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sexta-feira, 20 de março de 2015

10º mandamento - Não cobiçarás

De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem a veste
Atos dos Apóstolos 20.33


"Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo"  Êxodo 20.17

Este mandamento tem uma particularidade que o faz diferir dos outros nove. Enquanto os mandamentos anteriores referem-se ao comportamento exterior e direto da pessoa, o décimo mandamento reporta-se ao comportamento subjetivo, íntimo e interior do indivíduo. Ou seja, este mandamento está relacionado ao que a pessoa pensa e sente quando da sua peregrinação existencial.

Quem pode entrar na consciência de alguém e desvendar o que se passa por lá? Graças a Deus ninguém possui tal capacidade, exceto o próprio Deus na pessoa consoladora do Espírito Santo. Este fala à nossa consciência e coração. Quaisquer crentes têm uma voz interna a falar automaticamente ao coração quando o desejo insano de se apropriar do que pertence aos outros brota no coração. O Espírito Santo fala conosco!

Atentai para o ensinamento do Evangelho: "Ouvis-tes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela" (Mt 5.27,28). Quer dizer que basta um olhar para caracterizar o pecado de adultério? Mas quem julgará isso? Ora, simples: o Espírito Santo fala consciência da pessoa. O que Jesus nunca propôs é que apenas os atos visíveis sejam transformados. O nosso Senhor ataca a raiz dos problemas. Enquanto muitos escribas supervalorizavam o exterior e as obras que faziam, Jesus de Nazaré queria saber da motivação das pessoas. Qual a nossa motivação de ir à Igreja? De estar com pessoas? Será que a motivação é nobre? Autêntica? Legítima? Pura?

Hoje em dia, propagandas na televisão, no rádio, nas revistas, na internet e em todo lugar possível são feitas para alimentar o consumismo no povo. Tais propagandas criam pseudo-necessidades para as pessoas sentirem-se infelizes, até mesmo inferiores as outras enquanto não tiver adquirido aquele objeto da propaganda. Fabricantes de marcas famosas não têm o pudor de usarem os corpos das mulheres para popularizar suas marcas. Usam as mulheres como iscas em anzol para atrair consumidores a fabricas dos seus produtos. O consumismo tem dominado tanto a vida das pessoas que leva quase todos a violarem o princípio do décimo mandamento.
Revista ensinador. Editora CPAD Ano 16 - N° 61

A cobiça é a raiz da qual surge todo pecado contra o próximo, tanto em pensamento como na prática.

COMENTÁRIO
Todo ser humano tem desejos e vontades, e não existe nenhum mal nisso. O que o décimo mandamento proíbe é a ambição, o desejo ardente de possuir ou conseguir a todo custo o que pertence ao próximo. Tomemos como exemplo o rei Acabe (ver 1Reis 21). Ele poderia ter a terra que desejasse, mas tomado pela cobiça, desejou o vinhedo do seu próximo e não mediu esforços para conseguir. Cometeu abuso de poder, mentiu, inventou um plano sórdido e fez com que um homem inocente perdesse a vida. A cobiça é o resultado da maldade humana.

INTRODUÇÃO
O Decálogo conclui com um mandamento que proíbe o desejo ilícito, a cobiça sem sugestão alguma de ato, pois diz respeito primariamente à motivação, e não à ação concreta. A cobiça é um mal devastador muito comum ainda hoje em nossa cultura ocidental materialista. Trata-se de uma atitude de natureza interna que pode expressar-se em ato real. Toda ação boa ou ruim começa no pensamento. Os outros mandamentos proíbem atos; aqui, a proibição diz respeito ao desejo, não ao desejo em si, mas ao desejo daquilo que pertence a outro. Não é pecado desejar bens e conforto, as coisas boas de que necessitamos na vida. [1]

I. O DÉCIMO MANDAMENTO
1. ABRANGÊNCIA.
O décimo mandamento aborda a responsabilidade do israelita sobre o pecado do pensamento. É um recurso divino que Deus proveu para habilitar o israelita a obedecer os mandamentos anteriores. A cobiça é um dos piores pecados, o pecado que não se vê. Essa é a sua característica distintiva em relação aos outros, pois não é possível ser conhecido. Isso mostra que o Legislador divino é Onisciente, pois Ele conhece o mais íntimo do coração humano, nossos desejos e intenções (1 Rs 8.39; 1 Cr 28.9; Jr 17.10; At 1.24). Deus se interessa não só pelos corretos atos concretos, não apenas pelo cerimonialismo na adoração, mas principalmente pela pureza de um coração sincero. Isso mostra o lado espiritual do Decálogo; nem tudo é apenas jurídico. A ideia central é não desejar aquilo que pertence ao outro. [1]

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Neste ponto, no tocante ao décimo mandamento, aprendemos que a lei aplica-se não somente aos atos, mas também aos sentimentos e intenções do coração. Em outras palavras, a lei envolvia sentimentos interiores, e não apenas atos externos. O sétimo mandamento proíbe o sexo com a mulher de outro homem; e o décimo mandamento proíbe o desejo disso. Neste ponto, a lei aproxima-se da abordagem feita por Jesus a respeito, em Mateus 5.21 ss. Todos os pensamentos devem ser levados ao cativeiro a Cristo (II Cor. 10.5). Se o oitavo mandamento proíbe o roubo, o décimo proíbe até mesmo o desejo de roubar.
Por conseguinte, o décimo mandamento opera como uma espécie de limiar das noções neotestamentárias sobre essas mesmas questões. O Novo Testamento repete dez dos mandamentos, deixando de fora aquele atinente ao sábado. Mas o dia do Senhor ou domingo, embora não seja um sábado ou descanso, envolve as implicações espirituais do mandamento relativo ao sábado, enaltecendo e iluminando o sentido espiritual do sábado. [2]

2. OBJETIVO.
A vontade de Deus expressa nesse último mandamento do Decálogo é que haja pleno contentamento com aquilo que temos e com a nossa condição: "...Contentai-vos com o vosso soldo" (Lc 3.14), ensino de João Batista para os militares. "Mas é grande ganho a piedade com contentamento" (1 Tm 6.6). Quem tem Jesus não está obcecado pelas riquezas materiais, pois tem em seu interior algo muito mais valioso que os tesouros do mundo. A NTLH traduz esse versículo da seguinte forma: "É claro que a religião é uma fonte de muita riqueza, mas só para a pessoa que se contenta com o que tem”. A Bíblia nos exorta ainda: "contentando-vos com o que tendes" (Hb 13.5). Há aqui certo paralelo com Filipenses 4.11. Mas convém ressaltar que todas essas exortações não são uma apologia à pobreza nem uma defesa do status quo econômico; é uma recomendação para que nossos desejos não venham desagradar a Deus nem causar danos ao nosso próximo (Rm 12.15).

A conduta do cristão deve ser a de se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (Rm 12.15). Ninguém deve ser dominado pela inveja (G1 5.26; Tg 4.14-16) nem alimentar o sentimento de tristeza pelo sucesso alheio (Ne 2.10; Sl 112.9,10). Glorifique a Deus pelas bênçãos e pelo sucesso do seu irmão, e você será abençoado também, a seu tempo (Ec 3.1-8). [1]

Êxodo 20.17 — Cobiçar (hb. hamad) significa possuir enorme desejo por.
Cobiçar não era apenas apreciar algo à distância, e sim possuir uma vontade incontrolável, excessiva e egoísta de apoderar-se do bem de outrem. O décimo mandamento aborda uma disposição interior: o pecado também ocorre no pensamento. Isso demonstra que Deus queria que os israelitas não só evitassem praticar as ações malignas previamente estabelecidas em sua mente, como também descartassem todos os pensamentos perversos que levavam às atitudes de cobiça. [3]

3. CONTEXTO.
Êxodo 20.17; Deuteronômio 5.21 - O décimo mandamento aparece expandido em Deuteronômio em relação ao texto de Êxodo e inclui o campo do próximo na lista das coisas que não devem ser cobiçadas. Alguns críticos estranham a inversão das cláusulas, pois a fraseologia de Êxodo começa por não cobiçar a casa do próximo e em seguida vem a proibição de não cobiçar a mulher do próximo, mas em Deuteronômio essa ordem é invertida: primeiro vem a mulher e depois a casa. Ambos textos, contudo, proíbem a cobiça de bens e pessoas, além da mulher ou do esposo, pois a mulher pode também cobiçar o marido alheio, o servo e a serva do próximo; propriedades, casa e campo; o termo "casa" aparece muitas vezes na Bíblia com o sentido de "família" (Js 24.15; At 16.31), mas parece não ser essa a ideia aqui; e semoventes: boi, jumento ou qualquer outra coisa. A frase final "nem coisa alguma do teu próximo" inclui posição social ou ascensão no trabalho.

Há discussão sobre a substituição de hãmad por ’ãwãh na segunda cláusula do décimo mandamento (Dt 5.21). O verbo hãmad aqui aparece com a esposa do próximo e ’ãwãh com as demais coisas. Isso pode levar alguém a pensar em hãmad como um tipo sensual de desejo, mas isso não procede por duas razões principais:
a) é usado para bens móveis e imóveis (Js 7.21; Mq 2.2);
b) ambos os termos aparecem como sinônimos (Gn 3.6; Pv 6.25; Sl 68.17).
Parece que 'ãwãh diz respeito a um tipo de desejo casual. O formato textual de Êxodo está adaptado ao estilo nômade de vida de Israel no deserto, ao passo que Deuteronômio, quase 40 anos depois, é o modelo para o povo prestes a ser estabelecido na terra de Canaã como país. [1]

4. ESCLARECIMENTO.
Já vimos que o Decálogo está estruturado em duas seções identificadas com a primeira e a segunda tábuas, as tábuas de pedra em que foram escritos os Dez Mandamentos, literalmente as dez palavras. A primeira contém os compromissos do israelita diante de Deus, e a segunda de sua responsabilidade para com o próximo. Os dois grandes mandamentos citados por Jesus podem ser um resumo dessas duas tábuas. Esses mandamentos estão dispostos numa sequência lógica. O quinto mandamento é uma ponte que une o conteúdo das duas tábuas. Em seguida vem a proteção da vida: “Não matarás"; depois a proteção da família: "Não adulterarás"; a proteção da propriedade: "Não furtarás"; a proteção da honra: "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo"; e o último protege o israelita de ambições erradas.

Os católicos romanos e os luteranos mantiveram a tradição catequética medieval do Decálogo esboçada por Agostinho de Hipona e que predominou durante a Idade Média. Os dois primeiros mandamentos são considerados um só, e o décimo é dividido em dois. "Não cobiçarás a casa do teu próximo" é o nono, e "Não cobiçarás a mulher do teu próximo" (Êx 20.17), o décimo. Qualquer pessoa pode observar sem muito esforço que tal arranjo e uma camisa de força, pois não corresponde à divisão natural (Êx 20.1-17; Dt 5.7-21). Além disso, o Decálogo do catolicismo romano não é bíblico, trata-se de uma interpretação com lentes papistas. Nós seguimos o arranjo das igrejas ortodoxas e protestantes reformadas, que vem desde os antigos judeus (JOSEFO, Antiguidades Judaicas, Livro 3, 4.113, edição CPAD). [1]

A finalidade do décimo mandamento é erradicar o desejo perverso de querer o que é do próximo.


II. COBIÇA
1. SIGNIFICADO.
O verbo hebraico hãmad, "desejar, ter prazer em, cobiçar, ter concupiscência de", aparece 14 vezes no Antigo Testamento. O termo em si é neutro e se aplica também a coisas boas (SI 19.10 [11]; 68.16 [17]). Essa palavra é repetida no décimo mandamento no texto de Êxodo 20.17 e uma só vez no registro do Decálogo, em Deuteronômio 5.21: "E não cobiçarás a mulher do teu próximo". Na segunda cláusula, "e não desejarás a casa do teu próximo", aparece outro verbo ’ãwãh, "desejar ardentemente, ansiar, cobiçar, anelar". Ambos os verbos aparecem como sinônimos no relato da tentação do Éden: "agradável aos olhos... e desejável para dar entendimento" (Gn 3.6). A Septuaginta traduz pelo verbo epithyméõ, literalmente "fixar desejo sobre", da preposição epí, "sobre", e do substantivo thymós, "paixão, ira, furor".

Esse verbo grego aparece no Novo Testamento para se referir ao décimo mandamento (Rm 7.7; 13.9) e também para expressar desejo por tudo o que é proibido (Mt 5.28; 1 Co 10.6). O substantivo derivado dele, epithymia, é usado para "concupiscência" em 1 João 2.16: "Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo". Concupiscência é desejo desordenado; trata-se do "forte e continuado desejo de fazer ou de ter o que Deus não quer que façamos ou tenhamos" (KASCHEL & ZIMMER, 2006, p. 45). Mas todos esses termos, hebraicos e gregos, são neutros, podendo se referir a coisas boas ou a coisas más, dependendo do contexto (Mt5.28; 13.17). [1]

COBIÇA
Há várias palavras hebraicas e gregas envolvidas, a saber:
1. Avvah, «desejo por si mesmo». Palavra hebraica usada por quatro vezes: Dt. 5:21; Pv. 21:26; Sl. 45:11; Pv. 23:3.

2. Chamad, «desejar». Verbo hebraico usado por catorze vezes. Por exemplo: Êx. 20:17; Js. 7:21; Mq. 2:2; Dt. 5:21; 7:25; Jó 20:20; Is. 1:29; 53:2.

3. Batsa, «ganhar (ilegalmente)». Palavra hebraica usada por oito vezes com o sentido de cobiçar. Por exemplo: Hc. 2:9; Pv. 1:19; 15:27.

4. Epithuméo, «fixar a mente sobre». Palavra grega usada por dezesseis vezes: Mt. 5:28; 13:17; Lc. 15:16; 16:21; 17:22; 22:15; Atos 20:33; Rm. 7:6; 13:9 (citando Êx. 20:15,17); I Co. 10:6; Gl. 5:17; I Tm. 3:1; Hb. 6:11; Tg. 4:2; I Pe. 1:12; Ap. 9:6.

5. Orégomai, «estender os braços para». Termo grego usado por três vezes: I Tm. 3:1; 6:10; Hb. 11:16.

6. Pleoneksía, «desejo de mais». Substantivo grego usado por dez vezes: Mc. 7:22; Lc. 12:15; Rm. 1:29; II Co. 9:5; Ef. 4:19; 5:3; Cl. 3:5; I Ts. 2:5; II Pe. 2:3,14.
O adjetivo, pleonéktes, «cobiçoso», aparece por quatro vezes: I Co. 5:10,11; 6:10; Ef. 5:5. [4]

2. COBIÇAR.
Os relatos bíblicos estão repletos de cobiças destruidoras, a começar pelo primeiro casal. "E vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela" (Gn 3.6). Aqui se expressa exatamente o que afirma o Novo Testamento: "a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida" (1 Jo 2.16).
Os irmãos de José desejavam a posição dele no coração de seu pai, Jacó (Gn 37.4). A cobiça causou a ruína de Acã: "Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata e, uma cunha de ouro do peso de cinqüenta siclos, cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata, debaixo dela" Os 7.21). O verbo "cobiçar" aqui é hãmad, o mesmo usado no Decálogo (Êx 20.17; Dt 5.21). Acã cobiçou e se apropriou dos despojos de Jericó, objetos que não lhes pertencia (Js 6.19). [1]

3. O TEXTO PARALELO.
Como ficou dito antes, o décimo mandamento em Deuteronômio não segue rigorosamente o registro de Êxodo. Mas isso não altera o sentido da mensagem, O segundo verbo empregado para "cobiçar" é awah, que significa "desejar ardamente, ansiar, almejar, cobiçar". Aparece ao lado de hamad (Gn 3.6) e, como termo alternativo, em "não cobiçarás a mulher do teu próximo" (Dt 5.21). A Septuaginta traduz os dois verbos igualmente por epitymeo. [1]

Exemplo BIblico de Cobiça
Labão (Gn. 31:41); Acã (Js. 7:21); os filhos de Eli (I Sm. 2:12); Saul (I Sm. 15:9,19); Acabe (I Reis 21:2); os nobres dos judeus (Nee. 5:7); a Babilônia (Jr. 51:13); Judas Iscariotes (Mt. 26:14.15); os fariseus (Lc. 16:14); Ananias (Atos 5:1-10); Félix (Atos 24:26); Balaão (II Pe. 2:15; Jd. 11).
A cobiça é alistada como um dos pecados mortais, pela Igreja Católica Romana. [5]

A cobiça é o desejo excessivo de possuir aquilo que pertence ao outro.

“Deus proíbe a cobiça de todo tipo quando fala da casa do vizinho, de sua esposa, servo, boi, jumento ou de qualquer coisa que lhe pertença (Êx 20.17). O Novo Testamento declara que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5) ou adoração a deuses e posses, e a condena junto com outros pecados. O Senhor Jesus viu cobiça no jovem rico quando lhe citou os seis mandamentos da segunda tábua da lei, e então o desafio ao décimo mandamento ao ordenar que ele vendesse tudo que tinha e desse o dinheiro aos pobres” [6]


III. AVINHA DE NABOTE
1. PROPOSTA RECUSADA.
A recusa de Nabote de vender sua vinha para Acabe (1Reis 21.1-4). Nabote era um israelita de Jezreel que tinha um pedaço de terra cobiçado por Acabe, rei de Samaria. Jezreel estava localizada na base do monte Gilboa, na região oriental do vale e da planície de mesmo nome. A vinha de Nabote era próxima ao palácio real, isto é, da casa de verão, e, aparentemente, Acabe, levado por um capricho, desejava transformá-la em um jardim.
Nabote tinha todo o direito de se recusar a vendê-la. Na verdade, ele teria transgredido não só uma tradição, como também a sua consciência, se fizesse essa venda (cf. Lv 25.23-28; Nm 36.7ss.). Acabe reconhecia que Nabote estava religiosamente obrigado a conservar a posse de sua terra e que essa obrigação não poderia ser contrariada. Entretanto, ele ainda assim queria essa área; ele se irritou, adoeceu e deixou de comer. A única coisa pior que uma criança mimada é um adulto amuado. [7]

2. O DIREITO DE PROPRIEDADE.
I Reis 21.4 Então Acabe veio desgostoso e indignado para sua casa. O arrogante Nabote havia negado ao “pobre rei” o seu brinquedo. Desgostoso, o rei voltou para casa e deitou-se, tremendamente amuado. Usualmente sendo um bom garfo, dispondo de todas as espécies de acepipes importados, ele parou de comer totalmente. E ficou deitado em sua cama, adoentado e desapontado. “Pobre alma! Ele era senhor sobre dez doze avos da terra, e, no entanto, sentia-se miserável porque não podia obter a vinha de um homem pobre!... Toda privação e cruz faz uma alma imunda sentir-se infeliz” (Adam Clarke, in loc.).
O descontentamento de Acabe terminaria em um crime franco. O grande rei Acabe agia como uma criança, mas Jezabel seria a executora. [2]

A Bíblia diz que a medida da impiedade de Acabe se completou quando ele se casou com Jezabel, uma princesa fenícia de origem pagã, devota de Baal. Ela era filha de Etbaal, rei de Sidom (1Reis 16 29-32). Jezabel não respeitava o sagrado direito de propriedade estabelecido por Deus na lei de Moisés. Ela não hesitou em elaborar um plano criminoso para condenar Nabote à morte e confiscar sua vinha (vv.9,10). [1]

3. O PECADO DE ACABE E JEZABEL.
O rei Acabe cobiçou vinha de Nabote e isso resultou num escândalo nacional que levou à ruína a casa real (1 Rs 21.1-16). Ele e sua esposa, Jezabel, violaram o sexto mandamento: "Não matarás"; o oitavo: "Não furtarás"; o nono: "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo"; e o décimo: "Não cobiçarás". Dois outros casos de cobiça aconteceram na casa de Davi: seu filho Amnom violentou a própria irmã, Tamar, movido pela lascívia (2 Sm 13.15), e Absalão desejou ocupar o trono de seu pai enquanto Davi ainda era vivo e reinava em Israel (2 Sm 15.16).
No Novo Testamento, encontramos Ananias e Safira, que desejavam prestígio na Igreja, mas tentaram consegui-lo de maneira pecaminosa (At 5.1-11). Simão Mago, de Samaria, tentou comprar os dons de Deus com dinheiro, pois almejava poderes sobrenaturais para ostentação pessoal (At 8.18). Diótrefes, personagem desconhecida, cuja única menção no Novo Testamento é desabonadora, já que ele procurava ter o primado na Igreja (3 Jo 1.9). [1]

I Reis 21.9 Apregoai um jejum, e trazei a Nabote para a frente do povo. Nabote deveria ser zombeteiramente exaltado e louvado. Ele era um homem bom, e o público reconheceria isso. Muitas pessoas estariam presentes para honrá-lo, mas ao lado dele haveria dois patifes que, de repente, acusariam o bom homem de blasfêmia contra o rei e contra Elohim (o Deus de Israel, ou, talvez os deuses, conforme a palavra hebraica pode ser traduzida). Seja como for, a acusação, nunca ouvida nem provada em tribunal, resultaria em sua execução (vs. 13). Bastava que duas testemunhas testificassem contra uma pessoa para que as acusações tomassem um aspecto legal. Os dois patifes “cumpriram” a exigência legal. ver Dt. 17.6,7. Quanto a uma interpretação alternativa, ver a seguir.

O texto hebraico original aceita outra interpretação. Em lugar da idéia de exaltação, a colocação de Nabote à frente do povo pode significar “seja submetido a julgamento”. Mas, quer ele fosse exaltado, quer fosse submetido a julgamento, o pobre Nabote seria atraiçoado e executado por crimes que não tinha cometido. Disse John Gill (in loc.): “...trazei-o ao tribunal e julgai-o. Talvez em seus tribunais de juizo houvesse lugares mais elevados, acima da cabeça das pessoas, onde os criminosos acusados costumavam pôr-se de pé, quando estavam sendo julgados, a fim de que pudessem ser vistos e ouvidos por todos”.

Um jejum. Jezabel fingiu que Israel estava enfrentando os pecados de Nabote. Jejuns eram decretados em tempos de emergência nacional. Yahweh estaria prestes a punir um povo desviado. Era necessário um arrependimento em massa, e pecados secretos tinham de vir à luz. Algumas poucas execuções avivariam tais questões, e isso aliviaria a ira divina. O jejum alegadamente prepararia o povo para aproximar-se da deidade. A presença divina revelaria por que o país enfrentava o perigo. Um jejum de sete dias era comum nos sepultamentos, em lamentação pelos mortos (ver I Sm. 31.13), de modo que um jejum era com freqüência associado à morte, e quase sempre ao pecado. Nas religiões modernas, essa não é a razão principal para que haja jejum.

I Reis 21.10 Dois homens malignos. Nossa versão portuguesa provavelmente mostra-se correta ao fazer do nome Belial um adjetivo que significa “homens malignos”. Esta nova versão portuguesa concorda com a Revised Standard Version. Somente mais tarde a palavra hebraica veio a significar um nome para Satanás, visto que essa doutrina só se desenvolveu no judaísmo posterior. Eram essenciais duas testemunhas, de acordo com a lei antiga (ver Dt. 17.6; 19.15; Núm. 35.30; Mt. 26.60). Isso deixava a questão aberta para a injustiça, porquanto não seria dificíl conseguir duas “testemunhas” que concordassem em levantar uma acusação qualquer contra alguém inocente. É admirável que o testemunho tenha sido aceito, e não tenha havido nenhum julgamento como estamos acostumados a ver hoje em dia.
"... eles eram uns coitados inúteis, que tinham lançado fora o jugo da lei, visto que belial significa criaturas abandonadas e sem lei, que não têm consciência de coisa alguma” (John Gill, in loc.).

Blasfêmia. Falar coisas pesadas e perversas contra Deus e o rei, esse foi o alegado “crime” de Nabote. Entrementes, a abominável e idólatra Jezabel saiu livre de qualquer punição, embora ela fosse um caso público e escandaloso de alguém que deveria ser executado de acordo com os padrões da legislação mosaica. Esse era um crime passível de execução e uma violação direta do segundo mandamento (Êx. 20.4). ver Dt. 17.2-5 quanto à pena de morte (por apedrejamento), que era o castigo contra esse crime.

A blasfêmia era punida com o apedrejamento, conforme aprendemos em Lv. 24.16 e Dt. 13.9,10. A palavra hebraica aqui usada e traduzida como “blasfêmia” usualmente significa “abençoar”, mas em um uso eufemístico significa também “amaldiçoar”. [2]

4. O CASAL NÃO CONTAVA COM UMA TESTEMUNHA VERDADEIRA. (1Reis 21 17-19)
A Jezabel, muito alegre por sua conspiração ter sido bem sucedida, leva a notícia a Acabe de que Nabote não vive, mas é morto; por isso, diz ela, levanta-te e possui a vinha de Nabote (v. 15). Ele podia ter tomado posse através de um de seus oficias, mas ele está tão satisfeito com o acesso aos bens de Nabote, que ele mesmo viajará até Jezreel para tomar posse deles. E parece que ele foi com grande pompa também, como se tivesse obtido alguma grande vitória, pois muito tempo depois Jeú se lembra que ele e Bidcar o acompanharam naquela ocasião (2 Rs 9.25). Se os filhos de Nabote foram todos executados, Acabe pensou ter direito à propriedade ob defectum san- guinis — por falta de herdeiros (como nossa lei o expressa); se não, ainda assim, Nabote tendo morrido como um criminoso, Acabe a reclamou como ob delictum criminis — como alguém que teve seus bens confiscados por seu crime. Ou, se nada o justificasse, o poder absoluto de Jezabel lhe daria os bens de Nabote, e quem ousaria se opor à sua vontade? Com freqüência o poder prevalece contra o direito e é admirável que a divina paciência tolere que isso aconteça. Certamente Deus é tão puro de olhos, que não pode ver o mal, e ainda por um tempo se cala quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele (Hb 1.13).

Podemos observar nesses versículos:
A má reputação que é atribuída a Acabe (w. 25,26), que entra aqui para justificar Deus em relação à pesada sentença que lhe impôs, e para mostrar que embora lhe fosse imposta por ocasião do seu pecado no que tocava ao assunto de Nabote (muito parecido com o pecado de Davi no assunto relacionado a Urias), ainda Deus não o teria punido de maneira tão severa, se ele não fosse culpado de muitos outros pecados, principalmente da idolatria. Ao passo que Davi, com exceção daquele erro, fez o que era reto. Mas, quanto a Acabe, ninguém fora como ele, tão engenhoso e industrioso em relação ao pecado, e que fez dele uma ocupação. Ele se vendera para fazer o que era mau, isto é, tornou-se um completo escravo de suas luxúrias, e esteve tanto à disposição e às ordens delas quanto qualquer criado às ordens de seu senhor. Ele entregou-se completamente ao pecado, e com a condição de que pudesse desfrutar dos prazeres que dele vêm, ele receberia a paga por ele, a qual é a morte (Rm 6.23). O bendito Paulo queixou-se de que ele estava vendido sob o pecado (Rm 7.14), como um pobre cativo contra a sua vontade; mas Acabe era voluntário: ele se vendera ao pecado; por escolha, e como seus próprios atos e escolha, ele se submeteu ao domínio do pecado. Não era desculpa para seus crimes o fato de que Jezabel, sua mulher; o incitava a proceder perversamente e o fazia, em muitos aspectos, pior do que de outra forma teria sido. A que grau de impiedade chegou ele, que tinha tanto material inflamável em seu coração e tal temperamento em seu peito para acender o fogo dentro dele! Ele fez o mal em muitas coisas, porém, o pior foram as abominações, seguindo os ídolos, como os cananeus. Suas imoralidades provocavam muito a Deus, mas principalmente sua idolatria. A situação de Israel era triste quando um príncipe de um caráter como esse reinava sobre ele.

A mensagem com a qual Elias foi enviado para ele, quando foi tomar posse da vinha de Nabote (w. 17-19).
1. Até aqui Deus se manteve em silêncio, não interferiu na correspondência de Jezabel, nem suspendeu o processo dos anciãos de Jezreel; mas agora Acabe é reprovado e o seu pecado é posto diante de seus olhos.
(1) Elias é a pessoa enviada. Um profeta de posição inferior tinha sido enviado a ele com mensagens de bondade (20.13). Mas o pai dos profetas é enviado para afligi-lo e condená-lo por seu assassinato.

(2) O lugar é a vinha de Nabote e o tempo, justamente quando Acabe está tomando posse dela; então, e ali, a sua sentença deve ser lida para ele. Ao tomar posse, ele aprovava tudo o que fora feito, e fez a si mesmo culpado ex post facto — como um cúmplice após o fato. Ele foi pego por autorizar os erros, e por isso a condenação cairia sobre ele com muito mais força. “O que tens tu para fazer nesta vinha? Que bem podes esperar dela quando a adquiriste com sangue (Hb 2.12) e sufocaste a alma do seu dono (Jó 31.39). Agora que ele está se alegrando com o seu bem adquirido desonestamente, e dando orientações para mudar a vinha em um jardim de flores, a sua comida se mudará nas suas entranhas. Porquanto não sentiu sossego. Haja, porém, ainda de que encher o seu ventre, e Deus mandar sobre ele o ardor da sua ira (Jó 20.14,20,23).

2. Vejamos o que se passou entre ele e o profeta.
(1) Acabe desabafou sua ira contra Elias, encolerizou-se ao vê-lo, e, em vez de humilhar-se diante do profeta, como devia ter feito (2 Cr 36.12), estava pronto para voar em seu pescoço. Já me achaste, inimigo meu? (v. 20). Isso mostra:
  • [1] Que Acabe o odiava. A última vez em que os encontramos juntos separaram-se como bons amigos (18.46). Na ocasião, Acabe tinha permitido a reforma e por isso, tudo estava bem entre ele e o profeta; mas agora ele tinha reincidido e estava pior que nunca. A sua consciência lhe dizia que havia feito de Deus seu inimigo e, por essa razão, ele não poderia esperar que Elias fosse seu amigo. Note: A condição do homem que fez da palavra de Deus sua inimiga é muito miserável, e a sua condição, quando considera os ministros daquela palavra seus inimigos porque lhe dizem a verdade (Gl 4.16), é muito desesperada. Tendo-se vendido ao pecado, Acabe estava resolvido a manter o negócio e não podia tolerar aquele que o teria ajudado a se recuperar.
  • [2] Que Acabe o temia: Já me achaste? Insinuando que ele o evitava o quanto podia, e que agora era um terror para ele ter de vê-lo. Ver o profeta era, para Acabe, como a visão da mão escrevendo sobre a parede para Belsazar; então se mudou o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram. As juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos bateram um no outro. Nunca houve um pobre devedor ou criminoso tão confuso diante do oficial que veio para prendê-lo. Os homens podem se culpar se fazem de Deus e da sua palavra um terror para si. 
(2) Elias pronunciou a ira de Deus contra Acabe: Achei-te (diz ele no v.20), porquanto já te vendeste para fazeres o que é mau. Note: Aqueles que se entregam ao pecado certamente serão descobertos, cedo ou tarde, para o seu horror e assombro. Agora, Acabe está no lugar do réu, como esteve Nabote, e treme mais do que Nabote tremeu.
  • [1] Elias declara a sua acusação contra ele e o condena pelas evidências notórias do fato (v. 19): Não mataste e tomaste a herança? Assim ele foi responsabilizado pelo assassinato de Nabote, e não lhe adiantaria dizer que a lei o havia matado (a justiça pervertida é a maior das injustiças), nem que, se ele foi processado injustamente, não era sua culpa — que ele não sabia nada disso; pois tudo foi feito para agradá-lo e ele se mostrou feliz com isso e, dessa forma se fez culpado por tudo que tinha ocorrido na condenação injusta de Nabote. Ele matou, pois ele tomou posse. Se ele toma o jardim, leva a culpa junto com ele. Terra transit cum onere — a terra com o encargo. 
  • [2] Elias dá a sentença sobre ele. Ele lhe fala da parte de Deus que a sua família será arruinada e arrancada (v. 21) e cortada toda a sua posteridade — que seria feito à sua casa como às de seus predecessores pervertidos, Jeroboão e Baasa (v. 24), particularmente, que aqueles que morressem na cidade seriam alimento para os cães e aqueles que morressem no campo, para os pássaros (v. 24); o que tinha sido predito a respeito da casa de Jeroboão (14.11) e da casa de Baasa (16.4) — que Jezabel, particularmente, seria devorada pelos cães (v. 23); o que se cumpriu (2 Rs 9.36) — e, para o próprio Acabe, que os cães lamberiam o seu sangue no mesmo lugar onde lamberam o de Nabote (v. 19 — “o teu sangue, o teu mesmo, embora seja sangue real, embora ele aumente em tuas veias com orgulho e ferva em teu coração com ira, em breve será diversão para os cachorros”), o que se cumpriu em 22.38. Isso implica que ele morreria de morte violenta, seria trazido ao seu túmulo com sangue, e que a desgraça o visitaria, cuja previsão deve necessariamente ser uma grande mortificação para um homem tão orgulhoso. Aqui se insiste nas punições após a morte, as quais, embora afetassem apenas o corpo, talvez fossem planejadas como figuras das misérias da alma depois da morte. [8]

A violação dos Mandamentos:
Acabe e Jezabel violaram o sexto mandamento, “não matarás”; o oitavo, “não furtarás”; o nono, “não dirás falso testemunho contra o teu próximo”; e o décimo, “não cobiçarás” (Dt 5.17,19-21). Isso sem contar os três primeiros mandamentos que já vinham violando, com sua idolatria, desde o princípio.

O episódio da vinha de Nabote nos mostra quão terrível é a cobiça e quais são suas consequências.

"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." 1 Timóteo 6:10

O triste episódio de Acabe se repete ao longo da história. Que Deus nos livre de todas essas maldades. A lei não proíbe o desejo em si, mas o desejo daquilo que pertence a outro. Não é pecado desejar bens e conforto, as coisas boas de que necessitamos na vida. Na verdade, viver é desejar. Desejar uma casa é mais natural do que respirar, mas para isso é necessário trabalhar e fazer economias até conseguir a realização do seu desejo com ajuda de Deus.

"Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo;" Tito 2:11-13


PARA REFLETIR
Sobre o décimo mandamento:
Qual a diferença entre cobiçar e desejar?
A cobiça é o desejo excessivo de possuir aquilo que pertence ao outro. Não se trata de simplesmente almejar uma casa ou um boi, mas de desejos incontroláveis de possuir a casa e o boi que já têm dono, e isso por meio ilícito. É o mesmo que roubar.

Você acha normal o que aconteceu com a vinha de Nabote?
Explique que Acabe usou do seu poder como rei de forma errada, além de tramar um plano sórdido para tirar a vida de um homem. As atitudes de Acabe revelam seu caráter doentio.

O que você sentiria se tivesse a sua propriedade tomada?
Resposta livre. Explique que a lei de Deus, e a brasileira, protegem o direito de propriedade.

Você já participou de uma artimanha para legitimar uma injustiça?
Deixe seus alunos à vontade para responder a tal pergunta. Se alguém se manifestar, oriente-o a nunca fazer tal maldade.

Você já cobiçou o que pertence ao outro?
Peça que os alunos sejam sinceros.

"Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos." Atos 17:30-31


Fontes:
[1]Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. CPAD 
[2]CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Ed.Hagnos
[3]EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel.
[4]CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol.1.Ed.Hagnos.
[5]CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol.1.Ed.Hagnos.
[6]PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD.
[7]Harvey E. Finley. Comentário Bíblico Beacon I e II Reis. Editora CPAD. Vol.2.
[8]HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Josué a Ester. Ed.CPAD
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD
BÍBLIA APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Editora CPAD
Revista Ensinador Cristão - CPAD / Estudantes da Bíblia / Estuda a Licao ebd / Bíblia Defesa da Fé / Bíblia de Estudo Pentecostal

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