bondade dá a ideia do desenvolvimento de um caráter bom, reto, fidedigno, sem deixar de ser generoso e amigável com o próximo. É isso que nos transforma na nobreza de Deus. A melhor maneira de descrevê-lo é sermos semelhante a Jesus. (Ele incorporou todo o fruto do Espírito e, sua vida e ministério).' (HORTON, 1993, p.194)

Analisando duas virtudes do fruto do Espírito a benignidade e bondade, notamos que há muita semelhança entre ambas. No entanto, podemos fazer distinção entre essas duas palavras da seguinte maneira: a benignidade está relacionada com a qualidade, com o sentimento. Bondade aponta para a vida prática. A benignidade fala de um cristão que tem um coração puro, sempre deseja fazer o bem, e no momento em que ele põe em prática o que há no coração, está praticando bondade. Para entendemos melhor essa colocação, veja o que diz o Dicionário Bíblico Wycliffe:

BONDADE. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, dois elementos aparecem em particular: uma bondade que se baseia na misericórdia (hesed, chrestotes), e uma que se baseia na bondade moral de Deus (tob, agathosune). Desta maneira, em algumas ocasiões, a bondade de Deus é manifesta: “A terra está cheia da bondade do Senhor” (SI 33.5, cf. SI 52.1; 107.8); “Desprezas tu as riquezas de sua benignidade [bondade]... ignorando que a benignidade de Deus leva ao arrependimento?” (Rm 2.4). Em outras ocasiões, a perfeição e a bondade de Deus vêm à tona (Nm 10.32; SI 16.2; 23.6; Gl 5.22; 2Ts 1.11). Um dos frutos do Espírito é a bondade (agathosune) no sentido de santidade e da justiça cristã (Gl 5.22). Isso está de acordo com o objetivo da nossa vida cristã, que é o de sermos semelhantes ao nosso Pai Celestial, tanto em caráter quanto em atitude, assim como Cristo nos ensinou no Sermão do Monte (Mt 5.48). (2009, p.322)

Na praticidade existente entre benignidade e bondade, uma apontando para o coração, emoção, sentimento em querer o bem, elas estiveram presentes no ministério de Jesus Cristo, em sua ação prática em querer zelar a casa de Deus Ele evidenciou bondade (Mt 21.13), mas mostrou um coração benigno ao perdoar a pecadora (Lc 7.37.50).

A palavra bondade (agathosune) aparece poucas vezes no Novo Testamento, apenas três vezes, no grego clássico nenhuma vez. Podemos dizer que a palavra grega agathosune, ainda com seu pouco aparecimento, fala de bondade, que pode ser entendida no seu aspecto geral como aquilo que é bom, fazendo oposição ao que é ruim, mau.

Dentro do Antigo Testamento, seguindo a Septuaginta, a bondade é descrita da seguinte maneira:
a) Oposição entre o mal (SI 52.3).
b) Prosperidade nesta vida (Ec 7.15).
c) Benefício para a vida (Ec 4.8).
d) Generosidade divina (Ne 9.25.35).

Nas páginas do Novo Testamento temos que recorrer ao que Paulo escreveu sobre bondade. Primeiramente, ele fala da bondade assim:

1 - Como virtude do fruto do Espírito
Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. (G1 5.22)

Com essa virtude do fruto do Espírito na vida, o cristão tem uma dívida para a prática do bem para com as pessoas. Ele pode agir dessa maneira porque está livre da Lei, das obras da carne e vive dominado pelo Espírito Santo, de maneira que seu desejo é expressar o caráter de Deus que é bom (Rm 3.21; 7.12).

2 - Bondade como boa Palavra
Console os vossos corações, e vos conforte em toda a boa palavra e obra. (2Ts 2.17)

Nesse versículo Paulo se preocupa com estado interior de cada crente, por isso encoraja a todos a serem sinceros em tudo, inclusive no comportamento. Esses crentes deveriam agir dessa forma por intermédio da boa Palavra de Deus, procurando corresponder com ela, expressando santidade adequada à vocação da vida espiritual.

3 - O fruto do Espírito como bondade, justiça, verdade
Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade. (Ef 5.9)

Aqui, Paulo está dando ênfase aos resultados que aparecem na vida daqueles que tem o Espírito Santo de Deus, que já foram iluminados por Jesus Cristo, todos produzirão o seu caráter. A justiça e a verdade são oriundas da comunhão com Jesus (Rm 6.21; Fp 1.11), e a verdade é uma ação constante que busca promover o bem a todo tempo.

Para um entendimento melhor desse versículo, veja o que fala o teólogo Francis Foulkes, no seu Comentário Bíblico de Efésio:
[...] Paulo não deve ter pensado conscientemente na luz como uma semente plantada na vida, que no devido tempo dá o seu fruto, mas sim nos resultados que devem aparecer, o tipo de caráter que deve ser visto na pessoa que foi iluminada por Cristo. Em muitas passagens, justiça refere-se ao fruto da vida em Cristo Jesus (Hb 12.11). Nada do que é corrupto e injusto nos relacionamentos do homem para com seu semelhante (veja comentário sobre 4.24) deve existir. Então, em vez de “toda malícia” (4.31), deve haver toda bondade, a procura ativa pelo bem em cada área da vida. Há uma distinção muito instrutiva entre “bondade” e “justiça” em Romanos 5.7, mostrando que a primeira, além da ideia de retidão moral e integridade, expressa também a força atrativa de um belo caráter. E terceiro, quando as trevas da ignorância, cegueira, erro e engano se vão (4.14, 17,22), surge a verdade como fruto da luz que Cristo traz. (FOULKES, 1993, p. 120)

4 - A bondade presente na vida de cada crente
Eu próprio, meus irmãos, certo estou, a respeito de vós, que vós mesmos estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos outros. (Rm 15.14)

Quando a virtude da bondade está presente na vida do crente, ele expressa a boa qualidade de vida que tem, sempre deseja coisas boas para as outras pessoas e desenvolve um padrão ético e moral, pois é guiado por esse fruto da luz (Ef 5.9). Paulo orava pelos crentes para que todos produzissem o fruto do Espírito, especialmente o da bondade (2Ts 1.11,12).

A bondade na vida do crente é como uma fonte de água cristalina, sempre irá jorrar só aquilo que é bom e perfeito, já que seu alvo é ser como Deus e dEle nunca vem coisa ruim (Tg 1.17). Quando há a virtude da bondade na vida do cristão seu amor é constante, sua justiça é posta em prática sempre querendo fazer o que é certo.

Não há passos errados nem ações desairosas para quem tem a vida guiada pelo Espírito Santo, mas, sim, gentileza, comedimento, visto que o aspecto da bondade domina seu ser, e o que a caracteriza fortemente é a generosidade, que concede ao homem o que ele nunca poderia ter por merecimento.

O homem, por mais sincero e verdadeiro que seja não pode produzir o padrão de bondade conforme Paulo descreve, pois, seu amor é sempre falho (Os 6.4), entretanto, quando a virtude da bondade está em sua vida, vindo do Espírito de Deus, ele pode produzir uma vida de qualidade e um amor verdadeiro.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Bondade como fruto do Espírito é tradução de uma palavra grega que é encontrada apenas quatro vezes na Bíblia: agathosune. Quando comparada com chrestotes vemos que a bondade é a prática ou a expressão da benignidade, ou seja, fazer aquilo que é bom. O termo agathosune só é usado nos escritos de Paulo nas seguintes passagens: Romanos 14.14; Gálatas 5.22; Efésios 5.9; 2 Tessalonicenses 1.11.

No primeiro destes textos, Romanos 15.14-16, Paulo reconhece que os cristãos romanos estão prontos para ministrar uns aos outros e, portanto, os exorta a ministrar, lembrando-os de sua chamada para ser ministro (literalmente, servo) de Jesus Cristo. No versículo 16 (NVI), Paulo se compara a um sacerdote que oferece a Deus os gentios salvos como oferta santificada pelo Espírito Santo. Em todos estes versículos é vista a expressão da bondade.

Bondade, então, fala de serviço ou ministério uns aos outros, um espírito de generosidade posto em ação; diz respeito a servir e dar. É o resultado natural da benignidade — a qualidade interior de ternura, compaixão e brandura. Tudo isso está resumido na palavra amor. O amor é benigno, que é o oposto do maligno. O amor é bom, sempre buscando ministrar às necessidades dos outros” (GILBERTO, Antonio. O Fruto do Espírito: A plenitude de Cristo na vida do crente. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.92).

Conheça mais...

Bondade
“O Espírito Santo transmite esta virtude como um fruto, para que cada um do bom tesouro possa tirar o bem (Lc 6.45). Barnabé foi cheio do Espírito Santo e por isso se tornou um homem bom (At 11.24). Ele deixou um brilhante exemplo de que maneira esse fruto se manifesta. O seu coração era aberto para doar (At 4.37). Ele viu o que a graça de Deus havia operado (At 11.23), por isso conseguiu ajudar a Saulo (At 9.26-28; 11.25-26)”. Para conhecer mais leia, Teologia Sistemática — Coleção Ensino Teológico, CPAD, p.28.


HOMICÍDIO, A DESTRUIÇÃO DO PRÓXIMO

Não matarás.
Em Êxodo 20.13, temos uma ordem de Deus em favor da preservação da vida. A ordenança divina é bem clara, de forma que até uma criança pode compreender: “Não matarás” (Êx 20.13; Dt 5.17). Encontramos, em todo o Pentateuco, várias advertências a respeito da violência contra a vida. Deus é bom. Por isso, Ele estabeleceu leis para os homicídios dolosos, ou seja, quando uma pessoa mata a outra intencionalmente (Dt 27.24,25) e culposos, quando não há intenção de matar (Dt 19.4-6). O Senhor Jesus, nosso maior exemplo de bondade e amor, reforçou a legislação divina ao ensinar que podemos atentar contra a vida do nosso próximo até mesmo por palavras (Mt 5.21, 22). O apóstolo João também deixa claro que quem aborrece o seu irmão é homicida (1Jo 3.15). Que venhamos a amar o próximo, cuidar dele e preservar a sua vida, pois esta é a vontade de Deus para nós.

Aborto, a morte de um inocente indefeso.
Quando falamos em homicídio, estamos também nos referindo ao aborto. Este ato perverso está inserido no sexto mandamento, pois é um atentado contra a vida de um indefeso, além de ser um ato contra Deus, que é o doador da vida (Is 45.12; Mt 10.28).

O aborto, segundo o Código Penal Brasileiro, é também um crime. Embora faça parte do Código Penal, alguns, erroneamente, acreditam que o aborto deve ser uma escolha da mulher. Mas o Criador não permite que nós, seres criados, venhamos a decidir quem deve ou não viver. Deus nos criou, nos conhece e nos ama desde quando nosso corpo ainda estava sendo formado no ventre de nossa mãe (Sl 139.16).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO


Não matarás (20.13). ‘Assassinar’ é mais precioso aqui do que ‘matar’. A palavra hebraica rasah é a única sem paralelo em outras sociedades do segundo milênio a.C. Ela identifica ‘morte de pessoas’ e inclui assassinatos premeditados executados com hostil intenção e mortes acidentais ou homicídios culposo. Dentro da comunidade da aliança, precisava-se tomar um grande cuidado para que ninguém perdesse a vida, mesmo por acidente. O termo rasah não é aplicado em mortes na guerra ou em execuções judiciais” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse Capítulo por Capítulo. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.64).

Cidades de Refúgio
Entre as 48 cidades dadas aos levitas em Israel, seis, por ordem de Deus, foram indicadas como cidades de refúgio, ou asilo, para o ‘homicida’ (Nm 35.6,7). O próprio Moisés escolheu três delas no lado leste do rio Jordão: Bezer para os rubenitas, Ramote, em Gileade, para os gaditas; Golã, em Basã, para os manassitas (Dt 4.41-43). Mais tarde, na época de Josué, as outras três foram indicadas na parte oeste do Jordão. Elas estavam convenientemente situadas nas regiões norte, central e sul da terra que habitavam. Seriam construídas e mantidas abertas estradas para essas importantes cidades (Dt 19.3).

Em Hebreus 6.18 está indicado que as cidades de refúgio eram um tipo de Cristo. O apóstolo faz alusão a isso quando fala daqueles que fugiram procurando um refúgio, e também da esperança oferecida a eles. Nós procuramos o refúgio em Cristo, e nele estamos a salvo do Vingador do sangue divino (Rm 5.9)” [PFEIFFER, Charles F. (Ed.) Dicionário Bíblico Wycliffe. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2010, pp.417-18].


Uma Análise Geral sobre o Homicídio na Concepção Bíblica e Jurídica

O primeiro homicídio do mundo foi praticado por um homem, que matou seu irmão, Caim (Gn 4.8), a origem desse homicídio estava pautada na inveja, que é uma das obras da carne (GI 5.21). João diz que Caim era do Maligno e suas obras estavam influenciadas por ele (1Jo 3.12).

Todo o ódio de Caim para com Abel é porque Deus recebeu as suas ofertas, porque as obras de Abel eram boas; já quanto a Caim, Deus o rejeitou porque as suas obras eram más (1Jo 3.12). O mundo rejeitou a Cristo porque as suas obras eram um aguilhão que penetrava na consciência daqueles que viviam praticando obras más.

• A Bíblia condena todo e qualquer tipo de homicídio (Êx 20.13), e até no ensino de Jesus sobre o amor, Ele condenou o homicídio. Deus criou o homem para viver, então, quando alguém cometia homicídio, sua ordem era para que o tal fosse morto também (Nm 35.31), pois somente Deus é quem tem o poder de dar e tirar a vida (1Sm 2.6).

Primeiramente, vamos começar esse assunto fazendo uma definição da palavra homicídio, observe que ela é composta: homo- -homem, ceder e- matar ou cortar. E claro que a palavra homicídio pode ser entendida também como a morte de um animal, todavia, para os seres racionais essa palavra tem o sentido de matar um ser criado por Deus.

O homicídio pode ser classificado em duas categorias:

1 - Homicídios que podem ser justificados
Está escrito no Antigo Testamento que alguns homicídios eram justificáveis, a lista é bem extensa, vejamos:
a) Os que praticassem adultério (Lv 20.10).
b) Os que praticassem incesto (Lv 20.11).
c) Que praticassem sexo com animal (Lv 20.16).
d) Aqueles que não respeitassem os pais (Ex 21.17; Dt 21.18-21).
e) Os que praticassem a feitiçaria (Ex 22.18).
f) Aqueles que matasse ao seu próximo (Lv 24.17).
g) Os que praticassem a idolatria (Dt 13.6-9).
h) Quem blasfemasse do nome de Deus (Lv 24.16).
i) Quem praticar roubo (Ex 21.16).
j) Que cometesse estrupo (Dt 22.25).

O nosso Código Penal fala de alguns crimes que hoje podem ser justificáveis, ou melhor, que excluem a criminalidade. No artigo 23 do Código Penal está escrito: “Não há crime quando o agente pratica o fato”:

I - Em estado de necessidade;
II - Em legítima defesa;
III - Em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício de direito.

Para entender melhor cada uma das três colocações mencionadas acima, explicaremos cada uma delas.

Primeiro, estado de necessidade que configura a ação de alguém que, frente a uma grande necessidade, age devido a um grande perigo, que não foi provocado por sua própria vontade, e que não lhe dá outra opção. Um exemplo que se pode dar é: Duas pessoas que estão em alto-mar, mas há apenas um salva-vidas no barco, de modo que um lutará para se salvar, condenando o outro à morte.

Segundo, em legítima defesa, podemos citar o pai que mata o ladrão que entra em sua casa armado para praticar algum crime.

Terceiro, no cumprimento do dever legal, quando o soldado mata o inimigo no campo de batalha; isso lhe é permitido por lei.

Portanto, seguindo o princípio bíblico, vemos que existem os crimes que podem ser justificáveis, dentre esses, ainda queremos citar os acidentais, que são aqueles em que a pessoa não tinha a intenção de matar. No Direito esse crime é chamado de homicídio culposo.

2 - Homicídios injustificáveis
No homicídio culposo a morte se dá por falta de prudência, descuido, mas não existe qualquer intenção de praticar um crime. No caso do homicídio injustificável, que também pode ser denominado premeditado, em que alguém age de modo bem planejado querendo realmente pôr fim à vida de uma pessoa, sua mente arquiteta tudo e seu coração está cheio de ódio, por isso parte para a execução desse projeto satânico.

O homicídio injustificável é chamado no Direito de doloso, quando há intenção de matar, de fato, a pessoa assume o risco de que esse feito possa ser realizado. Na questão do crime doloso, este pode ser dividido em duas partes, isso na questão da prática criminosa:
1 - Dolo Direto. Nessa conduta a pessoa está decidida deliberadamente a cometer o crime: matar.
2 - Dolo Eventual. Nesse caso a pessoa pode prever um determinado resultado criminoso, por causa de sua conduta sem se preocupar se sua atitude pode prejudicar alguém. Um exemplo bem prático que podemos dar para a conduta eventual é quando um rapaz toma uma arma, coloca apenas uma bala, a brincadeira chamada “roleta russa”, e aponta para alguém disparando, caso aconteça a morte foi praticado um crime doloso, de natureza com dolo eventual.

O homicídio que vem dominado pelo ódio, que é planejado, que é passional, isto é, suscetível de paixão, e aquele surge de uma briga ou discussão. Intencional ou não todo homicídio é condenado pela Palavra de Deus.

O homicídio é uma obra puramente da carne. Por isso os que são comandados pela carne estão prontos para fazer de tudo para acabar com aquelas pessoas que odeiam ou para tomar posse de alguma coisa.

Um homicídio pode ser cometido por vários motivos:
a) Inveja, como aconteceu com Caim (Gn 4.8).
b) Sede pelo poder: Abimeleque (Jz 9.5).
c) Para satisfazer os desejos de Alguém: Jezabel (1 Rs 21.10).
d) Para não perder o trono: Herodes (Mt 2.16).
e) Desejo para ter dinheiro: Judas (Mt 27.4).


O que Jesus Falou sobre o Homicídio?

Jesus não tratou do homicídio apenas como o ato em si, mas da ira que pode levar a matar. Quanto à expressão “sem motivo”, ela não consta nos melhores manuscritos, a ira tem suas restrições, conforme falou Paulo (Ef 4.26).
Pelas palavras de Jesus, observe que tudo o que Ele ensinava estava fundamentado no que Deus já havia dito: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo” (Mt 5.21).

Em Mateus 5.21, Jesus estava se voltando para a Lei judaica, Ele não arquiteta nada, mas cheio do Espírito Santo revelar com tonicidade aguda as verdades que estavam na Palavra de Deus. Todo estudioso da Palavra deveria proceder como Jesus, como Bom Mestre Ele era fiel, não adulterou em nada as Escrituras, antes foi fiel a ela em tudo. Jesus Cristo soube tirar da porção do Antigo Testamento coisas velhas e novas (Mt 13.52).

No tocante à expressão “não matarás”, ela está restrita ao que a Lei estava dizendo, Jesus não está aqui abordando o assunto de modo global, mas em sua ênfase dirige-se para a própria natureza do homem, pois é de dentro de um coração não transformado e pecaminoso que brota o homicídio.

Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. (Mt 15.19)

O homicídio não vem logo de imediato, mas ele é precedido pelo ódio e pela raiva, e sem a ajuda do Espírito Santo de Deus ninguém poderá controlá-lo. As palavras que ferem são pronunciadas pela raiva; a expressão aramaica raca, que quer dizer vazio, oco e apontava para alguém que age em desrespeito ao outro.

As duas palavras raca e louco podem ter o mesmo significado, e podemos pensar que pelo uso que Jesus fez delas, talvez quisesse referir-se ao crime de calúnia e difamação. Porque só mesmo uma pessoa vazia e sem caráter é que pratica tais crimes. A injúria ataca o caráter da pessoa, sempre procurando depreciá-la, e a calúnia baseia-se em uma falsa acusação, as duas são crimes contra a honra. A difamação segue quase a mesma conotação de calúnia, só que com uma diferença, a conduta praticada por quem é ofendido não é descrita como um crime na lei.

Na comunidade de Qumran, quando alguém ofendia outro com palavra, sua comida era reduzida durante um ano, ele ficava isolado das pessoas, e, às vezes, até era excomungado do meio social. Palavras duras acompanhadas de ódio causam feridas grandiosas, e muitas delas provocam o homicídio, por isso é bom evitar as ofensas, as calúnias e difamações, especialmente o crime de racismo. Deixemos que a Palavra de Deus limpe os nossos corações, e que o amor divino permeie todo o nosso ser, desse modo não pronunciaremos palavras duras, pelo contrário, teremos uma língua erudita para dizer palavras que produzam vida (Is 50.4).

Os que São Nascidos de Deus

João diz que o nascido — uma ação que começou no passado, mas que tem resultado no presente — jamais vive na prática do pecado, porque foi regenerado (2Pe 1.4). Só existem dois tipos de filho: um é de Deus e o outro do Diabo, portanto, ou você é filho de Deus, nascido por meio da ação do Espírito Santo de Deus (Jo 1.11-13), ou, então, é filho do Diabo (At 13.10. Ef 2.3).

Caim era da família do Diabo, por isso matou seu irmão. Atente para a palavra grega ésphakse, matar, assassinar. Esse verbo expressa uma brutalidade tremenda, mostrando que esse ato é de alguém totalmente maligno.

Como o mundo está no poder do Maligno, os cristãos não deveriam ficar admirados quando forem odiados. Quem não tem o verdadeiro amor de Deus no coração está cheio de ódio, mas o verdadeiro amor sempre luta pela vida, o ódio sempre luta pelo mal (Mt 5.21,22). Uma pessoa que tem o coração cheio de animosidade terá as mesmas atitudes de Caim: inveja e ódio.

No amor de Cristo temos o exemplo para sermos amorosos com os outros, nos sacrificando para que a vida seja vivida por outros. A ênfase desse versículo não está na palavra morrer, mas, sim, no ato de partilhar com os outros para que também vivam bem.


SEJAMOS BONDOSOS E MISERICORDIOSOS

Servindo ao outro com amor.
Jesus deve ser o nosso exemplo de serviço e amor. Ele declarou que não veio ao mundo para ser servido, mas para servir e dar a sua vida por nós (Mt 20.28). Vivemos em um mundo egoísta, onde as pessoas só querem ser servidas. Por isso, precisamos, como sal e luz desse mundo, mostrar-lhes o nosso serviço e compaixão (Mt 5.13,14). Paulo exortou os crentes da Galácia para que levassem as cargas uns dos outros (Gl 6.2). Para realizamos tal ato precisamos amar, pois levar a carga do outro significa ajudar o irmão que está enfermo, enfrentando tribulação ou enfrentando necessidade financeira. Você tem ajudado seus irmãos a carregarem suas cargas ou você tem ainda acrescentado mais peso a elas?

"Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé." Gálatas 6:10

O crente cheio do Espírito Santo é bondoso e misericordioso.


CONCLUSÃO

Que possamos demonstrar ao mundo e aos nossos irmãos a bondade de Deus que um dia foi derramada em nossos corações. Que jamais venhamos aceitar qualquer forma de homicídio, pois somos novas criaturas e sabemos que Deus abomina tal prática.



Fonte:
Livro de Apoio 1º trim 2017 - As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - CPAD - Osiel Gomes
Revista Bíblica As Obras da Carne e os Frutos do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente - 1º sem_2017 - CPAD - Comentarista Osiel Gomes
Bíblia Defesa da Fé
Bíblia de Estudo Pentecostal
Dicionário Wycliffe

Sugestão de leitura:
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