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quinta-feira, 23 de março de 2017

Paul Washer apresenta melhoras após ter sofrido ataque cardíaco

Após sofrer ataque cardíaco, Paul Washer apresenta melhoras em estado de saúde

A notícia de que Paul Washer havia sofrido um ataque cardíaco gerou comoção e levou cristãos de todo o mundo a orarem pelo pastor. Seu quadro clínico tem apresentado melhoras.

Paul Washer já foi preletor do evento "Consciência Cristã", no Brasil.
(Foto: Consciência Cristã News)
Após sobreviver milagrosamente a um ataque cardíaco, o missionário, autor e pastor Paul Washer está se recuperando no hospital e seu quadro clínico já apresenta avanços.

Washer estava em sua casa na última segunda-feira (20/03/2017) à noite, quando sofreu um infarto e foi levado com urgência para o hospital. Ele rapidamente foi submetido a uma cirurgia para remover um bloqueio na artéria do coração.

"Ontem à noite, o irmão Paul sofreu um ataque cardíaco", informou uma publicação da página oficial do Ministério 'HeartCry Missionary' (fundado pelo pastor), na última terça-feira (21). "Ele está em estado crítico, embora atualmente estável. Por favor ore por ele e por sua família!".

Nesta quarta-feira, atualizações publicadas na página do ministério e também no perfil oficial do pastor no Twitter relataram que seu quadro clínico apresentou melhoras.

"Paul está melhorando continuamente. Nos sentimos encorajados por ver este progresso, ainda que um pouco lento", diz uma publicação feita simultaneamente nas duas redes sociais.

Orações
Com a confirmação da notícia do ataque cardíaco na última terça-feira, cristãos de todo o mundo enviaram mensagens de apoio ao pastor Paul Washer.

"Orando por ele e sua família - fomos tão abençoados por seu amor pelo Senhor, sua esposa, sua família e por ele falar a verdade vinda de Deus. Sabemos que o Senhor está com ele", disse um usuário do Facebook.

"Que todos possamos nos unir em Oração e que acima de tudo seja feita a vontade de Deus!", comentou outra internauta.

Paul Washer, Pregador Internacionalmente conhecido por sua contundência ao pregar o Evangelho

Ódio ao pecado

Uma das afirmações mais francas e polêmicas de Paul Washer, defendidas inclusive em um livro, é que Deus odeia o pecado e também o pecador.

O argumento de Washer é baseado na teoria de que o amor e o ódio são sentimentos opostos, e se alguém ama determinada coisa, odeia o oposto dela.

"Você ama bebês? Se você ama bebês então deve odiar o aborto!
Você ama Judeus? Se você ama Judeus então você deve odiar o Holocausto!
Você ama a Liberdade? Se você ama a Liberdade você deve odiar a escravidão!
Não tem como ser neutro nessas situações, se você realmente ama o que é certo, o que é perfeito, o que é bom então você também odiará e se oporá contra tudo que contradiz aquele padrão", explica Washer.

Paul Washer entende que a repulsa de Deus não é só apenas ao pecado, mas também ao pecador, e que a morte de Cristo, serviu para conter a ira divina sobre a humanidade.

"O Cristo foi pregado na Cruz, e Ele morreu, e com Sua morte Ele satisfez a Justiça de Deus! A Bíblia diz: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Rm 3:23. A Bíblia diz: "O salário do pecado é a morte” Rm 6:23. Cristo se tornou homem, viveu uma vida perfeita, sob a Lei, foi pregado naquela Cruz e morreu a morte do Seu povo! Morrendo daquela forma Jesus satisfez a Justiça de Deus! E apaziguou a Ira de Deus".

Fonte:
Aqui eu Aprendi!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Ayrton Senna: a Conversão e as declarações de Fé

Ayrton Senna: a conversão do piloto ao Evangelho e as declarações de fé no auge da careira
Ayrton Senna
21 Março 1960 / 01 Maio 1994

"Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor."
Romanos 8:38,39

Ayrton Senna está na galeria dos maiores heróis nacionais do esporte por suas conquistas, mas também pelo espírito combativo que expressava durante o período em que competiu na Fórmula 1, principal categoria do automobilismo mundial. Morto no dia 01 de maio de 1994 em um acidente em Ímola, Itália, até hoje o piloto é reverenciado por fãs e profissionais do esporte.

No entanto, uma faceta de Senna pouco divulgada pela mídia é sua fé. Em 1989 ele aceitou a Jesus Cristo como Salvador e desde então, sempre falava sobre Deus e Jesus em suas entrevistas. O filme documentário “Senna”, lançado em 2010, mostra muito da vida particular do piloto e trechos de declarações dadas por ele que, geralmente, são suprimidas das matérias sobre sua carreira.

2017 quarta-feira, 01 de fevereiro, a pastora Neuza Itioka, líder do Ministério Ágape Reconciliação, publicou em sua página no Facebook uma memória do dia em que orou, junto ao piloto, para entregar sua vida a Jesus. “Foi em meados de 1989 que tive a oportunidade de conhecer o Ayrton Senna. O nosso encontro foi através de sua irmã, Vivi Senna, que era minha amiga! A alegria no rosto dele enquanto orávamos para ele aceitar Jesus, até hoje está em nossas memórias”, introduziu.

“Poucos sabem, mas foi na sala de sua casa, de joelhos no chão, que Senna pediu para que Jesus entrasse em sua vida. Ter participado e orado para ele aceitar a Jesus como Único e Suficiente Salvador, foi um presente de Deus. Toda honra e glória ao Autor da Salvação, Jesus!”, concluiu Itioka.

+”Eu creio que Ayrton Senna vai para o céu”, diz ex-piloto

A irmã de Ayrton, Viviane Senna, atualmente é membro de uma Igreja Presbiteriana e toca o Instituto Ayrton Senna, entidade que se dedica a projetos sociais ligados à educação de crianças. A iniciativa foi tomada pelo piloto ainda em vida.

EXPRESSÕES PÚBLICAS DE FÉ

Na lápide do túmulo de Ayrton Senna há uma frase tocante, que diz muito sobre a caminhada espiritual do piloto: “Nada pode me separar do amor de Deus”. Em vida, as declarações sobre a importância da fé em sua carreira não foram poucas ou relativas: ele chegou a dizer ter visto Deus na última volta da última corrida do campeonato de 1988.

“Eu tive o privilégio de ter essa experiência. No mundo em que a gente vive, para sentir, tem que ser a realidade. Isso aconteceu no Grande Prêmio do Japão. Na última volta da corrida, a volta que finalmente me daria a vitória do campeonato, eu comecei a agradecer e agradecer – porque nem eu mesmo conseguia acreditar que eu ia vencer finalmente o campeonato”, disse Ayrton durante o especial Roberto Carlos, veiculado pela TV Globo.

“Eu senti a presença d’Ele, eu visualizei, eu vi. Foi uma coisa especial na minha vida, foi uma sensação enorme. É uma coisa que eu tenho gravada na minha memória e tenho como parte de mim. É um privilégio que eu tive, que pouca gente tem ou teve. Eu prezo muito isso”, acrescentou.


“Nada pode me separar do amor de Deus”, diz a lápide do túmulo de Ayrton Senna,
local visitado milhares de vezes todos os anos

Posteriormente, em uma entrevista concedida em 1990, o piloto afirmou que sua conversão o havia proporcionado força extra para lutar pelas conquistas que ainda sonhava em obter no esporte: “Eu descobri, há um ano e meio ou dois anos, através de Jesus, uma força, uma fé incrível que me deu energia, tranquilidade e equilíbrio em muitos momentos de desequilíbrio, de dificuldades […] A partir do momento em que eu pude experimentar toda essa força, ter essa experiência que eu tive, foi algo que eu não larguei mais e não pretendo largar, porque é uma experiência fantástica”, ressaltou.

Enfático, Senna confirmou que realmente dedicava momentos antes das corridas para uma conversa com Deus: “Eu oro, sempre rezei, mesmo antes de me aproximar mais de Deus. Toda vez que eu entrava num carro, me dava mais paz, me dava mais tranquilidade. A partir do momento em que eu tive oportunidade de conhecer um pouco mais esse Deus Todo Poderoso, através de Jesus, experimentar Ele de uma forma mais viva, só melhorou essa condição de força, de energia, de fé. E isso tem sido fundamental na minha vida, desde então”.

Viviane Senna contou, no documentário sobre a carreira do irmão, que no dia em que sofreu o acidente fatal na curva Tamburello, Ayrton havia lido um versículo bíblico que o havia encorajado a ir às pistas, pois ele considerava não correr, mesmo tendo conquistado a pole position nos treinos, já que nos dois dias anteriores, dois acidentes gravíssimos haviam acontecido: Rubens Barrichello, em seu ano de estreia, bateu forte após decolar a 225 km/h na sexta-feira, 29 de abril; e o piloto austríaco Roland Ratzenberger morreu ao escapar da pista e colidir a 306 km/h, no sábado, 30 de abril.

“Naquela manhã quando ele acordou, pediu a Deus para falar com ele. Abriu a Bíblia e leu um texto que falava que Deus ia dar para ele o maior presente de todos os presentes. Que era Ele mesmo”, revelou Viviane Senna, contando como foi a última manhã do irmão.

NOVO FILME

A família de Ayrton Senna confirmou que em 2019, ano que marcará 25 anos da morte do piloto, será lançado um longa-metragem sobre a vida, carreira, morte e legado do tricampeão mundial de Fórmula 1.

De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, a família mantém em sigilo o estúdio e diretor escolhidos para produzirem o filme, assim como os demais detalhes do projeto. É certo que parte da renda será revertida para os projetos do Instituto Ayrton Senna.

O jornalista Ricardo Feltrin, do Uol, informou meses atrás que o projeto está em desenvolvimento e todos os detalhes devem passar pela aprovação dos familiares. Os roteiristas do longa-metragem já ouviram depoimentos de pessoas ligadas ao piloto, como Antonio Carlos de Almeida Braga, o Braguinha, o cantor Fagner, e seu antigo sócio, Bira Guimarães.

Fonte: Gospel + 
Aqui eu Aprendi!

domingo, 19 de março de 2017

A Vida é um Espelho!

"Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará." Gálatas 6:7

Reflexão

"A Vida é um Espelho"

Ele quase não viu a senhora, com o carro parado no acostamento.

Chovia forte e já era noite. Mas, percebeu que ela precisava de ajuda.

Assim, parou seu carro e se aproximou.

O carro dela era bem novo mas estava com o pneu furado. Mesmo com o sorriso que ele estampava na face, a senhora ficou preocupada. Será que ele vai aprontar alguma?!

Ele percebeu que ela estava com muito medo e disse:

-“Eu estou aqui para ajudá-la, senhora. Não se preocupe. Alias pode aguardar no carro. A propósito, o meu nome é Paulo."

Bem, tudo que ela tinha era um pneu furado, que para uma senhora já seria o bastante.

Paulo abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro. Logo, ele já estava trocando o pneu.

Ficou um tanto sujo e machucou, um pouco, uma das mãos.

Enquanto Paulo apertava as porcas da roda, ela abriu a janela e começou a conversar com ele.

Contou que era de São Paulo e que só estava de passagem por ali, e que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda.

Paulo apenas sorriu, enquanto se levantava. Ao final, ela perguntou quanto lhe devia.

Tinha imaginado tudo de ruim que poderia ter acontecido, se Paulo não tivesse parado e ajudado.

Paulo não pensava em dinheiro, aquilo não era um trabalho para ele. Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade e Deus já lhe havia ajudado bastante. Este era o seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo. E respondeu:

-“Se quiser me pagar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para esta pessoa a ajuda de que ela precisar. E acrescentou: e lembre-se de mim.”

Tinha sido um dia difícil, mas ele se sentia bem, indo para casa, no anoitecer chuvoso.

Alguns quilômetros depois, a senhora parou em um pequeno restaurante. Um restaurante bem simples.

A garçonete trouxe-lhe uma toalha limpa para secar o cabelo molhado, e lhe dirigiu um  doce sorriso. Um sorriso que os pés doendo, por um dia inteiro de trabalho, não puderam apagar.

A senhora notou que a garçonete estava quase no final da gravidez, e que isso não mudou seu bom humor.

Ficou surpresa com a gentileza de alguém que tinha tão pouco, tratar tão bem a um estranho.

Então, se lembrou do Paulo.

Depois que terminou a sua refeição, e enquanto a garçonete buscava troco, para o valor que havia passado, a senhora se retirou.

Quando a garçonete voltou, queria saber onde a senhora estava, quando notou algo escrito no guardanapo e, sob ele, 5 notas de cem reais.

Lágrimas encheram seus olhos, quando leu o que a senhora escreveu. Dizia:

- "Você não me deve nada, eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou hoje e, da mesma forma, estou ajudando você". Se quiser me reembolsar por este dinheiro, não deixe este círculo de amor terminar com você: ajude alguém."

A garçonete continuou seu trabalho até o final de seu expediente.

Naquela noite, quando foi para casa cansada e deitou-se na cama, seu marido já estava dormindo.

Ela ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito.

Como pôde, aquela senhora, saber o quanto ela e o marido precisavam daquele dinheiro?

Com o bebê que estava para nascer no próximo mês, a quantia chegou em uma boa hora.

Ficou pensando na bênção que havia recebido, deu um grande sorriso, agradeceu a Deus e virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:

- "Tudo ficará bem. Eu te amo, Paulo".

"A vida é assim, um espelho" O que plantarmos, colheremos!

Texto adaptado para reflexão
Fonte: As reflexões de um sonho que não tem fim

A Regra de Ouro
"O breve enunciado a que muitas vezes chamamos de "Regra de Ouro" foi proferido por Jesus, e pode encontrá-lo em Mateus 7:12. Eis o que diz: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas".

Embora as palavras de Jesus pareçam simples, na realidade, são muito difíceis de pôr em ação. Independentemente do quanto nos esforçamos, muitas vezes ficamos aquém do esperado e deixamos de tratar os outros da forma que sabemos que devemos. Porque é que isso acontece? Uma das razões é porque nos envolvemos tanto nas nossas próprias vidas que não conseguimos ver as necessidades dos outros. Dito de outra maneira, nós só pensamos nas nossas próprias necessidades, e não nas necessidades das pessoas ao nosso redor. Descobrimo-nos a dizer com o apóstolo Paulo: "… com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem" (Romanos 7:18).

Qual é o problema? A Bíblia diz que o nosso verdadeiro problema é que somos pecadores. O pecado - como um cancro mortal - invadiu as nossas almas, tornando-nos fracos e incapazes de fazer o que é correto. E é por isso que precisamos de Cristo, porque Ele veio ao mundo para nos perdoar e salvar do poder do pecado.

Não tente viver da maneira que deve, na sua própria força. Em vez disso, peça a Cristo, crendo n’Ele, que entre na sua vida a fim de o purificar e salvar. Em seguida, peça-lhe que lhe dê um novo amor pelos outros, e para que o ajude a tratá-los da maneira que gostaria de ser tratado. Quão diferente seria o nosso mundo se todos o fizessem!" (Billy Graham)

abraço fraterno
Pastor Ismael
Aqui eu Aprendi!

sexta-feira, 17 de março de 2017

Quem ama cumpre plenamente a Lei Divina

A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei” Rm 13.8

O Deus amoroso deu o seu Filho Unigênito em favor do ser humano. Ninguém mais que o Deus Altíssimo sabe as implicações desse amor, pois Ele, em essência, é o verdadeiro Amor. Doeu em Deus Pai dar o seu Filho por amor. Mas Ele não se arrependeu de insistir em nós, pois nos amou desde a fundação do mundo. Logo, relacionamentos baseados neste amor sacrificial abrem a porta para o mistério do verdadeiro sentido da vida: amar como Deus nos amou. Logo, baseado em 1 Coríntios 13, descobrimos que:

• Sem o amor real, não adianta evocar frases de efeito, grandiloquentes e arrebatadoras, pois seriam como o barulho gélido de um sino.

• Sem o amor, não adiantaria sacrificar a mente e o corpo na profissão, galgando riquezas materiais, quando as riquezas do coração, as do compromisso, as da parceria e as da presença pessoal são ignoradas.

• Sem amor, restam impaciência, maldade, ciúmes, orgulho e vaidade; quem ama é paciente, bondoso, não ciumento e humilde.

• Sem amor, sobram grosserias, egoísmo e mágoas; quem ama não é grosseiro nem egoísta, não magoa nem se deixa dominar pela mágoa.

• Sem amor, sobra “alegria” com a falha do outro; mas quem ama se alegra quando o outro acerta.

• Quem ama não desiste nunca! Suporta tudo com fé, esperança e paciência.

Por exemplo, no casamento procuramos levar um ao outro a uma vida mais plena por intermédio desse amor que Deus nos concedeu. Claro que é muito difícil se afastar do orgulho, da vaidade, da impaciência. Entretanto, se tomarmos uma decisão solene, na presença de Deus, não importando qual seja a dificuldade, estaremos compromissados com o caminho do amor generoso.

Quando um dia aceitamos iniciar a vida do casamento, alinhando-nos com o ensino da Palavra de Deus sobre o amor que se sacrifica — “amai como cristo amou a Igreja e se entregou por ela” —, decidimos nos encontrar com o verdadeiro sentido da vida para a glória de Deus.

Por isso, o amor nos transforma à medida que vivemos no compromisso de enxergar em cada ser humano a obra-prima de Deus. Entretanto, o convite para viver esse amor nunca deve ser pela coerção, pois para mudar o nosso próximo, em primeiro lugar, precisamos refrear as nossas ambições. Antes de pensarmos em mudar o outro, olhemos para nós mesmos e vejamos o que há de errado conosco. (Revista Ensinador Cristão nº69)

Amar a Deus e ao próximo é cumprir plenamente a lei divina.

Leitura Bíblica em Classe: Romanos 12.8-14

Estamos nos aproximando do término do trimestre. Esperamos que você e seus alunos tenham produzido muitos frutos, nesse período, para a glória de Deus. O crente precisa ter uma vida frutífera.

Na lição de hoje estudaremos o amor como fruto do Espírito. Sem esse fruto é impossível ser manso, paciente, longânimo etc, ou seja, todos os outros frutos dependem dele. Uma das características mais marcantes do crente é o amor. Deus é amor e quem não ama, não o conhece. Quem ama a Deus ama também o próximo, cumprindo então a lei divina.

INTRODUÇÃO

Já estudamos alguns aspectos do fruto do Espírito e obras da carne. Deixamos para tratar a respeito do amor em uma única lição, pois o objetivo é que venhamos compreender a singularidade e a importância desse aspecto do fruto do Espírito.

Podemos agrupar os nove aspectos do fruto do Espírito Santo da seguinte maneira:

Os atributos que tratam do nosso relacionamento com Deus: amor, paz e alegria.

Os que tratam do nosso relacionamento com o próximo: longanimidade, benignidade e bondade.

Os que tratam do nosso relacionamento com nós mesmos: fidelidade, mansidão e domínio próprio.

Porém, nesta lição, veremos o aspecto do amor. A maior marca de uma igreja não é sua teologia, seu templo, tradições, mas sim o seu amor para com o Senhor Jesus e para com o próximo.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, inicie o primeiro tópico da lição fazendo a seguinte indagação:

“Quais são as três dimensões do amor ágape?”.

Ouça os alunos e incentive a participação de todos para que aula se torne dinâmica. Em seguida, desenhe no quadro duas linhas: uma vertical e uma horizontal. Depois desenhe um ponto. A seguir explique que o amor divino possui três dimensões:
(1) A dimensão vertical (aponte para a linha vertical). Diga que é o amor em direção a Deus.
(2) Dimensão horizontal (aponte para a linha horizontal). Fale que é amor em direção ao nosso semelhante.
(3) Dimensão interior (mostre o ponto). É o amor em direção a nós mesmos. Diga que se conseguirmos cumprir essas três dimensões, cumprimos toda a lei.

Para concluir, peça que um aluno leia Lucas 10.27: “Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo”. Explique que como crentes precisamos viver esses três aspectos.

I. A SINGULARIDADE DO AMOR ÁGAPE

1. Amor, um aspecto do fruto.
O amor é o primeiro aspecto do fruto que encontramos na relação de Gálatas 5.22. Podemos afirmar que tal sentimento é o solo onde os demais aspectos do fruto devem ser cultivados. Paulo relata a suprema excelência do amor em 1 Coríntios 13. A língua grega possui três vocábulos para denominar o amor: ágape, amor divino; philéo, amor entre amigos e eros, amor entre cônjuges.

2. O amor ágape.
O amor de Deus é expresso no grego pela palavra ágape. Tal vocábulo significa “amor abnegado e profundo”. Um dos atributos do nosso Deus é o amor (1Jo 4.8). Seu amor por nós é ímpar. Não podemos nos esquecer que hoje amamos ao Pai e ao próximo porque o amor divino nos alcançou primeiro: “Nós o amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19). O que fizemos para merecer tal amor? Nós não fizemos nada. O mérito de tal sentimento não é nosso. Mas Ele nos amou quando éramos ingratos e maus e nos deu o seu Filho Unigênito para morrer em nosso lugar (Jo 3.16).

3. O amor ágape derramado em nós.
Quando recebemos, pela fé, o Senhor Jesus, nos tornamos uma nova criatura (Jo 3.3). E, assim, foi-nos enxertado o amor que é a essência do Pai. Se somos discípulos de Cristo, amamos ao Pai e ao próximo. O amor de Deus em nós nos proporciona: paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança (Gl 5.22). Quem tem o amor de Deus considera o próximo e está sempre disposto a servir a todos, assim como o nosso Mestre (Mc 10.45).



O amor de Deus, o amor ágape, é singular.

RECURSO DIDÁTICO
Quadro de Relações Múltiplas.
Este auxílio permite ao aluno compreender as múltiplas relações de uma mesma palavra.
Para o tema Os Três Tipos de Amor, temos três termos que o estruturam: agapēphilia e eros. Para que a classe perceba a ênfase de cada um destes vocábulos reproduza o gráfico abaixo conforme suas possibilidades. Acrescente um outro tipo de amor definido pelos gregos, storge, o amor do núcleo familiar.[1]



II. AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO

1. O amor a Deus.
O amor de Deus por nós é altruísta, abnegado e ímpar. E a única coisa que Ele nos pede é que também venhamos a amá-lo com todo o nosso coração: [...] “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração [...]” (Mt 22.37).

Como podemos expressar nosso amor a Deus? De diferentes formas: sendo fiéis em nossos dízimos e ofertas, louvores, orações, lendo a Bíblia, etc. Mas a melhor maneira de expressar nosso amor a Deus é abandonar o pecado e procurar ter uma vida santa. Quem ama a Deus não tem prazer na prática do pecado. Quem se encanta com o pecado não ama ao Senhor e nunca o conheceu. Por isso, Jesus afirmou que muitos dirão naquele Dia: “Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios?” (Mt 7.22). A resposta do Senhor para estes é apenas uma: [...] “Nunca vós conheci [...]” (Mt 7.23).

2. O amor a si mesmo.
Amar a si mesmo pode parecer narcisismo, mas não é. Pois se você não se amar e aceitar-se, como poderá amar a Deus? Amar a si mesmo é acima de tudo um mandamento divino: “[...] Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 24.9). Certamente não gostamos das nossas falhas e imperfeições. Não somos perfeitos, mas precisamos colocar diante do Senhor tudo o que somos para que Ele venha nos transformar.

3. O amor ao próximo.
Para amar o próximo com o amor ágape é preciso amar a Deus primeiramente. O apóstolo João diz que Deus é amor, quem não ama, jamais o conheceu (1Jo 4.7,8,12,20). Certa vez, um fariseu perguntou a Jesus qual era o grande mandamento da Lei. Então, o Mestre ensinou que amar ao Senhor de todo o coração e ao próximo é um resumo de todos os mandamentos (Mt 22.37-40). É importante ressaltar que amor não é somente sentimento, mas ação. Não basta amar somente de palavras.

O amor como fruto do Espírito faz com que eu queira para os outros aquilo que desejo para mim. Faz com que eu tenha prazer em doar meu tempo, meus dons e talentos para o bem do meu próximo.


"E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade." 2 Pedro 1:7

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
O amor fraternal (philia)
“Como visto em 2 Pedro 1.7, há um segundo tipo de amor, o qual é chamado amor fraternal ou bondade fraterna. Este amor é amizade, um amor humano que é limitado. Amamos se somos amados. Lucas 6.23 diz: ‘Se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam’. A bondade ou amizade fraterna é essencial nas relações humanas, mas é inferior ao amor ágape, porque depende de uma relação recíproca; quer dizer, somos amigáveis e amorosos com aqueles que são amigáveis e amorosos conosco” (GILBERTO, Antonio. O Fruto do Espírito: A Plenitude de Cristo na vida do crente. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.36).

Todos os que se dedicam a Jesus Cristo pela fé, também devem dedicar mútuo amor uns aos outros, como irmãos em Cristo (1 Ts 4.9,10), com afeição sincera, bondosa e terna. Devemos preocupar-nos com o bem-estar, as necessidades e a condição espiritual dos nossos irmãos, sendo solidários e assistindo-os nas suas tristezas e problemas. Devemos referir-nos em honra uns aos outros, devemos estar dispostos a respeitar e honrar as boas qualidades dos outros crentes” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.1723).

Lei e amor
“Toda a lei cumpre-se numa só palavra, nesta: ‘Amarás teu próximo como a ti mesmo’ (5.14). Este tema é desenvolvido em Romanos 13.8-10. O que Paulo quer dizer em cada passagem é que tanto o amor quanto a lei estão relacionados com a justiça. Elas não estão em conflito a este respeito”. Para conhecer mais, leia Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, CPAD, p.412.

III. SOB A TUTELA DO AMOR, REJEITEMOS AS OBRAS DAS TREVAS

1. Debaixo da tutela do amor.
O que é uma tutela? A tutela é um “encargo jurídico de velar por, representar na vida civil e administrar os bens de menor, interdito ou pessoa desaparecida”. Logo, ter um tutor significa ter alguém para amparar, defender e proteger. Fora da tutela do amor ágape, amor divino, o crente pode voltar à prática das velhas obras infrutuosas da carne. Sem o amor de Deus, em nós, somos capazes de amar mais as trevas que a luz (Jo 3.19).

2. Amor, antídoto contra o pecado.
Quem ama não trai o seu cônjuge, não mata, não rouba, não cobiça, não dá falso testemunho, ou seja, não faz nada que possa desagradar ao Pai Celeste. Se quisermos evitar as obras da carne, precisamos nos encher do Espírito Santo e do seu amor (Ef 5.18). O amor nos faz agir de modo cortês e paciente, demonstrando ao mundo que somos discípulos de Cristo (Jo 13.35).

3. O amor leva à obediência.
O amor, fruto do Espírito, não é um mero sentimento. Amar envolve ação, atitude (1Jo 3.18). O que torna uma igreja forte não são seus recursos financeiros, seus líderes ou o número de membros, mas o amor revelado em atitudes e palavras. Quem ama tem prazer em ouvir e obedecer a Palavra de Deus: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra. [...] Quem não me ama não guarda as minhas palavras” (Jo 14.23,24). Quem ama obedece e vive de modo a agradar o Pai.

Sob a tutela do amor, temos condição para rejeitar as obras das trevas.

"O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor." Romanos 13:10

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Romanos 13.10
Pratica-se o amor não somente por mandamentos positivos (Rm 12.9-21; 1Co 13.4,6,7), mas também por negativos. Todos os mandamentos mencionados aqui são negativos na sua forma (v.9; cf. 1Co 13.4-6).

(1) O amor é positivo, e ao mesmo tempo é negativo, pelo fato da propensão humana para o mal, o egoísmo e a crueldade. Oito dos dez mandamentos da Lei são negativos, porque o mal surge naturalmente e o bem, não. A primeira evidência do amor cristão é apartarmos do pecado e de tudo aquilo que causa dano e tristeza ao próximo.

(2) A ideia de que a ética cristã deve ser novamente positiva é uma falácia baseada nas ideias da presente sociedade, que procura esquivar-se das proibições que refreiam os desejos descontrolados da carne (Gl 5.19-21)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.1723).


CONCLUSÃO

Como nova criatura, você precisa amar e evidenciar esse amor mediante suas atitudes e palavras. Que venhamos rogar ao Pai um coração amoroso, capaz de amar até mesmo aqueles que se declaram nossos inimigos (Mt 5.44).


Fonte:
Livro de Apoio 1º trim 2017 - As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - CPAD - Osiel Gomes
Revista Bíblica As Obras da Carne e os Frutos do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente - 1º sem_2017 - CPAD - Comentarista Osiel Gomes
Bíblia Defesa da Fé
Bíblia de Estudo Pentecostal
Dicionário Wycliffe
[1] O Fruto do Espírito - A Plenitude de Cristo na vida do crente - Antonio Gilberto - 2005-CPAD


Aqui eu Aprendi!

quarta-feira, 15 de março de 2017

A Igreja e a Salvação dos perdidos

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Jo 3.16

A Igreja e Missões
A evangelização do mundo é o imperativo do Novo Testamento. Ό evangelho deve ser proclamado [anunciado] entre todas as nações' (Mc 13.10. tradução livre). O Advogado a realizar a tarefa é o Espirito Santo, enquanto que a instituição escolhida divinamente para a proclamação é a Igreja de Jesus Cristo. Essas são afirmações sérias e bíblicas.

Até mesmo uma leitura superficial do Novo Testamento irá convencer o leitor da relevância da igreja na atual administração de Deus. Cristo amava a igreja e deu-se a si mesmo por ela. Somos assegurados de que no momento Ele está edificando sua igreja e que, por fim, irá apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula nem ruga, mas santa é irrepreensível'. Tudo isso está de acordo com o propósito eterno que Deus tinha em Cristo Jesus nosso Senhor (Ef 5. 25-27; 3.10.11).

A igreja é a geração eleita, sacerdócio real, nação santa e povo adquirido por Deus. O propósito desse grande chamado é que a igreja exponha as virtudes dEle, que a tirou da escuridão para sua maravilhosa luz. A igreja é uma criação proposital em Cristo Jesus; ela é o corpo de Cristo (sua manifestação visível) e o templo do Espirito Santo. Ela foi criada no dia de Pentecostes para personificar o Espírito Santo na realização do propósito de Deus neste mundo.

Missões não é uma imposição feita à igreja, pois faz parte de sua natureza e deveria ser tão natural para ela quanto as uvas são naturais para os galhos que se dependuram no vinhedo (PETERS. George W Teologia Bíblica de Missões. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000. p.244).

A salvação é oferecida a todas as pessoas, mas cabe a elas decidirem se aceitarão ou não o plano de Deus.


Na lição deste domingo estudaremos a respeito da maior dádiva de Deus para o pecador: a salvação pela fé em Jesus Cristo. É importante que você ressalte, logo na introdução da aula, que todos necessitam de salvação, por isso, a Igreja de Cristo tem como missão a proclamação do Evangelho (Mc 16.15). O que seria de nós se alguém não tivesse pregado o Evangelho de Cristo para nós? Se estamos hoje na igreja, estudando em uma classe de Escola Dominical é porque alguém nos evangelizou. Assim como fomos alcançados com o Evangelho e a salvação devemos também alcançar outros, “porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido (At 4.20)”.

O castigo para o pecado é a morte, porém Deus por sua infinita graça, amor e misericórdia, enviou seu Filho Jesus Cristo ao mundo para morrer por nossos pecados. Como crentes, precisamos evangelizar os perdidos mostrando que a salvação não pode ser alcançada por qualquer tipo de esforço humano. Somos salvos e libertos do poder do pecado unicamente pela fé em Jesus Cristo e por sua graça.

“Ele (JESUS) é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Atos 4:11,12

E então ouve-se a pergunta: Por que precisamos de um Salvador?
Resposta: Todos pecaram e com o pecado perdemos o acesso direito a Deus. Estávamos condenados à separação eterna. Mas Deus enviou seu Filho Unigênito para nos salvar. Jesus nasceu para morrer por nossos pecados. Sua morte não foi um acidente. Ela já havia sido preparada desde o Éden (Gn 3.15). Jesus se doou por amor a nós!

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus." Romanos 3:23,24

Jesus o Salvador!
E o que é o Homem com o Salvador? E o Homem sem o Salvador?

HOMEM COM O SALVADOR:
Tem a vida eterna;
Tem seus pecados perdoados;
Tem esperança;
Tem vida abundante;
Tem certeza do amanhã.

O HOMEM SEM O SALVADOR:
Não tem a esperança da vida eterna;
Está debaixo da ira de Deus;
Não pode desfrutar da vida abundante;
Vive segundo as circunstâncias;
Tem medo do amanhã e da morte.

Leitura Bíblica em classe: Atos 4.1-12

INTRODUÇÃO

A salvação dos perdidos é obra do Espírito Santo. É Ele que convence o homem de seus pecados e do perdão oferecido por meio do sacrifício de Jesus. A igreja colabora com o Reino de Deus apresentando a mensagem da salvação a todas as pessoas, para que tenham chance de ouvir o evangelho e decidir entre aceitar ou rejeitar a salvação oferecida, fazendo-os entender também as consequências dessa aceitação ou rejeição. Essa é uma missão urgente para o povo de Deus, pois ninguém é salvo sozinho. E a ordem de Jesus é que transmitamos a todos, indistintamente, a mensagem da salvação.

“Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.” 1 Timóteo 2:3,4


I - O CONCEITO DE SALVAÇÃO E SEU ALCANCE

1. Quando falamos da salvação dos perdidos, precisamos recorrer às Sagradas Escrituras.
A Bíblia nos fala em Gênesis que Adão e Eva, o primeiro casal, pecaram contra Deus, e por essa atitude o pecado foi repassado às gerações seguintes: ‘Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram' (Rm 5.12). Com isso a humanidade ficou distante de Deus e foi condenada a morte física e eterna. Era necessário que Deus providenciasse uma forma de fazer com que um dia. homens e mulheres pudessem estar livres do pecado e da morte eterna, e tornassem a ter comunhão com Deus.

2. Deus enviou Jesus.
O Filho de Deus veio ao mundo para que, por meio do seu sangue derramado em seu sacrifício, pudéssemos ter o perdão dos pecados e o acesso irrestrito a Deus. Aqueles que creem em Jesus Cristo e o recebem como seu Salvador recebem o perdão dos pecados, mas os que rejeitam a Jesus estão selando seu próprio destino com a condenação eterna: Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida (Jo 5.24).

O padrão de Deus é simples: a mensagem do evangelho é anunciada, e aqueles que acreditam naquilo que Deus fez por intermédio de Jesus e se arrependem de seus pecados recebem a salvação, e com ela o perdão de seus pecados e a vida eterna.

3. Salvação, plano de Deus.
Essa salvação planejada por Deus, em Jesus, é oferecida a todas as pessoas, indistintamente. O plano de Deus é que todos sejam alcançados pela mensagem do evangelho. Ele é descrito pelo apostolo Pedro como um Deus “[...] longânimo para convosco. não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se" (2 Pe 3-9)· Esta é a regra, e a palavra "todos", mencionada por Pedro, não traz a ideia de uma salvação oferecida incondicionalmente a um pequeno grupo de pessoas escolhidas.  A vontade de Deus não é a salvação de alguns, mas de todos.

Deus sabe, pela sua presciência, quem será ou não salvo, mas a presciência divina não é um delimitador que arbitrariamente, sem qualquer explicação, escolhe quem vai ou não ser salvo. Há quem diga que essa escolha está baseada na chamada ‘soberania de Deus", que escolhe, sem critérios explicáveis biblicamente, quem vai se perder ou quem vai ser salvo. Essa é uma interpretação que tira o foco do amor de Deus na salvação dos perdidos. Se soberanamente Deus já escolheu quem vai ou não ser salvo, porque seria necessário mandar Jesus para morrer? Vamos anunciar o evangelho apenas para descobrir quem já estava predestinado anteriormente para ser salvo? Claro que não. Anunciamos o evangelho para que as pessoas tenham a oportunidade de escolher o destino eterno que as aguarda após terem decidido se vão ou não aceitar a Jesus.

Leia mais sobre:  A Doutrina da Salvação - Soteriologia



II - A DINÂMICA DA SALVAÇÃO

1. A salvação é pela graça.
A Bíblia diz que ‘pela graça coisa salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus (Ef 2.8). Cremos que a graça de Deus é um favor que não merecemos, mas que nos é oferecida indistintamente: "Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens" (Tt 2.11). Obras não são suficientes para proporcionar a salvação de um pecador, pois sempre serão insuficientes para alcançar os padrões de Deus.

Deus escolheu mostrar a nós que nossas obras são maculadas por nossos pecados, e o que precisamos mesmo não é realizar mais obras, mas reconhecer que somos pecadores e depender da misericórdia divina, manifesta em Jesus Cristo: Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia (Rm 11.32).

2. O livre-arbítrio e a soberania de Deus.
Há quem ensine que o chamado livre-arbítrio, ou a capacidade dada aos seres humanos para fazer escolhas e tomar decisões até na esfera espiritual, não está na Bíblia. De fato, a expressão "livre-arbítrio" não é mencionada nas Escrituras, mas o seu conceito sim.

Em diversas passagens na Palavra de Deus somos advertidos a fazer escolhas sobre a nossa vida espiritual: "Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição: escolhe, pois, a vida. para que vivas, tu e a tua semente, amando ao SENHOR, teu Deus. dando ouvidos à sua voz e te achegando a ele" (Dt 30.19.20a). Dizer que o conceito de livre-arbítrio é humano, filosófico e antibíblico é ignorar o fato de que Deus nos responsabiliza por nossas escolhas, escolhas essas que Ele mesmo nos permite fazer. De outra forma. Deus seria injusto julgando-nos por decisões que não tomamos e por planos que não fizemos.

3· O livre-arbítrio e a predestinação.
Somos responsáveis por nossos pecados. Houve um reformador que ensinou que se uma pessoa furta ou comete adultério, ela simplesmente está cumprindo um desígnio de Deus, sendo, portanto, "ministro de sua providência". Se essa ideia é correta, então não podemos julgar outras pessoas que cometem delitos, pois essas pessoas, já estavam predestinadas a esses comportamentos, pois estão cumprindo a vontade de Deus. Deus não pensa assim! Ele não faz com que as pessoas busquem cometer pecados e façam outras coisas que Ele mesmo reprova em sua Palavra. Quem veio para matar, roubar e destruir foi Satanás, e ele tenta sempre fazer com que o coração dos homens seja influenciado para fazer o mal. Deus sempre nos aponta o caminho a ser seguido para que possamos ter uma vida de comunhão com Ele. E nenhum pensamento humano deve ser tido por absoluto, principalmente se esse pensamento não encontra respaldo nas Escrituras.

O livre-arbítrio é a capacidade de tomar decisões e fazer escolhas, tornando-nos responsáveis por cada uma delas.

Ill - AMOR E SOBERANIA DE DEUS

1. Cremos no amor de Deus para todos?
A resposta bíblica a essa pergunta pode ser vista nos textos: Deus amou o mundo a ponto de mandar seu Filho, para salvar aqueles que cressem nEle (Jo 3.16), e Deus não quer que ninguém se perca (2 Pe 3.9). Há cristãos piedosos que acreditam que Deus escolhe somente algumas pessoas para salvar, descartando as demais pessoas sem um critério claro dessa rejeição divina. Esse entendimento apela para a capacidade soberana de Deus, de escolher a quem vai salvar. Entretanto, tal entendimento vai de encontro ao amor de Deus. O plano de Deus não era mandar Jesus para morrer pelos pecados de algumas poucas pessoas, mas de todas as pessoas, em que pese o fato de que apenas os que crerem em Jesus é que serão salvos. A mensagem da salvação é oferecida a todos, mas serão salvos apenas os que crerem em Jesus.

2. Cremos na soberania de Deus.
A soberania de Deus não é afetada pelo livre-arbítrio humano. Um governante de um país não tem sua soberania ameaçada por causa de um criminoso que comete delitos, pois se naquele país existem leis que punem delitos, essas leis serão aplicadas para responsabilizar os atos dos malfeitores, e em nada a soberania do governante é ameaçada. Deus permanece soberano em quaisquer circunstâncias, esteja o homem pecando ou não. Em sua soberania. Deus vai responsabilizar o homem por suas escolhas.

Deus não enviou Jesus ao mundo para morrer pelos pecados de algumas pessoas, mas de toda a humanidade.

CONCLUSÃO

Esta lição não esgota o assunto, apenas o apresenta introdutoriamente de forma bíblica e didática. Não somos salvos por ter o conhecimento completo da mecânica da salvação, mas sim por crer no Senhor Jesus Cristo como nosso Salvador. Por isso, falemos de Jesus e de sua salvação, para que todos venham a conhecer o plano de Deus e terem a oportunidade de receber a salvação, que vem do Senhor.


Fonte:
Lições Bíblicas - 1º trim.2017 - A Igreja de Jesus Cristo - Sua origem, doutrina, ordenanças e destino eterno - Comentarista: Alexandre Coelho - CPAD

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